Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O governo húngaro solicitou ao governo norte-americano uma isenção das sanções que afetam as petrolíferas russas, mas o pedido foi recusado por Donald Trump. Viktor Orbán argumentou que a Hungria não possui alternativas para o acesso a recursos energéticos. Apesar da amizade entre Trump e Orbán, o pedido foi negado pela administração norte-americana.
    • A cimeira planeada entre Donald Trump e Vladimir Putin foi cancelada após um telefonema tenso entre os dois países. A decisão de cancelamento foi comunicada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que destacou a falta de disposição de Sergei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, em ceder nas exigências russas.
    • O Pentágono autorizou o envio de mísseis Tomahawk para a Ucrânia, uma decisão que agora deverá ser ratificada por Donald Trump. Apesar disso, Trump expressou alguma relutância em fornecer tais armamentos, salientando a necessidade de proteger os interesses de segurança interna dos Estados Unidos.
    • Grupos de hackers ligados ao Kremlin, nomeadamente KillNet e Beregini, realizaram um ataque cibernético a grandes empresas de defesa ucranianas, incluindo a Motor Sich. Os hackers afirmam ter obtido informações valiosas, que poderão ser usadas para identificar pessoas ligadas a radicais ucranianos. Estas ações cibernéticas fazem parte de uma estratégia mais ampla de operações contra as infraestruturas ucranianas.

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  • O liveblog desta sexta-feira fica por aqui. Pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia neste novo artigo em direto.

    Lukashenko ameaça utilizar sistemas de mísseis russos “se as coisas correrem mal”

  • Dois grupos de hackers russos realizaram ataque informático a grandes empresas ucranianas

    Dois grupos de hackers ligados ao Kremlin — KillNet e Beregini — terão realizado um ataque cibernético a várias grandes empresas de defesa ucranianas, incluindo a Motor Sich, a Fábrica Mecânica de Zaporíjia, a fábrica Ukrstal, noticiou a RIA Novosti.

    À agência russa, um representante do grupo KillNet disse que tinham obtido “uma grande quantidade de informações” sobre “dados da administração, esquemas de produção e dados dos funcionários”.

    À agência, o representante disse que “as informações obtidas podem ser utilizadas […] para “identificar pessoas potencialmente ligadas a radicais ucranianos”.

    “Os dados foram obtidos durante uma operação cibernética em grande escala para invadir as seis maiores seguradoras da Ucrânia”, acrescentou a agência.

  • Orbán disse que iria pedir isenção das sanções dos EUA às petrolíferas russas. Trump confirmou pedido mas disse que não tinham dado

    O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, disse que iria pedir aos EUA que isentem o país das sanções às petrolíferas russas, argumentando que o país não tem outra alternativa no acesso a esse recurso natural.

    “Temos de fazer os americanos perceber esta estranha situação se queremos exceções às sanções dos EUA que estão a atingir a Rússia”, disse Orbán em declarações à rádio estatal, citadas pela AP.

    Entretanto, Donald Trump confirmou que o governo húngaro lhe tinha efetivamente feito esse pedido, mas a resposta foi negativa.

    “O Presidente [primeiro-ministro] solicitou uma isenção. Não a concedemos, mas ele solicitou. Ele é meu amigo”, disse.

  • Encontro entre Trump e Putin cancelado? Kremlin recusa comentar

    O Kremlin recusou comentar o alegado cancelamento da cimeira entre Vladimir Putin e Donald Trump, anunciado esta sexta-feira pelo Financial Times. Segundo o jornal, a decisão terá sido tomada depois de um encontro “tenso” entre Marco Rubio e Sergey Lavrov.

    “Não gostaria de comentar a notícia desse jornal. Sugiro apenas que todos recordem as palavras utilizadas nos comunicados do ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia e a Secretaria de Estado depois do encontro entre Lavrov e Rubio. (…) Foram palavras e avaliações completamente diferentes”, disse o porta-voz do Kremlin à agência Tass.

  • Kiev condena ataques russos a estações nucleares

    O ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia condenou os ataques da Rússia a estações “importantes para a segurança nuclear” cuja operação depende do fornecimento de energia externa dos armazenamentos ucranianos.

    “Essas instalações fazem parte da infraestrutura que é regularmente visitada e avaliada por grupos de especialistas da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) no âmbito de missões para subestações extremamente importantes para a segurança nuclear e a segurança nuclear física da Ucrânia”, explicou o ministério, citado pela Interfax.

    Kiev lembrou que, pela primeira vez desde dezembro do ano passado, quando o Conselho de Governadores da AIEA adotou uma resolução que enfatiza a ameaça direta à segurança nuclear física das infraestruturas, a Rússia atacou novamente as estações.

  • Canadá vai ajudar Ucrânia com mais de 27 milhões de euros

    O ministro dos Negócios Estrangeiros do Canadá anunciou esta sexta-feira o envio de 60 milhões de dólares canadianos (27 milhões de euros) para apoiar a Ucrânia. “O Canadá está a tratar da parte final da sua contribuição de 60 milhões de euros para o Fundo de Apoio à Energia da Ucrânia, uma iniciativa liderada pelo Secretariado Comunitário de Energia para apoiar as necessidades de energia na Ucrânia”, lê-se num comunicado citado pela Ukrinform.

