Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Von der Leyen e Costa convidam empresas dos EUA a investir na UE
- Wall Street dispara após anúncio de pausa de 90 dias à aplicação de tarifas
- Trump anuncia moratória de 90 dias à aplicação de tarifas aos 75 países que não retaliaram
- Euro sobe e ultrapassa 1,10 dólares
- Secretário do Tesouro dos EUA espera chegar a acordo com aliados
- Pacote de tarifas europeias vai ser aplicado em três fases. Primeiro tabaco, depois ovos e, por fim, amêndoas
- União Europeia aprova tarifas de 25% a produtos dos EUA
- China responde às tarifas dos EUA e aumenta taxa às importações americanas para 84%
- Montenegro assume "preocupação" com crise das tarifas e assegura que Governo está a "tratar da sua parte"
- EUA são o quarto destino de exportações da indústria têxtil portuguesa. Tarifas terão "efeitos transversais e profundamente preocupantes"
- Tarifas vão ter um impacto maior no crescimento europeu do que o BCE previa. PIB pode crescer menos um ponto percentual
- China afirma que não quer guerra comercial com EUA mas vai lutar contra as tarifas
- Trump afirma que há países "mortinhos por fazer um acordo" sobre as tarifas. "Ligam-me, querem beijar-me o rabo"
- "Nunca vamos aceitar este tipo de bullying", diz porta-voz do Ministério de Negócios Estrangeiros da China sobre as tarifas
- Bolsas europeias abrem no vermelho. Lisboa recua 2,1% na abertura
- Bolsa de Tóquio fecha a perder quase 4%
- Bolsa japonesa desvaloriza mais de 3%. Xangai a negociar no verde, com ganhos de 1,11%
- Novas tarifas dos EUA entram em vigor esta quarta-feira
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- Donald Trump anunciou uma moratória de 90 dias para a aplicação de tarifas a mais de 75 países que não retaliaram contra as tarifas dos Estados Unidos, enquanto aumenta imediatamente para 125% as tarifas sobre os produtos chineses. Esta decisão provocou uma reação mista nos mercados, com os índices de Wall Street a registarem ganhos substanciais, impulsionados pela perspectiva de pausas tarifárias.
- A União Europeia e a China reagiram às tarifas impostas pelos EUA, com a UE a aprovar tarifas retaliatórias de 25% sobre a maioria dos produtos importados dos Estados Unidos, previstas para entrar em vigor a 15 de abril, e a China a elevar as suas tarifas para 84% sobre produtos norte-americanos.
- As tensões comerciais entre os EUA e a China têm levado a uma significativa incerteza económica global, com efeitos observados nos mercados financeiros e nas previsões económicas. O Banco Central Europeu antecipa um impacto negativo maior no crescimento económico da zona euro do que inicialmente previsto, estimando que o crescimento do PIB possa ser um ponto percentual inferior ao projetado num cenário sem tarifação.
- A consequência das políticas tarifárias está a repercutir-se em várias esferas, incluindo a reacção de líderes financeiros e governos. O Secretário do Tesouro dos EUA expressou confiança em acordos com aliados para enfrentar a China como um bloco, enquanto o presidente do JPMorgan exortou a administração a mostrar progresso nas negociações comerciais para acalmar os mercados e prevenir uma recessão iminente.
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Bom dia. Terminamos aqui a cobertura dos principais desenvolvimentos do primeiro dia de tarifas comerciais dos EUA.
Pode acompanhar todos os novos desenvolvimentos no liveblog que agora abrimos. Obrigada por estar connosco.
Tarifas. Entram em vigor as novas taxas chinesas de 84% sobre produtos dos EUA
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Primeiro-ministro canadiano: Pausa nas tarifas é "alívio para economia global"
O primeiro-ministro canadiano admitiu que “a pausa nas tarifas agravadas anunciada pelo Presidente Trump é um alívio bem-vindo para a economia gl0bal”.
Segundo a publicação de Mark Carney no Twitter, vão ser realizadas negociações com o Presidente norte-americano para “uma nova relação económica e de segurança”. Para além disso, Carney disse que os EUA iriam encetar negociações com outros países que “irá provavelmente resultar numa reestruturação fundamental do sistema de comércio global”.
“Neste contexto, o Canadá deve continuar a desenvolver as relações com os parceiros comerciais que partilham os nossos valores, incluindo a troca livre de bens, serviços e ideias”, acrescentou o primeiro-ministro canadiano.
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Índice S&P 500 cresce 9% desde anúncio de pausa nas tarifas e tem maior aumento desde 2008
O índice S&P 500, que mede o desempenho de várias das maiores empresas norte-americanas, subiu 9% desde que Trump anunciou uma moratória de 90 dias para aplicação das tarifas agravadas aos países que contra elas não retaliaram.
Este é o maior aumento registado neste índice desde outubro de 2008, num ganho que compensa em grande medida as perdas registadas nos últimos dias.
