Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Putin admitiu ataque a Sumy para "castigar" soldados que atacaram Kursk
- Rússia admite negociar com a Ucrânia uma proposta de cessar-fogo de 30 dias a alvos civis
- Ucrânia ataca base militar de lançamento de drones na Rússia. Há 20 mortos
- Ucrânia acusa Rússia de usar granadas químicas "quase diariamente" e de forma sistemática para expulsar soldados ucranianos de quartéis
- Putin confirma fim da trégua de Páscoa e fala em "atitude positiva" para "iniciativas de paz"
- Putin assina lei que ratifica tratado de parceria estratégica com o Irão
- Decisão da administração Trump de excluir a Ucrânia da adesão à NATO deixou Moscovo satisfeito, diz porta-voz do Kremlin
- Rússia confirma retoma de ataques após “tréguas” da Páscoa
- PM da Noruega vai encontrar-se com Trump na quinta. Guerra na Ucrânia na agenda
- EUA esperam resposta de Kiev sobre propostas para pôr fim à guerra, incluindo criar zona de neutralidade à volta da central de Zaporíjia
- Rússia multa dona da Google por divulgar dados pessoais de militares mortos na Ucrânia
- Ucrânia denuncia ataques russos com mísseis e drones após a trégua de Páscoa
Histórico de atualizações
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Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a guerra na Ucrânia ao longo do dia de ontem, segunda-feira.
Kremlin ponderou oferecer arranha-céus em Moscovo a Donald Trump
Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!
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O que se passou até agora
- O Presidente russo, Vladimir Putin, confirmou o fim da trégua de Páscoa unilateral que havia sido estabelecida pela Rússia e expressou uma abertura a novas iniciativas de paz. No entanto, após o término da trégua, forças russas retomaram os ataques, com relatos de ofensivas aéreas utilizando mísseis e drones em várias regiões da Ucrânia, incluindo Kiev, Kherson e Zaporíjia. As autoridades ucranianas emitiram alertas aéreos e os ataques foram confirmados por vários governadores regionais.
- Num desenvolvimento internacional, a Ucrânia, juntamente com o Reino Unido, França e Estados Unidos, está a programar negociações em Londres com o objetivo de alcançar um cessar-fogo incondicional e uma paz duradoura. A delegação ucraniana estará presente para discutir potenciais soluções para o conflito, num encontro que ainda não tem uma data oficial anunciada.
- A administração de Donald Trump apresentou um conjunto de propostas para pôr fim à guerra, que incluem o reconhecimento da anexação da Crimeia pela Rússia e a exclusão da Ucrânia da NATO, entre outras medidas. Estas propostas foram partilhadas com a Ucrânia e responsáveis europeus, com a expectativa de uma resposta na reunião em Londres. A decisão de afastar a possibilidade de adesão da Ucrânia à NATO foi bem recebida por Moscovo, que considera essa possibilidade uma ameaça à sua segurança.
- Em resposta a ações militares, a Ucrânia realizou um ataque a uma base de lançamento de drones na região russa de Kursk, resultando em 20 baixas entre operadores de drones russos. A operação foi apresentada pelas autoridades ucranianas como uma retaliação às ações do inimigo e um passo em direção a uma paz justa, sublinhando que os crimes de guerra não ficarão impunes.
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Putin admitiu ataque a Sumy para "castigar" soldados que atacaram Kursk
O Presidente russo, Vladimir Putin, admitiu que as forças russas atacaram alvos civis na cidade de Sumy na Ucrânia, falando do bombardeamento ao centro de congressos da Universidade de Sumy, numa altura em que havia uma entrega de prémios a soldados que combateram em Kursk.
Segundo ele, estes ataques visavam “castigar” quem atacou a região russa, com Putin a falar em “crimes” cometidos por estas forças.
“Estas são as pessoas que consideramos criminosas, que devem receber a merecida retribuição pelo que fizeram na região fronteiriça, incluindo Kursk. Receberam essa retribuição. Foi feita precisamente para os castigar”, afirmou Putin, à agência russa TASS.
O Presidente acusou ainda Kiev de usar instalações civis, como celeiros e edifícios de empresas agrícolas na região de Odessa, para esconder uma suposta presença militar.
“Ali, as autoridades de Kiev, juntamente com supervisores e assistentes estrangeiros, estavam a tentar organizar não só a produção mas também o teste de um novo sistema de mísseis. Foi aí que se deu o ataque. Era uma instalação civil ou não? Civil, mas era utilizada para fins militares”, afirmou ainda.
Putin aproveitou novamente para acusar os militares ucranianos de se reunirem num restaurante em Kryvyi Rih, atacado pelas forças do Kremlin no início de abril, alegando que eram “pessoas que merecem a punição mais grave pelos seus crimes”.
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Zelensky anuncia delegação em Londres para alcançar “cessar-fogo incondicional”
O Presidente da Ucrânia anunciou esta segunda-feira a presença de uma delegação do país em Londres, na quarta-feira, para negociações com o objetivo de alcançar um “cessar-fogo incondicional” com a Rússia seguido de uma “paz real e duradoura”.
