Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel rejeitou as acusações de escassez de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, contradizendo o secretário-geral da ONU, António Guterres. Israel afirma que mais de 25 mil camiões com ajuda humanitária passaram pela região durante um cessar-fogo de 42 dias e acusa o Hamas de utilizar essa ajuda para fins militares. Além disso, o porta-voz israelita acusou Guterres de “espalhar calúnias contra Israel”.
    • O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que Gaza se transformou num “campo de extermínio”, onde os civis estão presos num ciclo interminável de morte devido à falta de ajuda humanitária. Guterres criticou Israel por não cumprir as suas obrigações como potência ocupante, destacando a severa escassez de recursos essenciais como alimentos, medicamentos e combustível. A ONU rejeitou a participação num mecanismo proposto por Israel para controle da assistência humanitária, referindo que este poderia limitar cruelmente a ajuda.
    • O Presidente francês, Emmanuel Macron, enfatizou que a entrada de ajuda humanitária em Gaza é uma “prioridade máxima” e destacou que a situação atual é “intolerável”. Macron também criticou o plano de Donald Trump para transformar a Faixa de Gaza numa “Riviera do Médio Oriente”, recordando as terríveis condições e perdas de vidas na região devido ao conflito.
    • A situação na Faixa de Gaza agravou-se significativamente, com relatos de 58 mortos nas últimas 24 horas devido a ataques israelitas. No total, os ataques na região resultaram em 1.449 mortes desde o início da ofensiva. As autoridades em Gaza também atualizaram o número de vítimas após um ataque em Deir el-Balah, que causou a morte de 25 pessoas, incluindo cinco crianças.

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  • Encerramos aqui o artigo liveblog com o acompanhamento das informações de terça-feira sobre a atualidade no Médio Oriente.

    Pode continuar a seguir os últimos desenvolvimentos do conflito entre Israel e o Hamas nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • Israel nega escassez de ajuda em Gaza e acusa Guterres de "espalhar calúnias"

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel rejeitou, esta terça-feira, qualquer escassez de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

    Esta afirmação contraria as declarações do secretário-geral das Nações Unidas. “Não há falta de ajuda humanitária na Faixa de Gaza”, afirmou Omer Marmorstein, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel, na rede social X.

    “Mais de 25 mil camiões de ajuda passaram pela Faixa de Gaza durante os 42 dias do cessar-fogo” e “o Hamas usou essa ajuda para reconstruir a sua máquina de guerra”, acrescentou Marmorstein.

    O porta-voz israelita acusa, ainda, António Guterres de estar a “espalhar calúnias contra Israel”.

    O secretário-geral da ONU tinha publicado horas antes, na mesma rede social, que “está na hora de acabar com a desumanização, proteger os civis, libertar os reféns, garantir ajuda vital e renovar o cessar-fogo”, sublinhando que há mais de um mês que Gaza não recebe ajuda humanitária.

  • Entrada de ajuda humanitária em Gaza é uma "prioridade máxima", diz Macron

    O Presidente de França, Emmanuel Macron, afirmou, esta terça-feira, que a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza é uma “prioridade máxima”.

    “A situação atual é intolerável”, sublinhou o Presidente francês, na rede social X, apelando para que se estabeleça a ajuda o mais rapidamente possível.

    Macron criticou, ainda, o plano de Donald Trump para o enclave (transformar a Faixa de Gaza numa “Riviera do Médio Oriente”).

    “Após meses e meses de bombardeamentos e de uma guerra terrível, dezenas de milhares de pessoas foram mortas. Há dezenas de milhares de crianças mutiladas e sem família. É disso que estamos a falar quando falamos de Gaza. Não se trata de um projeto imobiliário”, sublinhou.

  • Qatar saúda Omã por acolher negociações entre Estados Unidos e Irão

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar espera que “as negociações conduzam a um acordo sustentável que reforce a segurança, a estabilidade e a paz na região e abra novos horizontes para a cooperação e o diálogo regionais”.

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Catar manifestou, na rede social X, o seu “apreço pelos esforços diplomáticos de Omã com o objetivo de aproximar os pontos de vista das duas partes”.

  • Exército de Israel ataca nordeste do Líbano

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) levaram a cabo esta terça-feira um ataque aéreo que atingiu o Vale de Bekaa, no nordeste do Líbano.

    De acordo com a Al Jazeera, o exército israelita atacou o que considera ser um “depósito de armas pertencente ao sistema de defesa aérea do Hezbollah”.

    O local era “uma ameaça para o Estado de Israel e uma violação flagrante dos acordos entre Israel e o Líbano”, afirmou o exército.

