Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • A China reiterou a sua posição de não envolvimento no recrutamento de cidadãos para participarem na guerra da Rússia contra a Ucrânia, após alegações do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. O governo chinês enfatizou a necessidade de os seus cidadãos se manterem fora de zonas de conflito e apelou a Kiev para evitar comentários irresponsáveis. Esta posição foi reforçada pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lin Jian, que sublinhou o compromisso da China em promover negociações pacíficas e um cessar-fogo.
    • O Kremlin respondeu às acusações de Zelensky sobre o envolvimento de cidadãos chineses no conflito, negando qualquer esforço para arrastar a China para a guerra. O porta-voz Dmitri Peskov declarou que Zelensky está enganado e realçou a relação equilibrada entre Rússia e China. Moscovo repudiou as alegações de que estaria a tentar envolver Pequim a todo o custo, destacando a China como um parceiro e amigo.
    • Ataques russos recentes na Ucrânia resultaram em vítimas e danos significativos. Dois ataques, um a uma fábrica em Dnipro e outro a uma zona residencial em Zhytomyr, causaram duas mortes e múltiplos feridos. Mais incidentes ocorreram em Mykolaiv, onde ataques noturnos com drones feriram pelo menos 10 pessoas, danificaram edifícios e veículos, e provocaram incêndios rapidamente extintos. Ataques em Kiev e Nikopol também causaram feridos, num total de pelo menos 25 em várias cidades.
    • Em Istambul, diplomatas norte-americanos e russos reuniram-se para discutir o restabelecimento das atividades das suas embaixadas, num contexto onde a guerra na Ucrânia não era um tópico de discussão. A reunião, que durou cerca de seis horas, ocorreu sem declarações de ambas as partes, e uma troca de prisioneiros teve lugar, demonstrando algum nível de cooperação entre os países. Assassinatos de cidadãos russos usados no conflito por parte de Tóquio encontram-se em discussão, com a Rússia ameaçando o Japão caso opte por fornecer armas à Ucrânia.

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  • Encerramos aqui o liveblog desta quinta-feira. Pode continuar a acompanhar em direto todos os desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia neste novo artigo em direto.

    Estados Unidos não vão debater outros assuntos com Rússia, até cessar-fogo estar assinado

  • Principe Harry visita clínica para o tratamento de feridos de guerra na Ucrânia

    O príncipe britânico Harry visitou esta a Ucrânia de surpresa, onde foi à clínica Superhumans em Lviv, um centro que trata e reabilita feridos de guerra.

    A visita só foi anunciada pelo diretor da clínica, Andrey Stavinitser, depois de Harry ter deixado a Ucrânia, onde se encontrou também com a ministra para os Assuntos dos Veteranos de Guerra.

    Instagram @stavnitser_andrey
    Instagram @stavnitser_andrey

  • China volta a negar participação na recruta de cidadãos para a Rússia

    A China voltou a negar o envolvimento do governo do país na recruta de cidadãos para as fileiras russas, ao contrário do que Volodymyr Zelensky defende.

    O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Lin Jian, afirmou numa conferência de imprensa citada pelo Kyiv Independent que “o governo chinês pede sempre aos cidadãos chineses que se mantenham afastados das zonas de conflito armado, evitem qualquer forma de envolvimento em conflitos armados e, em particular, evitem participar nas operações militares de qualquer parte”.

    O porta-voz voltou a “apelar” a Volodymyr Zelensky (referindo-se como “parte relevante”) para que “seja correto e sóbrio quanto ao papel da China e se abstenha de fazer comentários irresponsáveis”.

  • Ataques russos na Ucrânia causaram dois mortos

    Os ataques russos na Ucrânia nesta tarde fizeram dois mortos, informou o Serviço de Emergência Estatal no Telegram.

    Registaram-se dois ataques, a uma fábrica de infraestruturas na cidade de Dnipro e a uma zona residencial na região de Zhytomyr.

    Para além dos mortos, houve oito feridos em Dnipro, segundo o governador da região Sergiy Lysak. Já em Zhytomyr, o número de feridos chegou aos cinco.

  • Embaixadora norte-americana na Ucrânia deve pedir a demissão, segundo a CBS News

    A embaixadora dos Estados Unidos na Ucrânia, Bridget Brink, deve pedir a demissão do cargo, noticia a televisão norte-americana CBS News citando três fontes internas.

    As fontes consultadas pela CBS News indicam que, apesar de ainda de Brink ainda não ter pedido formalmente a demissão do cargo, a embaixadora já deverá estar a fazer as chamadas de despedida aos colegas.

    Brink tinha sido nomeada para este cargo em maio de 2022 por Joe Biden, poucos meses depois da invasão russa de fevereiro.

    A intenção do chefe da diplomacia norte-americana, o secretário de Estado Marco Rubio, era de manter Brink, que tinha sido antes nomeada no primeiro mandato de Trump para o cargo de embaixadora na Eslováquia.

    Entre os motivos para a demissão, uma fonte sénior indica que uma das razões foram os despedimentos na agência de ajuda externa norte-americana USAID, juntamente com relações pessoais ligadas ao facto da embaixadora em Kiev ter de estar afastada da família.