“A partir de quarta-feira, os nossos representantes estarão em Londres. A Ucrânia, o Reino Unido, a França e os Estados Unidos estão prontos para avançar da forma mais construtiva possível”, declarou Volodymyr Zelensky nas redes sociais, depois de uma conversa telefónica com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
O encontro com representantes daqueles países deverá realizar-se esta semana na capital britânica, embora a data ainda não tenha sido anunciada oficialmente.
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Rússia admite negociar com a Ucrânia uma proposta de cessar-fogo de 30 dias a alvos civis
O Presidente russo Vladimir Putin disse aos jornalistas que a Rússia vai “analisar” a proposta do homólogo ucraniano para um cessar-fogo por 30 dias a infraestruturas civis, com o porta-voz do Kremlin a clarificar que isso implicaria negociações com Kiev.
“É um assunto que deve ser objeto de um estudo aprofundado, talvez também a nível bilateral”, disse Putin aos jornalistas, citado pela Interfax. “Vamos analisar tudo isto e tomar uma decisão adequada para o futuro”, continuou.
Peskov confirmou e clarificou à Interfax que isto implicaria negociações com a Ucrânia sobre este assunto.
“Quando o Presidente disse que é possível discutir o tema de não atacar alvos civis, incluindo bilateralmente, o presidente estava a referir-se exatamente a negociações e discussões com o lado ucraniano”, disse.
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Ucrânia ataca base militar de lançamento de drones na Rússia. Há 20 mortos
A Ucrânia bombardeou uma base de lançamento de drones do exército russo na localidade de Tetkino, na região de Kursk, anunciou o Estado-Maior das Forças Armadas ucranianas.
De acordo com os militares, há 20 mortos, todos operadores de drones.
“A instalação foi utilizada pelo inimigo para lançar drones de reconhecimento, de ataque e para gravação de vídeos em primeira pessoa”, anunciou o Estado-Maior no Facebook, que falou numa “resposta tangível às ações do inimigo contra o exército ucraniano”
“As Forças Armadas da Ucrânia continuarão a destruir elementos das infraestruturas militares do inimigo até que seja alcançada uma paz justa. Nenhum crime de guerra ficará impune”, lê-se ainda no comunicado.
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Ucrânia acusa Rússia de usar granadas químicas "quase diariamente" e de forma sistemática para expulsar soldados ucranianos de quartéis
O exército ucraniano acusou a Rússia de usar granadas de fumo de forma sistemática para forçar os militares do país a fugirem das suas posições nos quartéis e atacá-los.
Numa entrevista ao Sindicato Nacional de Jornalistas da Ucrânia citada pelo Ukrinform, o porta-voz da 65ª Brigada Motorizada do exército, Serhiy Skibchyk, revelou que, apesar dos gases não serem venenosos, bastam gases tipo gás pimenta para obrigar os soldados a fugir.
“Assim que se sai do abrigo, somos detetados através de um termovisor ou visualmente por veículos de reconhecimento russos que começam a disparar contra nós com drones kamikaze ou a ajustar a artilharia e os morteiros”, contou.
No entanto, acrescenta o porta-voz, as granadas usadas pelas forças russas continham algo mais do que meros gases pimenta que, conta, bastariam para obrigar os militares a fugir das suas posições.
“É impossível dizer que tipo de produto químico foi utilizado nessa altura ou nesse local. Os testes são efetuados pelos médicos. E as marcas nas granadas não indicam claramente se contêm sarin ou cloropicrina (elementos tipicamente usados em armas químicas). Isto torna muito difícil determinar rapidamente qual o antídoto necessário”, disse o porta-voz.
As granadas, contam os militares, não vêm das reservas vindas dos tempo soviéticos mas as marcas com o número “24” indicam que foram produzidas o ano passado. Por não se saber a origem nem a substância do gás, o porta-voz fala em dúvidas sobre se a proteção usada é a adequada.
“Inicialmente, tínhamos máscaras de gás do tipo soviético, e agora estamos a receber máscaras de gás do tipo NATO. No entanto, a eficácia destes equipamentos de proteção é limitada, uma vez que é impossível aplicar antídotos adequados sem conhecer a substância específica”, disse.
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Putin confirma fim da trégua de Páscoa e fala em "atitude positiva" para "iniciativas de paz"
O Presidente russo, Vladimir Putin confirmou esta segunda-feira que o cessar-fogo unilateral declarado pelo Kremlin na Ucrânia acabou e disse que havia abertura a novas “iniciativas de paz” vindos de Moscovo.
“Temos sempre uma atitude positiva em relação a uma trégua, e foi por isso que lançámos esta iniciativa, especialmente porque estamos a falar dos dias festivos da Páscoa”, disse Putin à televisão estatal russa, citado pela Reuters.
“Sempre falámos sobre isto, que temos uma atitude positiva em relação a quaisquer iniciativas de paz. Esperamos que os representantes do regime de Kiev tenham a mesma opinião”, acrescentou.
