Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Jihad Islâmica vai monitorizar o cumprimento do acordo de cessar-fogo em Gaza por parte de Israel
- Hamas acusa Israel de estar a "fugir às obrigações" de deixar entrar ajuda humanitária
- Decisão de tribunal da ONU sobre Gaza “muito importante”
- Mais de 460 figuras judias pedem responsabilização da liderança israelita por "violações do direito internacional"
- Embaixador de Israel na ONU considerou "vergonhosa" a decisão do TIJ e acusa UNRWA de ser "terreno fértil para terroristas"
- Voto pela anexação da Cisjordânia terá ocorrido contra Netanyahu. Likud considera ato de "trollagem" para prejudicar relações com os EUA
- Tribunal Internacional de Justiça determina que Israel tem a obrigação de apoiar esforços humanitários da ONU em Gaza — incluindo da UNRWA
- Os cadáveres entregues por Israel de 54 palestinianos não identificados foram enterrados esta terça-feira em valas na Faixa de Gaza
- Alemanha vai comprar mísseis antitanque a Israel num acordo feito através da NATO
- Netanyahu diz que é "uma treta" a ideia de que Israel é um Estado cliente dos EUA
- Proposta para aplicar soberania israelita sobre Cisjordânia aprovada em assembleia
- No seu encontro com Netanyahu, JD Vance alertou para "tarefa difícil" de desarmar Hamas
- IDF confirmam morte de comandante do Hezbollah em ataque no sul do Líbano
- Quem eram os dois reféns cujos corpos foram devolvidos a Israel esta terça-feira?
- Rubio também viaja para Israel. Secretário de Estado dos EUA vai juntar-se à comitiva que está supervisionar o plano de cessar-fogo
- JD Vance vai encontrar-se com Netanyahu e Herzog esta manhã em Israel
- Tribunal Internacional de Justiça decide se Israel violou lei internacional ao bloquear ajuda humanitária a Gaza
Histórico de atualizações
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Bom dia,
Fica por aqui a cobertura do conflito israelo-palestiniano desta quarta-feira. Continuaremos a acompanhar o que de novo se passa no Médio Oriente através deste novo liveblog.
“Israel não fará nada com a Cisjordânia”, garante Donald Trump
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O que se passou até agora
- O Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) destacou a obrigação de Israel de apoiar os esforços humanitários das Nações Unidas na Faixa de Gaza, incluindo os da UNRWA, apesar das alegações de atividades terroristas associadas à agência. Esta decisão, embora não vinculativa, intensifica a pressão internacional sobre Israel, que rejeitou categoricamente a determinação do tribunal, considerando-a uma politização do direito internacional.
- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, negou categórica e vivamente qualquer caracterização de Israel como um estado cliente dos EUA. Durante um encontro com o vice-presidente norte-americano, JD Vance, destacou que a relação entre os dois países é antes uma parceria baseada em objetivos e valores comuns, apesar de eventuais divergências em determinadas questões.
- As Brigadas de Jerusalém, braço armado do grupo palestiniano Jihad Islâmica, manifestaram o seu compromisso com o cessar-fogo entre Israel e o Hamas, sinalizando que a adesão ao acordo dependerá das ações de Israel. O porta-voz do grupo advertiu que a resistência continuará enquanto a ocupação dos territórios palestinianos persistir.
- Uma nova carta aberta, assinada por figuras judias de renome global, exigiu ações contra o governo israelita devido a alegadas violações do direito internacional durante as operações em Gaza. Os signatários pediram sanções e sublinharam que o cessar-fogo deve ser convertido numa oportunidade para um novo início, que promova a paz e a justiça entre palestinianos e israelitas.
[A 14 de janeiro de 1986 um acontecimento muda o rumo da campanha das presidenciais: a inesperada agressão a Soares na Marinha Grande. Nas urnas, o socialista e Zenha lutam por um lugar na segunda volta frente a Freitas. A “Eleição Mais Louca de Sempre” é o novo Podcast Plus do Observador sobre as Presidenciais de 1986. Uma série narrada pelo ator Gonçalo Waddington, com banda sonora original de Samuel Úria. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir o primeiro episódio aqui, o segundo aqui e o terceiro aqui.]