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Donald Trump não prevê mais aumentos nas tarifas cobradas à China
“Não consigo imaginar isso. Não acho que vamos ter de o voltar a fazer”, disse Donald Trump sobre a possibilidade de voltar a aumentar a tarifa cobrada aos produtos importados da China. Os comentários foram feitos após ter hoje anunciado que a tarifa de 104% à China seriam afinal de 125%.
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Guerra comercial entre China e EUA pode acabar com 80% do comércio bilateral
Uma guerra comercial entre a China e os EUA pode reduzir em 80% as trocas comerciais entre os dois países, de acordo com a líder da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Ngozi Okonjo-Iweala admite que as tensões entre os dois países podem “representar um risco significativo de uma retração aguda no comércio bilateral” entre EUA e China. A líder da OMC admite que nesse cenário as consequências não ficariam confinadas às fronteiras dos dois países, podendo “danificar severamente o estado da economia global”.
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Após volte-face das suas políticas tarifárias, Trump diz que foi um "bom dia" no mercado bolsista
Na Sala Oval da Casa Branca, após um primeiro momento com os media no exterior, Donald Trump afirmou que os EUA tiveram “bom dia no mercado de ações”, escreve a Sky News.
Em causa está a subida dos índices bolsistas após o presidente dos EUA ter anunciado uma inversão na sua política tarifária.
“Penso que o nosso país está mais forte do que nunca. E alguém tinha de o fazer… tínhamos de tomar o remédio… para passar pela operação”, afirmou, comparando o seu pacote tarifário a um medicamento que um doente tem de tomar para melhorar.
“Nenhum presidente o teria feito, penso eu. Mas tinha de ser feito”, completou.
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Foi "sempre este o plano"? Trump suspende aplicação de tarifas agravadas a todos os países menos à China e bolsas dão "salto" histórico
Presidente dos EUA faz recuo dramático, com pausa de 90 dias à aplicação das suas “tarifas recíprocas”. Secretário do Tesouro diz que sempre foi este o plano de Trump. Índices acionistas saltam 10%.
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"Uma guerra comercial não é do interesse de ninguém". Governo britânico vai continuar a negociar tarifas "com calma"
O governo britânico reagiu à moratória de 90 dias à aplicação das tarifas admitindo que “uma guerra comercial não é do interesse de ninguém”, de acordo com a Sky News.
“Não queremos tarifas de todo”, disse um porta-voz do governo liderado por Keir Starmer. “Vamos continuar a negociar com calma pelos interesses do Reino Unido.” Segundo este porta-voz, o facto de Trump ter adiado a aplicação das tarifas “mostra que a calma e a tranquilidade podem recompensar”.
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Cotação do Brent para entrega em junho sobe 4,23% para 65,48 dólares
A cotação do barril de crude Brent para entrega em junho terminou esta quarta-feira no mercado de futuros de Londres em alta de 4,23%, para os 65,48 dólares.
Esta forte recuperação da cotação resulta do anúncio de Donald Trump de que vai fazer uma pausa de 90 dias antes de aplicar as taxas alfandegárias aos países que não decidiram represálias.
O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, que iniciou o dia a cotar no mínimo desde fevereiro de 2021, finalizou a sessão no International Exchange a cotar 2,66 dólares acima dos 62,82 dólares com que encerrou as transações na terça-feira.
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Trump apercebeu-se que as "pessoas estavam a ficar enjoadas", mas não admite que tenha reagido a isso
Donald Trump admitiu que “estava a assistir” à evolução do mercado de ações ontem à noite e apercebeu-se que “as pessoas estavam a ficar um pouco enjoadas”.
No entanto, não assumiu que o anúncio da pausa à implementação das tarifas tenha sido feito em reação à queda generalizada dos índices que se verificou nos últimos dias. A uma pergunta nesse sentido respondeu: “O mercado de ações está ótimo neste momento”.
“A grande decisão não foi a que eu tomei hoje, a grande decisão foi a que tomei no dia da libertação”, em referência ao dia em que apresentou as tarifas.
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Moeda brasileira regista forte alta após Trump suspender tarifas a 75 países por 90 dias
A moeda brasileira (real) registou forte valorização face ao dólar revertendo a tendência de queda na tarde desta quarta-feira após o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma pausa nas tarifas impostas a mais de 75 países.
No início da manhã, a moeda brasileira registava forte desvalorização face à moeda norte-americana, que chegou a máximo de 6,09 reais, mas, assim que Donald Trump anunciou uma novas medidas de retaliação contra a China e mudanças nas tarifas impostas a países que procuraram negociar com os Estados Unidos, esse movimento inverteu-se bruscamente. Às 16h05 (horas locais) o dólar caía 2,58%, cotado a 5,84 reais.
Donald Trump anunciou um aumento imediato para 125% das tarifas aos produtos chineses e a suspensão por 90 dias da aplicação das taxas a mais de 75 países, enquanto decorrem negociações comerciais.
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Trump: "Ao longo dos últimos dias, [a situação] parecia bastante sombria"
“Ao longo dos últimos dias, [a situação] parecia bastante sombria”, admitiu Donald Trump à imprensa, numa referência à reação dos mercados à sua política de tarifas.