  • Supremo israelita diz que governo não pode despedir diretor do Shin Bet

    O Supremo Tribunal de Israel determinou esta terça-feira que o diretor do Serviço de Segurança Interna (Shin Bet), Ronen Bar, tem de ficar em funções — e que o governo israelita e a procuradoria-geral do país têm até ao dia 20 de abril para chegar a um acordo no que toca à decisão de demitir o responsável.

    Em causa está um recurso contra a demissão de Ronen Bar. A demissão surgiu após o Shin Bet receber instruções do Ministério Público israelita para investigar alegadas ligações de funcionários do gabinete do primeiro-ministro ao Qatar.

    O partido de centro-direita Yesh Atid, do líder da oposição Yair Lapid, apresentou um recurso em nome de vários movimentos da oposição e denunciou uma “decisão tomada devido a um flagrante conflito de interesses do primeiro-ministro, com base em considerações estrangeiras”.

    O tribunal chegou a uma decisão ao fim de uma sessão de cerca de 11 horas, marcada pelo caos e por múltiplas interrupções de manifestantes — incluindo do deputado Tali Gotliv, do Likud (partido de Netanyahu), cujos protestos obrigaram à suspensão dos trabalhos e à retirada à força dos manifestantes.

  • ONU recusa integrar mecanismo proposto por Israel para controlar ajuda humanitária em Gaza

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, recusa a participação das Nações Unidas num mecanismo proposto por Israel para controlar a ajuda humanitária na Faixa de Gaza, alegando que há o risco de esse mecanismo reduzir e “limitar cruelmente a ajuda até à última caloria e ao último grão de farinha”.

    “Vou ser claro: não participaremos em qualquer mecanismo que não respeite totalmente os princípios humanitários de humanidade, imparcialidade, independência e neutralidade”, afirmou esta terça-feira Guterres aos jornalistas, citado pela Reuters.

    Desde o início de março que não entra ajuda humanitária em Gaza, com Israel a dizer que só permite a reentrada da ajuda quando o Hamas libertar todos os reféns israelitas. Simultaneamente, as autoridades israelitas propuseram à ONU e a grupos humanitários a criação de um “mecanismo estruturado de monitorização da entrada de ajuda”.

    “O mecanismo é concebido para apoiar as organizações humanitárias, melhorar a supervisão e responsabilização e garantir que a assistência chega à população civil em necessidade, em vez de ser desviada e roubada pelo Hamas”, defende a agência israelita que propôs o plano.

  • Israel admite opção militar contra o Irão se acordo sobre programa nuclear se arrastar

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, admitiu esta terça-feira uma opção militar contra o Irão caso se arrastem as negociações com os Estados Unidos, anunciadas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, sobre o programa nuclear iraniano.

    “Concordámos que o Irão não terá armas nucleares. Isto pode ser conseguido através de um acordo, mas apenas se for um acordo ao estilo da Líbia: que entremos, destruamos as instalações, desmontemos todo o equipamento, sob supervisão e execução americanas”, declarou Netanyahu numa mensagem vídeo, um dia depois de se ter reunido com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington.

  • Gaza é hoje um “campo de extermínio” e civis estão num ciclo de morte sem fim

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou esta terça-feira que Gaza tornou-se “num campo de extermínio”, onde os “civis estão num ciclo interminável de morte”, frisando ainda que Israel não está a cumprir com as suas obrigações “como potência ocupante”.

    Numa declaração à imprensa, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, Guterres adotou um tom duro para se referir à realidade ainda mais dura enfrentada pelos palestinianos na Faixa de Gaza, onde um mês inteiro “sem uma gota de ajuda” reabriu as “comportas do horror”.

    “Mais de um mês inteiro passou sem uma gota de ajuda em Gaza. Sem comida. Sem combustível. Nenhum remédio. Sem fornecimento comercial. À medida que a ajuda secava, as comportas do horror reabriram-se”, disse Guterres.

  • "Libertar reféns não é prioridade de Netanyahu"

    Carlos Gaspar considera que temas como o Irão e a fronteira com a Síria devem ter dominado o encontro de Netanyahu e Trump. Sobre o conflito na Ucrânia, garante que EUA criticam Putin, mas não agem.

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    “Libertar reféns não é prioridade de Netanyahu”

  • Israel faz rusgas em escolas filiadas na UNRWA em Jerusalém Oriental ocupada

    Funcionários do Ministério da Educação de Israel, acompanhados por agentes da polícia, entraram à força em seis escolas filiadas na UNRWA, a agência das Nações Unidas de ajuda aos palestinianos, e anunciaram planos para encerrar as instalações, reporta a Aljazeera.

    Abir Ismail, diretor do gabinete de informação da UNRWA, denunciou as rusgas nos bairros ocupados de Shuafat, Silwan, Sur Baher e Wadi al-Joz como uma violação do direito internacional.