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Jihad Islâmica vai monitorizar o cumprimento do acordo de cessar-fogo em Gaza por parte de Israel
As Brigadas de Jerusalém, braço armado do grupo palestiniano Jihad Islâmica, anunciaram hoje o seu “compromisso total” com o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza entre Israel e o Hamas, em vigor desde 10 de outubro.
O novo porta-voz do grupo, Abu Hamza, indicou hoje que a organização vai monitorizar o grau de cumprimento do acordo por parte do “inimigo”, referindo-se a Israel, e acompanhar de perto os desenvolvimentos no terreno.
Num discurso gravado e transmitido na rede Telegram, a Jihad Islâmica realçou que a sua adesão ao acordo será proporcional às ações da outra parte e que continuará a vigiar eventuais incumprimentos.
Por outro lado, Abu Hamza, que apareceu encapuçado e vestido com um uniforme militar, anunciou a morte de oito membros do Conselho Militar das brigadas e de outros seis membros do seu Estado-Maior durante a ofensiva israelita de mais de dois anos na Faixa de Gaza, embora não tenha especificado quantos comandantes ainda estão vivos.
O porta-voz afirmou ainda que a “resistência” do grupo, que não reconhece a existência do Estado de Israel, vai continuar enquanto persistir a ocupação dos territórios palestinianos, e que a sua luta armada vai prosseguir “até chegar a Jerusalém”.
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Atores, escritores e políticos judeus pedem mais sanções para Israel
Atores, escritores, personalidades e políticos judeus de todo o mundo divulgaram hoje uma carta aberta aos líderes mundiais e à ONU apelando para que imponham sanções ao Governo de Israel pela violenta ofensiva a Gaza.
“Invade-nos o desassossego perante a acumulação de provas que apontam para que as ações de Israel se enquadram na definição jurídica de genocídio e as tentativas de fugir à responsabilidade e voltar a impor o mesmo padrão falhado de impunidade. Não toleraremos isso”, lê-se na missiva.
Entre os signatários, contam-se a autora canadiana Naomi Klein (“A Doutrina do Choque”), o ator norte-americano Wallace Shawn (“Gossip Girl” e “Donas de Casa Desesperadas”), a ex-primeira-ministra belga Simone Susskind e os vencedores de Óscares Jonathan Glazer e Yuval Avraham, bem como figuras públicas israelitas como o ex-presidente do parlamento israelita Avraham Burg e o negociador Daniel Levy.
“A pressão internacional foi um elemento-chave para alcançar este cessar-fogo e, para garantir que perdura, não pode afrouxar. Este cessar-fogo deve ser entendido como um começo, não um fim, pois o risco de regressar a uma realidade política marcada pela indiferença perante a ocupação e o conflito em curso é demasiado elevado”, sustentam os subscritores.
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Hamas acusa Israel de estar a "fugir às obrigações" de deixar entrar ajuda humanitária
O Hamas acusou as autoridades israelitas de estarem a “fugir às obrigações” de deixar entrar ajuda humanitária, definidas no acordo de cessar-fogo acertado com intervenção norte-americana, do Egito e do Qatar. Toda a ajuda que entrou até agora, frisou, é apenas “uma gota no oceano” daquilo que é necessário no enclave.
“A ocupação [Israel] está a arrastar os pés e não cumpriu totalmente a parte humanitária do acordo. Há mais de 10.000 pessoas desaparecidas sob os escombros, e os trabalhadores da Defesa Civil precisam de equipamento pesado para as resgatar”, disse o porta-voz Ismail Radwan à Al Jazeera, acusando as forças israelitas de causar “a morte” dos reféns e de estar “a atrasar o fornecimento de equipamento pesado para os retirar”.
“E depois culpa-nos”, criticou ainda.
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Decisão de tribunal da ONU sobre Gaza “muito importante”
O secretário-geral da ONU considerou hoje como “muito importante” a decisão do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) sobre Gaza, acrescentando esperar que Israel “a cumpra”.