  • Afinal, Donald Trump não consegue acabar com a guerra na Ucrânia?

    O presidente norte-americano prometeu acabar com a guerra em três meses. Russos tentam restabelecer relações bilaterais com EUA mas, entre parcerias comerciais e jogos de hóquei, não há cessar-fogo à vista. A análise de Francisco Pereira Coutinho.

    Ouça aqui o novo episódio de ‘Gabinete de Guerra’.

    Afinal, Trump não consegue acabar com a guerra na Ucrânia?

  • Encontro entre diplomatas de EUA e Rússia já terminou

    A ronda de negociações desta quinta-feira entre diplomatas norte-americanos e russos em Istambul já terminou, segundo a Sky News.

    O encontro, que durou cerca de seis horas, acabou sem quaisquer declarações de ambas as partes. Antes, Moscovo e Washington tinham garantido que a Ucrânia não era um assunto em cima da mesa.

  • Rússia ameaça Japão com medidas severas se fornecer armas a Kiev

    A Rússia ameaçou esta quinta-feira o Japão com “medidas severas” se fornecer armas e equipamento militar à Ucrânia, após notícias sobre o interesse de Tóquio em participar num comando da NATO de apoio a Kiev.

    “Qualquer passo do Japão para participar direta ou indiretamente no fornecimento à Ucrânia de armas e equipamento militar utilizado para matar cidadãos russos (…) será considerado como um ato inequivocamente hostil”, disse a diplomacia russa.

    A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, avisou que se o Japão seguir tal via, vai enfrentar “medidas mais duras, que causarão danos significativos aos interesses do Japão nas áreas mais sensíveis”.

  • Zelensky acusa Rússia de fazer recrutamento "sistemático" na China

    O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky acusou a Rússia de recrutar de forma “sistemática” dentro da China, depois de dois cidadãos chineses terem sido capturados em combates na linha da frente em território ucraniano.

    “É absolutamente claro que não se tratam de casos isolados, mas sim de esforços sistemáticos da Rússia, em particular no território e dentro da jurisdição da China, para recrutar cidadãos desse país para a guerra”, acusou o Presidente, na rede social X.

    Zelensky afirma que há pelo menos 155 chineses a lutar pela Rússia. Um dos capturados diz que pagou 3 mil euros para combater

    “Há que fazer tudo o que for necessário para garantir que a Rússia não tenha oportunidades semelhantes de prolongar e alargar a guerra”, acrescentou.

  • Ucrânia e EUA iniciam conversações sobre acordo de minerais sexta-feira

    Os EUA e a Ucrânia vão iniciar esta sexta-feira “consultas técnicas” sobre o acordo de minerais, anunciou a vice-primeira-ministra ucraniana, Olga Stefanishyna, citada pela agência Reuters.

    O encontro terá lugar em Washigton, sendo que a governante ucraniana garantiu que qualquer potencial acordo que seja alcançado não irá colidir com obrigações relacionadas com a ajuda da União Europeia ou do Fundo Monetário Internacional a Kiev.

    “A Ucrânia não pode negociar nada que prejudique os atuais compromissos e obrigações do país, incluindo os financeiros”, disse, sublinhando que esse aspeto “não está sujeito a qualquer negociação”.

  • China. Ministro dos Negócios Estrangeiros recusa falar sobre cidadãos a lutar contra a Ucrânia

    Numa conferência de imprensa do o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lin Jian, quando o governante foi confrontado com uma pergunta sobre o envolvimento de 155 cidadãos chineses na guerra contra a Rússia, o chinês disse que não tinha nada a adiantar.

    E acrescentou apenas: “Permitam-me sublinhar que a posição da China sobre a crise ucraniana é objetiva e justa. Estamos empenhados em promover um cessar-fogo e negociações pacíficas. Isto é muito claro para a comunidade internacional”, escreve o Pravda Ukrainsk, que cita o Suspilne, o principal canal televisivo da Ucrânia

  • Aumenta para 25 o balanço de feridos em ataques com drones russos na Ucrânia

    Ataques russos durante a noite desta quarta-feira fizeram pelo menos 25 feridos nas cidades ucranianas de Kiev, Mikolayev e Nikopol, afirmaram os serviços de emergência da Ucrânia.

    A mesma fonte especificou que dez pessoas ficaram feridas quando um aparelho aéreo não tripulado (drone) atingiu um apartamento de um edifício de cinco andares em Mykolayev, no sul da Ucrânia.

    Em Kiev, os jornalistas da Agência France Presse ouviram sirenes de ataque aéreo e explosões sobre a cidade durante o ataque.

    Três pessoas ficaram feridas na capital, segundo o presidente da Câmara, Vitali Klitschko.

    As autoridades locais afirmaram ainda que 16 de um total de 30 drones russos foram abatidos sobre Kiev.

    Na cidade de Nikopol, região de Dnipropetrovsk, o governador local, Serhi Lisak, relatou que doze pessoas ficaram feridas na sequência de um ataque com um drone.