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Ouro subiu quase 4% e aproximou-se de máximos históricos com guerra comercial
O ouro, ativo considerado um refúgio em tempos de incerteza, subiu na tarde desta quarta-feira 3,7%, para 3.093,6 dólares com a intensificação da guerra tarifária entre os EUA e a China.
Pelas 18h00, o preço do ouro estava a subir 3,7% para 3.093,6 dólares, segundo dados da Bloomberg, compilados pela Efe, e atingia o seu nível mais alto do dia.
Com isto, o preço do ouro aproximou-se do máximo histórico atingido em 3 de abril, quando foi negociado a 3.167,84 dólares.
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"As pessoas estavam a ficar com medo", admite Trump
O Presidente Trump afirmou que “todos os países querem fazer um acordo” com os EUA, para não serem afetados pelas tarifas. “A China quer fazer um acordo, eles só não sabem como fazê-lo”, disse Trump. Os chineses são “pessoas orgulhosas” e “o Presidente Xi [Ji Ping] é um homem orgulhoso”, acrescentou.
“Eu apenas quero acordos justos”, assumiu Trump. O Presidente norte-americano admitiu que a China também poderá chegar a um acordo se quiser negociar com os EUA. “Nada acabou ainda.”
Trump pediu às pessoas para terem calma hoje, porque “as pessoas estavam a ficar com medo” e estavam a começar a ficar irrequietas, justifica. Sem entrar em detalhes, admitiu que “mais nenhum outro presidente” teria anunciado as medidas de tarifas que ele anunciou. As medidas “precisavam de ser aplicadas, porque [a balança comercial norte-americana] não era sustentável”.
O Presidente norte-americano admitiu que os cofres do Estado estão a beneficiar muito por causa das tarifas: “Estamos a fazer dois mil milhões de dólares por dia”.
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Von der Leyen e Costa convidam empresas dos EUA a investir na UE
Os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu convidaram esta quarta-feira as empresas norte-americanas a investirem na UE, assegurando que o bloco comunitário está contra uma guerra comercial por causa das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
“A Europa está aberta ao comércio e ao investimento, foi essa a minha mensagem para a Câmara do Comércio dos Estados Unidos. Nós estamos a negociar e não a intensificar [uma guerra comercial] para continuarem a fluir as cadeias de abastecimento entre a UE e os EUA”, escreveu Ursula von der Leyen nas redes sociais, depois de uma reunião com representantes daquele organismo.
O presidente do Conselho Europeu, o português António Costa, que também esteve presente neste encontro considerou que os acordos comerciais entre os 27 e Washington “são melhores do que as tarifas”.
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Tensões comerciais entre China e EUA poderão reduzir comércio bilateral até 80%
A diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Ngozi Okonjo-Iweala, afirmou esta quarta-feira que as crescentes tensões comerciais entre os EUA e a China expõem o comércio bilateral ao risco de contração muito acentuada, de até 80%.
“As nossas projeções preliminares sugerem que o comércio de mercadorias entre estas duas economias pode diminuir até 80%”, alertou a diretora-geral da OMC.
O Presidente norte-americano anunciou esta quarta-feira um aumento imediato para 125% das tarifas aos produtos chineses e a suspensão por 90 dias da aplicação das taxas a mais de 75 países, enquanto decorrem negociações comerciais.
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Líder democrata critica "caos" da administração Trump que afeta consumidores e empresas
O líder da minoria dos Democratas no Senado norte-americano acusou a administração Trump de retirar a confiança dos consumidores e das empresas do país no mercado.
“Ninguém sabe que raio vai acontecer a seguir devido ao caos desta administração”, lamentou Chuck Schumer. “Cada dia fica pior em termos de caos, em termos de imprevisibilidade e em termos de lógica”, acrescentou.
“Ele continuam a mudar de ideias sobre o que vão fazer, porque o estão a fazer, como o vão fazer — e a única vítima é o público americano.”
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Nova tarifa universal de 10% também será aplicada a México e Canadá
México e Canadá também serão alvo da nova tarifa temporária de 10% que os EUA vão aplicar a todos os países que não retaliaram contra Trump. Apenas alguns dos produtos importados destes dois países para os EUA eram até agora alvo das taxas norte-americanas como produtos energéticos.
Agora, México e Canadá verão todas as suas exportações taxadas, depois do anúncio das novas tarifas de 10%, durante um período de pausa de 90 dias, para os países que não retaliaram às tarifas anunciadas no “dia da libertação”.
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Espanha quer aumentar relação comercial com a China. Ministro critica estratégia de negociação norte-americana
O ministro da Agricultura espanhol anunciou que Espanha “não quer apenas continuar, mas expandir” as relações económicas com a China. Luis Planas criticou a Trump por negociar com os seus parceiros comerciais de que considera não parecer “respeitadora”.
Os comentários de Planas foram feitos depois de o Governo espanhol ter recebido julgamentos vindo dos EUA por Pedro Sánchez se ter mostrado favorável a um aumento das relações comerciais na Ásia.