“Esta é uma decisão muito importante. E espero que Israel a cumpra. Por outro lado, esta decisão chega num momento em que estamos a fazer tudo o que podemos para reforçar a nossa ajuda humanitária em Gaza”, afirmou António Guterres a jornalistas, em Genebra.
“Portanto, o impacto desta decisão é decisivo para que possamos fazer o que é necessário para a trágica situação em que o povo de Gaza ainda vive”, acrescentou o líder da ONU.
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Israel luta pela soberania ou pela sobrevivência?
Israel endurece posições mas a estrutura do Hamas resiste e mantém-se o cenário de impasse. Na Ucrânia, a pressão para ceder território choca com a intransigência russa. A análise de Pedro Nascimento. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra.
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Mais de 460 figuras judias pedem responsabilização da liderança israelita por "violações do direito internacional"
Mais de 460 figuras judias pediram um fim da “impunidade” e a responsabilização dos “lideres israelitas pelas suas violações do direito internacional” numa carta aberta entitulada “Judeus Exigem Ação”.
Na carta, os signatários celebram o cessar-fogo “com grande alívio” mas consideram que deve ser “o início, não o fim” do processo de paz em Gaza e que a pressão internacional que serviu para trazer a trégua deve continuar para “trazer uma nova era de paz e justiça para todos — palestinianos e israelitas”.
A cara acusa Israel de ter violado “insistentemente” as “leis, cartas e convenções estabelecidas para salvaguardar e proteger toda a vida humana” criadas “em resposta ao Holocausto”.
“É necessário responsabilizar os líderes israelitas pelas graves violações do direito internacional”, apela a carta, sublinhando que “é hora de fazer tudo o que for possível para acabar definitivamente com a punição coletiva dos palestinianos pelo governo israelita e buscar a paz para o bem de ambos os povos”.
Entre os signatários encontram-se figuras como as atrizes Hannah Einbinder e Ilana Glazer, os realizadores Yuval Abraham (do filme No Other Land) e Jonathan Glazer (A Zona de Interesse).
“Não descansaremos até que este cessar-fogo leve ao fim da ocupação e do apartheid. Escrevemos na esperança de que esta iniciativa incentive ainda mais um momento de renovado compromisso judaico de agir com consciência e compaixão. Prometemos trabalhar com urgência para alcançar igualdade, justiça e liberdade para palestinianos e israelitas”, concluem.
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Embaixador de Israel na ONU considerou "vergonhosa" a decisão do TIJ e acusa UNRWA de ser "terreno fértil para terroristas"
Danny Danon, embaixador de Israel nas Nações Unidas, disse que a decisão do Tribunal Internacional de Justiça era “vergonhosa” e que culpava “Israel por não cooperar com órgãos da ONU”, nomeadamente a UNRWA.
“Eles deveriam culpar-se a si próprios. Esses órgãos tornaram-se terreno fértil para terroristas. Veja-se, por exemplo, a UNRWA… uma organização que apoiou o Hamas durante anos”, acrescentou, citado pela Reuters.
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Israel "rejeita categoricamente" decisão do TIJ e diz que "deveria ter denunciado a atividade terrorista" da UNRWA
Em reação à decisão do Tribunal Internacional de Justiça desta quarta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel rejeitou-a “categoricamente” na rede social X, considerando-a uma “tentativa” de “impor medidas políticas contra Israel sob o pretexto do ‘direito internacional'”.
“O parecer consultivo do TIJ de hoje deveria ter denunciado a atividade terrorista em que a UNRWA está envolvida: funcionários da UNRWA participaram diretamente no massacre de 7 de outubro e continuam a ajudar nas operações terroristas do Hamas — tudo sob os auspícios das Nações Unidas”, acusou ainda o ministério, tendo alegado que a agência da ONU para os refugiados palestinianos emprega “mais de 1.400 membros do Hamas”.
“Israel cumpre integralmente as suas obrigações ao abrigo do Direito Internacional”, lê-se ainda no comunicado, onde se diz rejeitar “rejeita totalmente a politização do Direito Internacional, que procura produzir resultados políticos e impor medidas destinadas a prejudicar o Estado de Israel”.
