Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Rússia realiza ataque com drones. Pelo menos 14 feridos registados em Dnipro
- União Europeia pede a Moscovo para aceitar os termos do cessar-fogo na Ucrânia
- Exército da Rússia atingiu mísseis e artilharia da Ucrânia em 149 áreas nesta terça-feira
- Estados Unidos "sem paciência para conversações de má-fé", diz enviada da ONU
- Bélgica vai fornecer à Ucrânia um pacote de ajuda à defesa no valor de mil milhões de euros
- Nova ronda de negociações entre Estados Unidos e Rússia marcada para quinta-feira, dia 10
- Zelensky diz que exército combateu contra soldados chineses no leste da Ucrânia. Dois foram levados como prisioneiros
- Pentágono estará a considerar retirar cerca de 10 mil soldados da Polónia e Roménia, segundo a NBC News
- EUA e Rússia estão a fazer "esforço considerável" para reabilitar relações bilaterais, segundo Peskov
- O que está a acontecer na guerra da Ucrânia
- "Não vamos virar a cara", diz primeiro-ministro belga em visita a Bucha
- Ataques russos matam três pessoas e fazem 19 feridos nas últimas 24 horas
- Trump volta a criticar Rússia: "Estão a bombardear [a Ucrânia] como se fossem doidos"
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- A União Europeia solicitou à Rússia que aceite os termos propostos para um cessar-fogo na Ucrânia, destacando a disposição de apoiar os esforços para alcançar a paz. Stavros Lambrinidis, representante da UE junto do Conselho de Segurança das Nações Unidas, reforçou que as negociações sobre a Ucrânia devem incluir a Ucrânia e que nenhum acordo pode comprometer a segurança europeia.
- A tensão na Ucrânia intensificou-se com ataques russos recentes, incluindo um ataque com drones na cidade de Dnipro, que resultou em 14 feridos. Simultaneamente, o exército russo alegou ter atingido depósitos de mísseis e artilharia da Ucrânia.
- O governo dos EUA, através da embaixadora Dorothy Shea, expressou impaciência com negociações de má-fé por parte da Rússia, sublinhando que o compromisso para um cessar-fogo será avaliado pelas ações concretas do Kremlin. A embaixadora enfatizou a importância de ações genuínas de paz por parte da Rússia para avançar nas negociações.
- A Bélgica reafirmou o seu compromisso com a Ucrânia ao anunciar um novo pacote de ajuda à defesa, no valor de mil milhões de euros, destinado à compra de armas e ao fortalecimento do setor de defesa ucraniano. Durante uma visita oficial a Kiev, o primeiro-ministro belga, Bart De Wever, sublinhou a importância deste suporte no atual contexto de escalada do conflito.
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Bom dia, este liveblog fica por aqui, obrigada por nos ter acompanhado.
Continue a par dos desenvolvimentos ligados à guerra na Ucrânia neste novo liveblog.
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Rússia realiza ataque com drones. Pelo menos 14 feridos registados em Dnipro
O exército russo lançou um ataque com drones contra a cidade de Dnipro, esta terça-feira, causando vários incêndios e danificando casas e veículos.
O ataque feriu, pelo menos, 14 pessoas, segundo o The Kyiv Independent, que cita o governador do Oblast de Dnipropetrovsk, Serhii Lysak.
Os feridos têm idades compreendidas entre os 18 e os 87 anos, metade dos quais necessitaram de ser hospitalizados.
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União Europeia pede a Moscovo para aceitar os termos do cessar-fogo na Ucrânia
A União Europeia apelou à Rússia para que aceite os termos propostos para um cessar-fogo na Ucrânia e afirma que está disposta a prestar toda a assistência para alcançar a paz.
“Apelamos à Rússia para que mostre a sua vontade de alcançar a paz sem mais demoras. A União Europeia está pronta para desempenhar plenamente o seu papel no apoio às próximas medidas, juntamente com a Ucrânia e outros parceiros”, afirmou Stavros Lambrinidis, representante permanente da União Europeia junto do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
“Sublinho uma vez mais que não pode haver negociações sobre a Ucrânia sem a Ucrânia e que não pode haver negociações que afetem a segurança europeia sem a Europa”, garantiu Lambrinidis.
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Exército da Rússia atingiu mísseis e artilharia da Ucrânia em 149 áreas nesta terça-feira
As forças russas atingiram, esta terça-feira, depósitos de mísseis e artilharia ucranianos em 149 áreas, informou o Ministério da Defesa da Rússia.