    “Este procedimento representa uma violação do direito das crianças refugiadas da Palestina a receberem educação e ameaça privar centenas de crianças do seu direito básico à educação no seu país”, afirmou Ismail num comunicado citado pelo mesmo meio.

  • Erdogan critica Israel pela “execução de profissionais de saúde” em Gaza

    O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, classificou de “execução” e “crime de guerra” a morte de 15 profissionais e saúde pelas forças israelitas num ataque em Gaza no mês passado.

    “Assistimos a atos de violência que constituem claramente crimes de guerra, incluindo o disparo contra ambulâncias que transportavam feridos e a execução de profissionais de saúde”, disse citado pelo gabinete de comunicação na rede social X.

  • 58 pessoas foram mortas nas últimas 24 horas em Gaza

    58 pessoas foram mortas e 213 ficaram feridas na Faixa de Gaza nas últimas 24 horas, segundo informa o Ministério da Saúde de Gaza no Telegram.

    Ao todo, de acordo com os números do Ministério, 1.449 pessoas foram mortas no enclave palestiniano desde que os ataques israelitas voltaram à região.

  • Rússia congratulou a realização do encontro EUA-Irão no sábado

    A Rússia congratulou os Estados Unidos e o Irão pelo encontro sobre o programa militar que será realizado no próximo sábado, envolvendo representantes de alto nível de ambos os estados.

    “Sabemos que estão previstos alguns contactos diretos e indiretos em Omã e que, naturalmente, estes só podem ser bem-vindos porque podem conduzir a uma diminuição das tensões em torno do Irão”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pela RIA Novosti.

    A reunião, que será realizada neste país da península árabe, envolverá o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araguchi, e o enviado dos EUA para o Médio Oriente, Steve Witkoff, segundo a Reuters, citada pelo Haaretz.

  • Aumenta para 25 o balanço de vítimas de ataques israelitas em Gaza

    As autoridades de Gaza atualizaram esta terça-feira para 25 mortos em ataques israelitas desde segunda-feira à noite contra o enclave palestiniano.

    O maior número de vítimas, incluindo cinco crianças, foi registado antes da meia-noite de segunda-feira num ataque que atingiu uma casa em Deir el-Balah (centro de Gaza), disse à France Presse Mahmoud Bassal, porta-voz da Defesa Civil, organização de primeiros socorros de Gaza.

    Segundo a mesma fonte, durante a madrugada, ocorrem também ataques contra cidade de Gaza e outro em Beit Lahia (norte).

  • Guterres encontrou-se com famílias dos reféns israelitas

    O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, encontrou-se esta terça-feira com famílias dos reféns israelitas retidos em Gaza.

    “Hoje voltei a encontrar-me com familiares de reféns israelitas e ouvi as suas histórias de dor e luto”, afirmou o secretário na rede social X, condenando ainda o Hamas pelo “sequestro brutal e pelo tratamento horrível” dos reféns.

    “Expressei as minhas condolências às famílias dos mortos e reiterei o meu apelo à libertação imediata e incondicional de todos os reféns”, acrescentou.

  • Deputada do partido de Netanyahu expulsa de sessão de tribunal sobre despedimento do chefe do Shin Bet

    Uma deputada do Likud, de Benjamin Netanyahu, foi expulsa da sessão de tribunal para rever petições contra a demissão pelo primeiro-ministro israelita do chefe do Shin Bet, Ronen Bar, depois de protestar no meio da audiência, segundo o Times of Israel.

    Tali Gotliv interrompeu por várias vezes a sessão, obrigando os juízes a fazer uma pausa de uma hora devido aos protestos. Ao fim da hora, a deputada voltou a interromper a sessão, levando a que os juízes lhe pedissem para se retirar.

  • Seis mortos num ataque à cidade de Beit Lahiya

    Seis pessoas morreram num ataque aéreo à cidade de Beit Lahiya, em Gaza, segundo a Al Jazeera, citando a imprensa palestiniana.

    O ataque, realizado durante a madrugada, terá atingido uma casa familiar na cidade.

  • Supremo Tribunal israelita analisa recurso contra demissão do Shin Bet

    Supremo Tribunal israelita realiza hoje uma audiência sobre o recurso contra a demissão do diretor do Serviço de Segurança Interna (Shin Bet), Ronen Bar.

    A demissão surgiu após o Shin Bet receber instruções do Ministério Público israelita para investigar alegadas ligações de funcionários do gabinete do primeiro-ministro ao Qatar.

    O partido de centro-direita Yesh Atid, do líder da oposição Yair Lapid, apresentou um recurso em nome de vários movimentos da oposição e denunciou uma “decisão tomada devido a um flagrante conflito de interesses do primeiro-ministro, com base em considerações estrangeiras”.

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