Israel categorically rejects the ICJ’s “advisory opinion,” which was entirely predictable from the outset regarding UNRWA. This is yet another political attempt to impose political measures against Israel under the guise of “International Law.”
Today’s ICJ advisory opinion…
— Israel Foreign Ministry (@IsraelMFA) October 22, 2025
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Voto pela anexação da Cisjordânia terá ocorrido contra Netanyahu. Likud considera ato de "trollagem" para prejudicar relações com os EUA
Segundo o Times of Israel, a aprovação desta tarde no parlamento israelita do projeto-lei que implica a aplicação da soberania israelita sobre a Cisjordânia foi um ato contra a vontade do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o seu partido, o Likud.
Segundo este jornal, a aprovação foi conseguida com 25 votos a favor face a 24 contra, tendo a atuação rebelde do deputado Yuli Edelstein contribuído para isso. Edelstein foi o único parlamentar do Likud a votar a favor deste projeto, ao lado das formações de extrema-direita Otzma Yehudit, Noam e Mafdal, assim como da fação conservadora United Torah Judaism.
O Times of Israel, inclusive, frisa que esta votação foi particularmente humilhante para o governo de Netanyahu, já que decorreu com a presença de JD Vance no território e ratificou uma política de anexação à qual os EUA se opõem.
O Likud já reagiu numa tentativa de minimizar os danos políticos desta votação, considerando-a como um ato de “trollagem com o objetivo de prejudicar as nossas relações com os EUA e as grandes conquistas de Israel” na Faixa de Gaza.
“Fortalecemos os colonatos todos os dias com ações, orçamentos, construção, indústria e não com palavras”, defende o partido, considerando o Likud que “a verdadeira soberania será alcançada não com uma lei ostensiva para o protocolo, mas trabalhando adequadamente no terreno e criando as condições políticas adequadas para o reconhecimento da nossa soberania, como foi feito nas Colinas de Golã e em Jerusalém”.
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Tribunal Internacional de Justiça determina que Israel tem a obrigação de apoiar esforços humanitários da ONU em Gaza — incluindo da UNRWA
Os juízes do Tribunal Internacional de Justiça, órgão máximo jurídico da ONU, determinaram esta quarta-feira que o estado de Israel tem de auxiliar os esforços de ajuda humanitária prestados pelas Nações Unidas na Faixa de Gaza, sob pena de estar a violar o direito internacional, escreve a Reuters.
Israel tem assim “a obrigação de concordar e facilitar os programas de ajuda prestados pelas Nações Unidas e pelas suas entidades, incluindo a UNRWA”, afirmou o presidente do tribunal, Yuji Iwasawa, citado pela Associated Press. Além disso, sendo uma “potência ocupante”, Israel tem ainda a obrigação de “garantir as necessidades básicas da população local, incluindo os mantimentos essenciais para a sua sobrevivência”.
Particularmente relevante é a conclusão do painel de 11 juízes de que Israel não terá conseguido provar as suas alegações de que uma parte significativa dos funcionários da UNRWA são “membros do Hamas ou de outras fações terroristas”, afirmou ainda Iwasawa. Recorde-se que Telavive efetivamente proibiu esta agência da ONU, destinada em particular a auxiliar refugiados palestinianos e a fornecer ajuda a Gaza, de operar no território. Esta decisão — que é apenas consultiva e não vinculativa, ou seja, não tem força de lei — ocorre no decurso de um frágil cessar-fogo na Faixa de Gaza e após meses de bloqueio israelita à região.
O TIJ foi chamado a avaliar esta situação após uma votação da Assembleia Geral da ONU, sendo que Israel tem vindo repetidamente a negar que a sua atuação viola o direito internacional, alegando não só que os procedimentos do tribunal são tendenciosos, mas também que o Hamas estava a intercetar os carregamentos de ajuda e a revendê-los.
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Os cadáveres entregues por Israel de 54 palestinianos não identificados foram enterrados esta terça-feira em valas na Faixa de Gaza
Os restos mortais de 54 pessoas, cujos corpos não puderam ser identificados foram hoje enterrados em valas de um cemitério no centro da Faixa de Gaza.