“Aviões operacionais, veículos aéreos não tripulados de ataque, tropas de mísseis e artilharia dos grupos de forças russas atingiram depósitos de armamento de mísseis/artilharia, uma oficina para a produção de veículos aéreos não tripulados e massa de mão de obra e equipamento do exército ucraniano e de mercenários estrangeiros em 149 áreas”, afirmou o ministério num comunicado citado pela agência Tass.
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Ucrânia já tem posição tomada sobre o acordo dos minerais, afirma ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano
A Ucrânia definiu a sua posição relativamente ao acordo com os Estados Unidos sobre recursos minerais.
“A parte ucraniana vai finalizar a composição da equipa de negociação, que em breve se deslocará a Washington para discutir o projeto de acordo proposto pelos Estados Unidos. Já desenvolvemos a nossa posição e visão para o texto do futuro acordo”, afirmou ao Ukrinform o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha.
O político ucraniano sublinhou, ainda, que o acordo deve ser mutuamente benéfico, alinhado aos interesses de ambas as partes e que possa permanecer consistente com o compromisso da Ucrânia em aderir à União Europeia.
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Estados Unidos "sem paciência para conversações de má-fé", diz enviada da ONU
Os Estados Unidos “não terão paciência para negociações de má-fé ou violação de compromissos” no conflito ucraniano, afirmou a embaixadora norte-americana nas Nações Unidas, Dorothy Shea, ao Conselho de Segurança esta terça-feira.
“Em última análise, julgaremos o compromisso do presidente Putin para um cessar-fogo pelas ações da Rússia”, sublinhou Dorothy Shea, citada pela Sky News.
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Bélgica vai fornecer à Ucrânia um pacote de ajuda à defesa no valor de mil milhões de euros
A Bélgica vai fornecer à Ucrânia um novo pacote de ajuda à defesa no valor de mil milhões de euros, anunciou o primeiro-ministro belga, Bart De Wever, em Kiev.
Os fundos serão usados para comprar armas e fortalecer o setor de defesa da Ucrânia. De acordo com Bart De Wever, Kiev fechou acordos com três fabricantes belgas.
Este anúncio surge durante da visita oficial do Primeiro-ministro e do ministro da Defesa da Bélgica à Ucrânia — onde se encontrou com Volodymyr Zelensky na manhã desta terça-feira.
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Nova ronda de negociações entre Estados Unidos e Rússia marcada para quinta-feira, dia 10
Uma nova ronda de negociações entre os Estados Unidos e a Rússia está marcada para a próxima quinta-feira, dia 10 de abril, em Istambul, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pelo The Kyiv Independent.
As negociações deverão envolver os representantes dos ministérios dos Negócios Estrangeiros dos dois países.
As duas reuniões anteriores entre as delegações russa e norte-americana ocorreram em março, na Arábia Saudita.
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Zelensky diz que exército combateu contra soldados chineses no leste da Ucrânia. Dois foram levados como prisioneiros
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, diz que o exército ucraniano combateu contra soldados chineses no leste do país. Segundo o relato de Zelensky, as forças ucranianas combateram pelo menos seis soldados chineses e dois deles foram tomados como prisioneiros de guerra.
Zelensky acrescentou que pediu a responsáveis do seu governo para obterem uma explicação junto do regime de Xi Jinping sobre o sucedido.
Our military has captured two Chinese citizens who were fighting as part of the Russian army. This happened on Ukrainian territory—in the Donetsk region. Identification documents, bank cards, and personal data were found in their possession.
We have information suggesting that… pic.twitter.com/ekBr6hCkQL
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) April 8, 2025
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Pentágono estará a considerar retirar cerca de 10 mil soldados da Polónia e Roménia, segundo a NBC News
O Pentágono dos EUA estará a ponderar a retirada de 10 mil soldados norte-americanos que estão atualmente destacados na Roménia e na Polónia, segundo noticia a NBC News.
Segundo a estação de televisão, as unidades cuja retirada está a ser ponderada fazem parte do reforço de 20 mil soldados que Joe Biden enviou para o continente em 2022, depois da invasão da Ucrânia pela Rússia.
Em resposta às questões da NBC sobre este assunto, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Brian Hughes, afirmou que Trump “está constantemente a rever os destacamentos e as prioridades para se certificar de que mantém a América em primeiro lugar”.
Na Polónia, o Ministério de Defesa do país anunciou também que está a ser feita uma operação que retirará pessoal e equipamento norte-americano da base de Jasionka, uma base que serve de centro para a ajuda à Ucrânia.
O Ministério diz que está a ser feito de forma planeada e faz parte de “uma estratégia mais ampla para otimizar as operações militares dos EUA” no país, acrescentando que o número de soldados dentro do país não ia mudar.