    A Força Aérea da Ucrânia disse que a Rússia atacou com 145 drones sendo que 85 foram abatidos por unidades de defesa, durante a noite.

  • Rússia nega estar a arrastar China para conflito

    O Kremlin negou esta quinta-feira estar a arrastar a China para o conflito na Ucrânia, contrariando o que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou após a captura de alegados cidadãos chineses a combater nas fileiras russas.

    “Zelensky está errado”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, no tradicional encontro diário com a imprensa, quando questionado sobre as acusações feitas por Zelensky no dia anterior, que afirmou que pelo menos 155 cidadãos chineses estão a combater nas fileiras do Exército russo.

    O porta-voz da presidência russa também descreveu Pequim como “parceiro, amigo e camarada” de Moscovo.

    “Não é verdade. A China sempre manteve uma posição equilibrada. Por isso, Zelensky não tem razão”, disse Peskov, negando que Moscovo quer envolver Pequim no conflito “a todo o custo”.

  • "Tema da Ucrânia não está a ser discutido" na Turquia, garante Moscovo

    “As negociações entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo e o Departamento de Estado dos EUA estão a ser conduzidas apenas sobre questões de relações bilaterais”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em conferência de imprensa citado pela agência TASS.

    E garantiu mesmo que “o tema da Ucrânia não está a ser discutido”.

  • Rússia anuncia captura cidade na região de Sumy

    A cidade de Zhuravka, na região ucraniana de Sumy, “foi libertada”, anunciou o Ministério da Defesa da Rússia, citado pela agência noticiosa TASS.

    Até ao momento não houve reações por parte da Ucrânia.

  • Pequim pede que não se façam “comentários irresponsáveis” sobre papel da China

    O Governo chinês apelou nesta quinta-feira a uma “compreensão correta e clara” do seu papel na guerra na Ucrânia e pediu a Kiev que evite “comentários irresponsáveis” sobre o alegado envolvimento de cidadãos chineses no conflito.

    “Aconselhamos as partes a terem um entendimento correto e claro do papel da China e a absterem-se de comentários irresponsáveis”, disse nesta quinta-feira o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lin Jian, após ser questionado sobre as declarações do Presidente ucraniano Volodymir Zelensky, que afirmou que pelo menos 155 cidadãos chineses estão a combater nas fileiras do Exército russo.

    Lin reiterou que a China “não é nem o criador da crise na Ucrânia nem uma parte do conflito” e garantiu que Pequim “tem sido um forte defensor e promotor ativo de uma resolução pacífica” da guerra. “O Governo chinês sempre exigiu que os seus cidadãos se mantivessem afastados das zonas de conflito armado e se abstivessem de participar em operações militares de qualquer dos lados”, sublinhou.

    Questionado sobre o número específico oferecido por Kiev, o porta-voz recusou-se a comentar, dizendo que “não tem informações para partilhar” sobre essa questão específica.

  • EUA e Rússia fizeram troca de prisioneiros em Abu Dhabi

    Do lado de Moscovo, Ksenia Karelina foi libertada. E do lado de Washington, Arthur Petrov. Uma troca de prisioneiros foi organizada pelos serviços de informação dos dois países, avançou o Wall Street Journal.

    A troca aconteceu esta quinta-feira, no aeroporto de Abu Dhabi, como sinal de confiança, ao mesmo tempo que na Turquia duas delegações destes dois países se reúnem.

    A bailarina Ksenia Karelina é uma cidadã com dupla nacionalidade (americana e russa) e foi condenada a 12 anos de prisão em 2024 após ter sido considerada culpada de traição pela Rússia. Ksenia Karelina terá doado cerca de 100 dólares a uma instituição de caridade ucraniana com sede nos EUA.

    Já Arthur Petrov, libertado pelos EUA, é russo-alemão e foi detido em 2023 no Chipre, por alegadamente ter exportado “microeletrónica sensível”.

    Ao longo desta manhã, na rede social X, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, confirmou a troca: “A americana Ksenia Karelina está num avião a voltar para casa Ela foi erradamente detida pela Rússia durante mais de um ano e o presidente Trump garantiu a sua libertação.”

  • EUA e Rússia reunidos há mais de uma hora

    Conversações entre EUA e Rússia já decorrem há mais de uma hora.

    Segundo uma fonte próxima, citada pela agência noticiosa russa TASS, a reunião em Istambul está a decorrer de forma construtiva.

  • Delegações dos EUA e Rússia já chegaram ao local onde vão negociar

    Primeiro foi a delegação russa a chegar ao local definido, o Consulado Geral da Rússia. E, pouco depois, foi a vez da delegação norte-americana, relata a agência russa TASS.

    Os dois lados vão reunir-se hoje em Istambul, na Turquia, para debater o restabelecimento de atividades das suas embaixadas, que foram reduzidas após a invasão da Ucrânia por Moscovo, há mais de três anos, segundo a agência Lusa.

    Segundo os norte-americanos, em cima da mesa, neste encontro, não estarão “questões políticas ou de segurança”, nem a guerra na Ucrânia.

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