    Uma parte desse valor já foi desembolsado antecipadamente para apoiar a Ucrânia a reparar as infraestruturas energéticas críticas danificadas pela Rússia. Mais de metade do montante será usado para comprar compressores de gás natural para Kharkiv.

    “Este tipo de equipamento é extremamente necessário para restaurar o fornecimento de energia e estabilizar o sistema antes do inverno”, acrescentou o ministério canadiano. Desde o início da guerra com a Rússia, o Canadá já apoiou a Ucrânia com quase 14 mil milhões de euros.

  • Pentágono autoriza envio de mísseis Tomahawk para a Ucrânia. Decisão final cabe a Trump

    O Pentágono deu luz verde à Casa Branca para fornecer mísseis de longo alcance Tomahawk à Ucrânia, após concluir que a medida não afetará as reservas militares dos Estados Unidos, segundo três fontes norte-americanas e europeias citadas pela CNN. A decisão final cabe agora ao Presidente Donald Trump.

    Durante a visita de Volodymyr Zelensky à Casa Branca, no início deste mês, Trump afirmou que “preferia não fornecer os mísseis à Ucrânia”, justificando que os Estados Unidos “não querem entregar armas de que precisam para proteger o próprio país”.

  • Cinco mortos e três feridos em explosão na região ucraniana de Jitomir

    Cinco pessoas morreram e três ficaram feridas depois de carros terem passado por cima de engenhos explosivos em zonas florestais no norte da região de Jitomir, informou a polícia regional, citada pela Ukrinform.

    Segundo as autoridades, as vítimas eram moradores que entraram em áreas minadas ao se desviarem das rotas sinalizadas.

  • Como um telefonema deitou abaixo a cimeira Trump-Putin

    EUA cancelaram cimeira com a Rússia após telefonema “tenso” entre diplomatas, mas é impossível saber o que irá fazer Trump. Em Gaza, Israel mantém ofensiva, mas cessar-fogo traz ainda esperança.

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    Como um telefonema deitou abaixo a cimeira Trump-Putin

  • Marinha ucraniana ataca central elétrica russa na região de Oryol

    A marinha ucraniana atacou esta sexta-feira uma central termoelétrica russa na região de Oryol e uma subestação elétrica em Novobryansk com mísseis de cruzeiro Neptune, relata o The Kyiv Independent.

    “Ambas as instalações forneciam energia a empresas militares na região, pelo que a sua destruição representa um duro golpe para a logística das forças russas”, afirmou a Marinha no Telegram.

  • Ucrânia vai reforçar proteção de 100 infraestruturas críticas até ao final do ano

    O vice-primeiro-ministro para a Reconstrução da Ucrânia e ministro para o Desenvolvimento das Comunidades e Territórios, Oleksii Kuleba, anunciou esta sexta-feira que 100 infraestruturas críticas serão reforçadas com medidas de proteção até ao final de 2025.

    Durante uma conferência de imprensa, Kuleba explicou que, nas últimas duas semanas, a Agência de Reconstrução tem desempenhado um papel de coordenação entre todas as entidades responsáveis pela proteção destas infraestruturas.

    “Em conjunto, identificámos uma lista de instalações prioritárias que necessitam de proteção física adicional. São 100 instalações que serão reforçadas até ao final do ano”, afirmou o ministro, citado pelo Ukrainska Pravda.

    Kuleba destacou, ainda, que a proteção do setor energético é um esforço contínuo e transversal, que envolve vários organismos e ministérios, incluindo o da Energia e o do Desenvolvimento das Comunidades e Territórios.

  • Comissão Europeia insta Hungria, Eslováquia e Polónia a levantarem restrições às exportações agrícolas ucranianas

    A Comissão Europeia anunciou esta sexta-feira que iniciou os preparativos para negociar com os governos da Hungria, Eslováquia e Polónia o acordo comercial aprofundado e atualizado entre a União Europeia e a Ucrânia (DCFTA). O objetivo é convencer estes três países a levantarem as proibições unilaterais à importação de determinados produtos agrícolas ucranianos, medidas que Bruxelas considera incompatíveis com o novo quadro comercial.

    Segundo Olof Gill, porta-voz adjunto da Comissão Europeia, citado pelo European Pravda, o novo acordo assegura condições equilibradas de comércio e protege os setores mais sensíveis da economia europeia.

    “Para sermos claros, esta semana entrou em vigor o Acordo de Livre Comércio Abrangente e Aprofundado (DCFTA) atualizado entre a UE e a Ucrânia. Acreditamos que o DCFTA atualizado encontra o equilíbrio certo entre oferecer à Ucrânia condições de comércio vitais e garantir proteções robustas e adequadas para os setores sensíveis da UE, nomeadamente os agroalimentares”, afirmou Gill.