Estes cadáveres tinham sido entregues há cinco dia pelas autoridades israelitas como parte do acordo de cessar-fogo entre Israel e o grupo islamista Hamas, que foi promovido por Estados Unidos da América, Egito, Qatar, Arábia Saudita e Turquia, enquanto 15 corpos de 28 dos reféns hebraicos foram também devolvidos.
Os restos mortais, envoltos em mortalhas brancas, foram transportados em ambulâncias e veículos com câmara frigorífica do hospital de Khan Yunis (sul da Faixa de Gaza) para as cerimónias fúnebres em Deir el Balas.
Cerca de 100 profissionais de saúde e dedicados ao apoio humanitário rezaram no local em memória das vítimas, cujos panos tinham números e algumas palavras escritos, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.
A polícia, as autoridades de Deir al-Balah e o Comité Internacional da Cruz Vermelha também participaram do cortejo fúnebre.
No total, 195 corpos foram devolvidos a Gaza, após a chegada de outros já 30 hoje. Dos quase 200, 57 foram identificados pelas famílias, através de meio eletrónico posto à disposição pelo Ministério da Saúde local, com imagens dos falecidos e marcas para possível identificação.
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Alemanha vai comprar mísseis antitanque a Israel num acordo feito através da NATO
A Alemanha vai comprar mísseis antitanque guiados Spike, de produção israelita, num acordo no valor de 2.000 milhões de euros, revelou o jornal israelita Haaretz esta terça-feira.
O acordo, segundo o jornal, foi assinado através da NATO com a EuroSpike, uma ‘joint-venture’ fundada na Alemanha pela Diehl Defence, a Rheinmetall (com 80% das ações) e a Rafael de Israel (20%). A parceria foi criada para facilitar a venda dos mísseis Spike a países europeus como a Alemanha e Espanha.
Esta notícia surge depois do governo alemão ter anunciado em agosto a suspensão das exportações de armamento para Israel que pudesse ser usado na Faixa de Gaza, quando o executivo de Benjamin Netanyahu aprovou a tomada da cidade de Gaza.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse na altura que não compreendia como é que o plano de Israel podia conduzir aos objetivos de desarmar o Hamas, alcançar a libertação dos reféns e encetar rapidamente negociações para um cessar-fogo.
“Nestas circunstâncias, o Governo Federal não aprovará até novo aviso nenhuma exportação de material militar que possa ser utilizado na Faixa de Gaza”, anunciou então Merz, numa decisão sem precedentes para a Alemanha.
Contudo, no sentido inverso, só em 2025 a Alemanha adquiriu mais armamento israelita do que nos quatro anos anteriores juntos. Segundo o Haaretz, essa contabilidade não inclui um acordo de 3.500 milhões de euros de 2023, sobre a aquisição pela Alemanha do sistema de mísseis Arrow 3.
De acordo com uma resposta do Governo alemão a um inquérito parlamentar, citada pelo Haaretz, o exército já adquiriu este ano armamento israelita no valor de 315 milhões de euros, sem contar com o acordo Spike. Este valor é superior ao total gasto em armas israelitas no conjunto dos quatro anos anteriores.
O míssil Spike é o sistema de armas da Rafael mais vendido a nível mundial, sendo que a empresa israelita já vendeu este tipo de armamento a mais de 40 países.
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Netanyahu diz que é "uma treta" a ideia de que Israel é um Estado cliente dos EUA
No seu encontro com JD Vance, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, negou hoje que Israel seja um Estado cliente dos EUA, classificando tais ideias como “uma treta”.
“Quero dizê-lo muito claramente: uma semana dizem que Israel controla os Estados Unidos. Na semana seguinte, dizem que são os Estados Unidos que controlam Israel. Isto é uma treta”, sublinhou. Segundo Netanyahu, o que os dois países partilham é “uma aliança”.
Nesse sentido, assegurou que as duas partes “têm valores e objetivos comuns”, apesar de “divergências em algumas questões”. “Devo dizer que ao longo do último ano chegámos a acordos, não só em relação aos objetivos que estão para vir, mas também sobre como alcançá-los”, afirmou o primeiro-ministro israelita.