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Putin assina lei que ratifica tratado de parceria estratégica com o Irão
Vladimir Putin assinou uma lei que ratifica um tratado de parceria estratégica com o Irão, informou a agência noticiosa estatal russa RIA na segunda-feira, citada pelo jornal The Guardian.
Putin assinou o pacto de parceria estratégica de 20 anos com o seu homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, em janeiro.
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Decisão da administração Trump de excluir a Ucrânia da adesão à NATO deixou Moscovo satisfeito, diz porta-voz do Kremlin
A decisão da administração de Donald Trump de excluir a Ucrânia da adesão à NATO deixou Moscovo satisfeito, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pela Reuters.
Este domingo, o enviado dos EUA, Keith Kellogg, disse que a adesão à NATO estava “fora de questão” para a Ucrânia. Trump tem dito repetidamente que o anterior apoio dos EUA à candidatura da Ucrânia à NATO foi a causa da guerra. A Ucrânia faz da adesão à NATO um objetivo estratégico fundamental sob a tese de que isso ajudaria a proteger o país no caso de uma futura agressão russa.
Já o Presidente russo, Vladimir Putin, que há muito questiona o direito da Ucrânia a existir como país soberano, tem-se oposto repetidamente à ideia de a Ucrânia aderir à aliança ocidental, que considera uma ameaça à segurança, que se aproxima cada vez mais das suas fronteiras.
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Rússia confirma retoma de ataques após “tréguas” da Páscoa
As chamadas tréguas declaradas por Vladimir Putin para cobrir a Páscoa terminaram. Em comentários veiculados pela agência noticiosa russa Interfax, e citados pela Sky News, Moscovo acusou Kiev de 4.900 violações do cessar-fogo e confirmou agora que os ataques russos prosseguiram esta manhã após o fim da interrupção da Páscoa.
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PM da Noruega vai encontrar-se com Trump na quinta. Guerra na Ucrânia na agenda
Jonas Gahr Stoere, primeiro-ministro da Noruega, e Jens Stoltenberg, ministro das Fianças e antigo secretário-geral da NATO, vão encontrar-se com o Presidente dos EUA na quinta-feira.
O encontro será na Casa Branca e, segundo um comunicado divulgado esta segunda-feira, vai focar-se em temas como a guerra na Ucrânia, a NATO, comércio e negócios.
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EUA esperam resposta de Kiev sobre propostas para pôr fim à guerra, incluindo criar zona de neutralidade à volta da central de Zaporíjia
Os EUA aguardam a resposta ucraniana sobre um documento com uma série de propostos para pôr fim à guerra. A lista, noticiou o Wall Street Journal, inclui o reconhecimento da anexação da Crimeia pela Rússia (2014) — que administrações democratas e republicanas recusaram até agora — a exclusão da Ucrânia da NATO e a possibilidade de estabelecer uma zona de neutralidade à volta da central nuclear de Zaporíjia, eventualmente sob controlo norte-americano.
As propostas estão descritas num documento confidencial apresentado por funcionários da administração de Donald Trump aos ucranianos na passada quinta-feira, num encontro em Paris. Também foram apresentadas a responsáveis europeus.
Segundo o Wall Street Journal, Washington espera uma resposta de Kiev numa reunião em Londres prevista para o final desta semana. No domingo, a Ucrânia confirmou a presença de uma delegação no encontro.
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Rússia multa dona da Google por divulgar dados pessoais de militares mortos na Ucrânia
Um tribunal russo multou a Alphabet, dona da Google, por divulgar dados pessoais sobre militares russos que foram mortos na Ucrânia. A notícia foi avançada esta manhã pela agência estatal russa Tass, que adianta que foi fixado um valor de 3,8 milhões de rublos (cerca de 40 mil euros).
Os documentos mencionam, por exemplo, vídeos publicados no Youtube com informações pessoais sobre os militares, “cuja disseminação é proibida na Federação Russa.”
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Ucrânia denuncia ataques russos com mísseis e drones após a trégua de Páscoa
As autoridades ucranianas denunciaram que as forças russas lançaram mísseis e drones em várias regiões do território horas depois da trégua de Páscoa anunciada pelo Presidente russo. No Telegram, a Força Aérea da Ucrânia emitiu alertas aéreos para as regiões de Kiev, Kherson, Dnipropetrovsk, Cherkasy, Mykolaiv e Zaporíjia.
Vários governadores regionais também deram conta dos ataque em comunicados nas redes sociais. “Ouvidas explosões em Mykolaiv”, escreveu, por exemplo, Oleksandr Senkevych.
No domingo, o porta-voz do Kremlin adiantou que o líder russo não tinha planos para prolongar a trégua de 30 horas. “Não houve outros comandos”, confirmou Dmitry Peskov.
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Bom dia,
Abrimos este liveblog para continuar a acompanhar as últimas notícias sobre a guerra na Ucrânia.
Pode ver o que aconteceu ontem no liveblog que agora arquivamos.
Trégua entre Moscovo e Kiev chega ao fim com os dois lados a acusarem-se de ataques