    A Comissão Europeia espera que o novo acordo permita reforçar o apoio económico à Ucrânia sem comprometer os interesses agrícolas dos Estados-membros.

  • Zelensky alerta para novos riscos na Europa devido à implementação de mísseis na Bielorrússia

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, alertou que a implementação do sistema de mísseis balísticos de alcance intermédio Oreshnik pela Rússia na Bielorrússia representa novos riscos para a Europa, especialmente para os países vizinhos.

    Zelensky sublinhou que o alcance dos Oreshnik é de cinco mil quilómetros, o que, segundo o líder ucraniano, deve preocupar particularmente os países da Europa de Leste e os Estados Bálticos.

    “Os europeus, especialmente os da Europa de Leste e os nossos colegas bálticos, têm de prestar atenção a estes riscos”, afirmou Zelensky, citado pelo Ukrainska Pravda.

  • Ataque russo faz dois mortos e sete feridos em Kherson

    Fonte dos serviços de emergência ucranianos relatou que morreram duas pessoas e sete ficaram feridas no ataque ao distrito de Dniprovskyi, na região de Kherson.

    Uma mulher de 56 anos, que ia a passar no local, segundo o Ukrainska Pravda, morreu, bem como um homem de 51 anos. Este último terá morrido em casa. Três dos feridos foram hospitalizados.

    A mesma fonte relatou ainda que o ataque russo causou danos em lojas naquele distrito, levando mesmo a um incêndio, que foi rapidamente extinto.

  • Europol identifica mais de 650 mercenários russos acusados de crimes de guerra

    A Europol identificou hoje cerca de 654 alegados combatentes das companhias militares privadas russas Wagner e Redut acusados de crimes de guerra, incluindo execuções de civis e violência sexual durante a invasão russa da Ucrânia.

    A operação, levada a cabo pelas polícias moldava e ucraniana com o apoio da Equipa Central de Crimes Internacionais da Europol, permitiu reconstruir parte das redes de recrutamento e de comando dos dois grupos, que também estiveram presentes noutros conflitos, como o da República Democrática do Congo.

    Os suspeitos incluem cidadãos da Ucrânia, Moldávia, Cazaquistão, Uzbequistão, Tajiquistão, Turquemenistão, Azerbaijão, Arménia e Bósnia-Herzegovina, indicou ainda a agência europeia.

    Uma das empresas militares, o grupo Wagner ficou totalmente sob o controlo do Governo russo após a morte do seu líder, Evgeny Prigozhin em 2023.

    O grupo foi desmantelado depois de Prighozin ter liderado em junho de 2023 uma revolta em que reuniu os seus mercenários com o objetivo de marchar até Moscovo.

  • Nova interseção a aeronave russa no Mar Báltico

    A Polónia intercetou outro avião de reconhecimento russo que sobrevoava o Mar Báltico. É o terceiro incidente semelhante esta semana, escreve o The Guardian.

    O exército polaco garantiu que a aeronave não sobrevoou o espaço aéreo da Polónia, mas, pela terceira vez, não tinha qualquer plano de voo.

    “Este já é o terceiro incidente deste tipo esta semana, confirmando o aumento da atividade da aviação russa na região do Mar Báltico”, refere o exército.

  • "Não há cerco a Pokrovsk, as forças ucranianas mantêm a defesa", diz Zelesnky

    O Presidente ucraniano admitiu a presença de tropas russas na cidade de Pokrovsk, mas garante que estão a ser “destruídas” pela Ucrânia.

    “A situação em Pokrovsk é difícil. Todas as forças russas estão concentradas lá. Sabe-se que há cerca de 170.000 tropas inimigas nessa direção — isso é muito. Os russos estão lá, mas as nossas tropas estão a destruí-los gradualmente, com cuidado — porque também devemos preservar nosso pessoal”, informou Zelensky, citado pela agência Ukrinform.

  • República Checa acusa Rússia de "apoiar o fascismo"

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Checa pronunciou-se em resposta a uma publicação do ministério homólogo russo que acusava Londres de fornecer explosivos e armas “aos nazistas”, em referência ao apoio à Ucrânia.

    A publicação citava a diretora de imprensa daquele ministério russo, Maria Zakharova, que dizia que Londres “patrocina assassinatos e atos terroristas”.

    “A vossa memória está a falhar, camaradas? É o Kremlin que apoia fascistas em todo o mundo desde 1939”, pode ler-se na publicação de resposta do Ministério dos Negócios Estrangeiros checo.

  • Membros da Comissão da ONU vão voltar à Ucrânia em novembro

    Membros da Comissão Independente de Inquérito da ONU vão voltar à Ucrânia de 3 a 6 de novembro para investigar “supostas violações e abusos” dos direitos humanos.

    “Os comissários visitarão Kiev como parte da sua missão contínua de investigar violações do direito internacional humanitário, bem como para se reunir com vítimas e testemunhas”, informa o secretariado da ONU, citado pela Ukrinform.

    A última visita dos comissários tinha sido em 2023.

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