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EUA e Rússia estão a fazer "esforço considerável" para reabilitar relações bilaterais, segundo Peskov
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que os EUA e a Rússia estão ambos a fazer um “esforço considerável para normalizar as relações bilaterais”, especialmente desde a tomada de posse de Donald Trump enquanto Presidente norte-americano.
Peskov, citado pela RIA Novosti, afirmou que as relações EUA-Rússia “sofreram danos terríveis durante a administração anterior”, referindo-se à Presidência de Joe Biden, durante a qual Moscovo invadiu a Ucrânia, levando à aplicação de sanções pelos Estados Unidos.
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O que está a acontecer na guerra da Ucrânia
- O Presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a criticar a Rússia pelos bombardeamentos recentes a várias cidades ucranianas. Trump mostrou estar descontente e preocupado sobre a situação atual, descrevendo os ataques como algo “nada bom” e “horrível”, durante um encontro com Benjamin Netanyahu na Sala Oval.
- Nos últimos ataques russos na Ucrânia, três pessoas morreram e 19 ficaram feridas. Estas baixas ocorreram após a Rússia lançar 46 drones, incluindo drones de ataque Shahed, e pelo menos um míssil balístico Iskander-M.
- Maxime Prevot, primeiro-ministro adjunto da Bélgica, durante uma visita a Bucha, reforçou o compromisso da Bélgica em não virar a cara perante a brutalidade documentada naquela cidade onde a Rússia terá cometido crimes de guerra. Ao lado de outros membros do governo belga, sublinhou a falsidade das negações russas e a importância das provas reunidas por várias organizações internacionais sobre o que ali terá acontecido.
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"Não vamos virar a cara", diz primeiro-ministro belga em visita a Bucha
“Não vamos virar a cara”, afirmou o primeiro-ministro adjunto da Bélgica, Maxime Prevot, em visita a Bucha, a cidade onde a Ucrânia acusa a Rússia de ter cometido graves crimes de guerra.
“A brutalidade que aconteceu em março de 2022 [em Bucha] não é um boato. É um facto documentado por imagens de satélite, peritos forenses, testemunhos de sobreviventes e o trabalho incansável da Organização das Nações Unidas, do Tribunal Penal Internacional e de várias organizações não-governamentais”, afirmou o primeiro-ministro adjunto da Bélgica.
“Ainda assim, a Rússia tenta negar, inventando mentiras, espalhando desinformação e dizendo que é uma farsa o que se diz sobre Bucha. Mas nenhuma mentira pode apagar a verdade escrita com sangue”, acrescentou Maxime Prevot.
A declaração foi feita pelo responsável numa visita à Ucrânia, onde foi acompanhado pelo primeiro-ministro, Bart De Wever, e pelo ministro da Defesa (Theo Francken).
Esta delegação, que viajou até à Ucrânia esta madrugada de comboio, vai reunir-se mais logo com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
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Ataques russos matam três pessoas e fazem 19 feridos nas últimas 24 horas
Os bombardeamentos russos na Ucrânia nas últimas 24 horas resultaram na morte de três pessoas e, também, em 19 feridos, segundo um balanço feito pelo exército ucraniano.
Estas são as vítimas que resultaram do lançamento de 46 drones por parte da Rússia, incluindo drones de ataque do tipo Shahed, e, também, pelo menos um míssil balístico Iskander-M.
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Trump volta a criticar Rússia: "Estão a bombardear [a Ucrânia] como se fossem doidos"
O Presidente dos EUA voltou na noite de segunda-feira a criticar a Rússia pelos ataques a várias cidades ucranianas nas últimas semanas: “Estão a bombardear [a Ucrânia] como se fossem doidos. Não percebo o que se passa ali, não estou contente com estes bombardeamentos”, atirou.
As declarações, que vêm na linha das que Trump tinha feito 24 horas a bordo do Air Force One, foram feitas ao lado de Benjamin Netanyahu na Sala Oval.
Trump descreveu o atual momento na guerra na Ucrânia como “nada bom” e acrescentou que os EUA continuam a reunir-se com a Rússia e a Ucrânia – “estamos a aproximar-nos”, defendeu.
“Mas não estou feliz com o bombardeamento que está a acontecer na última semana e assim. É horrível, é uma coisa horrível”, terminou Trump.
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Bom dia.
Vamos concentrar neste artigo liveblog todas as últimas notícias relacionadas com a guerra na Ucrânia, ao longo desta terça-feira.
Zelensky confirma que as tropas ucranianas estiveram na região russa de Belgorod
Deixamos, aqui, a ligação para o liveblog de ontem, segunda-feira, que terminou com a informação de que Zelensky confirmou pela primeira vez que estiveram tropas ucranianas na cidade russa de Belgorod.
Muito obrigado por nos acompanhar.