Netanyahu considerou ainda que Israel conseguiu “colocar a faca no pescoço do Hamas” e “isolá-lo dentro do mundo muçulmano e árabe”. Por isso, agradeceu ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e à sua equipa, por esta ação “brilhante”.
Ao seu lado, JD Vance corroborou a ideia da independência de Israel para com os EUA. “Não queremos um Estado vassalo, e não é isso que Israel é. Não queremos um Estado cliente, e também não é isso que Israel é. Queremos uma parceria. Queremos um aliado aqui”, afirmou.
Segundo o vice-presidente dos EUA, a sua visita a Israel tem como objetivo monitorizar o cessar-fogo, justificando todavia que “não se trata de monitorizar no sentido de supervisionar uma criança pequena. Trata-se de monitorizar no sentido de que há muito trabalho”.
Segundo Vance, Donald Trump “acredita que Israel, com os nossos aliados árabes do Golfo, pode desempenhar um papel de liderança muito positivo nesta região — onde, francamente, os Estados Unidos podem preocupar-se menos com o Médio Oriente, porque os nossos aliados na região estão a intensificar os seus esforços, assumindo o controlo e a responsabilidade pela sua área do mundo”.
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Israel diz que não haverá tropas turcas em Gaza
O gabinete do primeiro-ministro insistiu que não haverá tropas turcas em Gaza após se ter falado em desacordo entre Benjamin Netanyahu e o chefe do Serviço de Inteligência egípcio Hassan Rashad.
“Não há desacordo. Não vai haver envolvimento turco”, garante o gabinete ao The Times of Israel.
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Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita denuncia ataques do Hamas a palestinianos
O ministério dos Negócios Estrangeiros israelita publicou um vídeo com ataques do grupo Hamas a palestinianos, criticando o “silêncio ensurdecedor dos pregadores morais”, noticia o The Times of Israel.
O vídeo mostra palestinianos vendados e algemados, empurrados para o chão e a serem agredidos pelo Hamas.
“Onde estão? Todas as vozes altas? Todos os guerreiros dos direitos humanos? Os pregadores morais?”, pode ler-se no vídeo publicado na rede social X.
Killings in public by Palestinian Hamas – and deafening silence from the “moral preachers”.
Do you hear the sound of the crickets? pic.twitter.com/CcnX94d39U— Israel Foreign Ministry (@IsraelMFA) October 22, 2025
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Um morto e quatro feridos nas últimas 24 horas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza
O Ministério da Saúde de Gaza revelou que morreu uma pessoa e quatro ficaram feridas nas últimas 24 horas, tendo também sido recuperados quatro corpos dos escombros na Faixa de Gaza.
Estes números totalizam 68.234 mortes em Gaza desde o início da guerra e 170.373 pessoas feridas, como noticia o Haaretz.
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Proposta para aplicar soberania israelita sobre Cisjordânia aprovada em assembleia
O Knesset, parlamento israelita, aprovou numa votação preliminar o projeto-lei que implica a aplicação da soberania israelita sobre a Cisjordânia, noticia o Haaretz.
O projeto de lei foi proposto pelo partido de extrema-direita Noam e estipula que a “lei, jurisdição, administração e soberania do Estado de Israel se aplicam a todas as áreas de assentamento da Cisjordânia”.
“O projeto de lei para aplicar a soberania aos territórios da Judeia e Samaria foi aprovado em leitura preliminar por uma maioria de 25 a favor e 24 contra”, anunciou a Knesset, de 120 membros, segundo a agência de notícias espanhola EFE.
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Herzog pediu às famílias de reféns que acordassem um "perdão" a Netanyahu
Uma investigação do Haaretz revelou que o presidente de Israel, Isaac Herzog conversou com as famílias dos reféns sobre um potencial perdão público ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, semanas antes do acordo de cessar-fogo entrar em vigor.
Algumas das famílias ignoraram o pedido, mas outras sentiram que o perdão poderia incentivar um acordo que levasse à libertação dos reféns, relatou o Haaretz.
O Gabinete de Herzog confirmou as conversações. No entanto, garante não ter sido o presidente israelita a tomar a iniciativa, mas sim o pai de um dos reféns na premissa de “acelerar um acordo”.