Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora?

    • As tensões entre os Estados Unidos e a China têm aumentado no âmbito da guerra comercial desencadeada pelas tarifas aplicadas pela administração Trump. Enquanto Washington insiste que a China deve tomar a iniciativa nas negociações, Pequim afirma que não deseja um conflito, mas que está pronta para enfrentar os desafios. Esta troca de declarações aumenta o clima de incerteza global, afetando os mercados financeiros e as relações diplomáticas entre as duas potências mundiais.
    • As tarifas impostas pelo governo de Donald Trump estão a ter consequências significativas na economia mundial, incluindo uma desaceleração do crescimento global. A Organização Mundial do Comércio alertou que o comércio global poderá sofrer uma retração, devido à política tarifária agressiva dos Estados Unidos, criando um possível travão ao crescimento económico internacional.
    • O governador da Califórnia, Gavin Newsom, em conjunto com o procurador-geral do estado, Rob Bonta, planeia processar Donald Trump devido às tarifas, argumentando que estas causam “dano imediato e irreparável” à economia do estado. A Califórnia, como um dos maiores importadores e exportadores dos Estados Unidos, sente um impacto profundo das políticas comerciais da atual administração, levando a um desafio legal significativo.
    • A administração Trump enfrenta críticas internas e internacionais pela sua abordagem económica protecionista. Vozeiros como D. José Ornelas comparam a política tarifária ao regime nazi de Hitler, realçando os riscos que um enfoque extremado em políticas protecionistas pode ter para a ordem económica e política global, alimentando inseguranças entre aliados e parceiros comerciais.

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  • Bom dia.

    Este liveblog fica por aqui. Pode continuar a acompanhar as mais recentes notícias sobre as tarifas impostas por Trump nesta nova página, que agora abrimos.

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    Senador republicano Mitch McConnell “ainda não está convencido” que tarifas são “o melhor caminho”

  • Era suposto Trump participar na conferência de imprensa e falar sobre tarifas e guerra na Ucrânia. Mas não apareceu

    Donald Trump deveria ter participado na conferência de imprensa de hoje na Casa Branca — mas não apareceu, nota o Guardian. O briefing também deveria ter incluído vários temas, como as tarifas e a guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

    Porém, a conferência centrou-se na deportação de Kilmar Ábrego García, residente no Maryland que foi deportado para El Salvador. Trump reconheceu que o homem foi deportado por “erro”.

    Foi deportado por engano para uma das piores prisões do mundo, mas Trump recusa trazê-lo de volta

    Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, usou a conferência de imprensa para acusar o Ábrego García de ter ligações ao gangue MS-13, descrevê-lo como “terrorista” e apresentar mais uma acusação: a de que, em 2021, terá sido acusado de violência doméstica pela mulher. Leavitt criticou a defesa feita por vários membros do partido Democrata a Kilmar Ábrego García.

    “Não há um pai do Maryland”, declarou a porta-voz da Casa Branca. “Ele nunca vai viver nos EUA outra vez.”

    A conferência de imprensa teve uma “convidada especial”: Patty Morin, a mãe de Rachel Morin, uma mulher que foi morta e violada por um cidadão de El Salvador em 2023, no estado do Maryland. O homem que matou Rachel Morin foi declarado culpado esta segunda-feira.

    Não há relação entre o caso de Rachel Morin e a deportação de Kilmar Ábrego García, tirando a localização de Maryland e a coincidência da nacionalidade.

  • Wall Street fecha em baixa forte com aviso da Fed e limitação aos semicondutores

    A bolsa nova-iorquina encerrou esta quarta-feira em forte baixa, depois de conhecer as perspetivas da Reserva Federal (Fed) sobre a economia norte-americana e a escalada na guerra comercial entre os EUA e a China.

    Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice tecnológico desvalorizou 3,07%, o alargado S&P500 perdeu 2,24% e o seletivo Dow Jones recuou 1,73%.

    Já dominado pela tendência de baixa na abertura, o mercado agravou o sentido descendente, depois de os investidores conhecerem as afirmações do presidente da Fed, Jerome Powell, que considerou que as taxas alfandegárias de Donald Trump colocam o banco central perante “uma situação complicada, na qual os dois objetivos (da instituição) estão em tensão”.

    O índice de volatilidade (VIX), também conhecido como o índice do medo, que mede o nervosismo dos investidores, subiu mais de 10 pontos percentuais.

    Por outro lado, o setor dos semicondutores, já afetado pela guerra comercial lançada por Trump, afundou-se ainda mais depois do discurso de Powell.

    Os conglomerados do setor Nvidia e AMD chegaram a estar a perder mais de 10% durante a sessão, antes de fecharem respetivamente com recuos de 6,87% e 7,35%.

  • Serviços de alfândega dos EUA mais de 500 milhões com novas tarifas, abaixo doa estimativa de 2 mil milhões por dia avançada por Trump

    Os serviços de alfândega dos EUA (CBP) avançaram à CNBC que, desde 5 de abril, “recolheram mais de 500 milhões de dólares no âmbito das novas tarifas recíprocas, contribuindo para mais de 21 mil milhões de dólares em receitas totais de tarifas (…)”.

    Porém, os números parecem contradizer os comentários de Donald Trump, que defendeu que as tarifas geram 2 mil milhões de dólares por dia.

  • Indíces da bolsa norte-americana caem depois de discurso do presidente da Reserva Federal

    Os índices da bolsa de Wall Street caíram depois do discurso de Jerome Powell, presidente da Reserva Federal dos EUA, sobre os efeitos das tarifas na economia norte-americana.

    De acordo com a agência Bloomberg, a maior queda pertenceu ao índice NASDAQ 100, com uma descida de 3,04%. Já o S&P 500 desceu 2,24% e o Dow Jones caiu 1,73%.

  • Marcelo diz que Trump é um estilo “de jogador de paradas altas”, mas que “quando conhece dificuldades recua”

    Interrogado pelos jornalistas no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, sobre a atual administração de Donald Trump, o chefe de Estado reiterou que “não é surpresa” para quem, como é o seu caso, acompanhou “de perto” o seu primeiro mandato como Presidente.

    Donald Trump “já era o que é, não tinha era a maioria que tem” e “já era claro que havia uma ideia de pôr em causa a ordem internacional como ela existiu do ponto de vista político e do ponto de vista económico”, disse.

    Marcelo Rebelo de Sousa descreveu o Presidente norte-americano como alguém com uma visão no plano económico “protecionista, unilateralista”, com um estilo “de jogador de paradas altas”, mas que “quando conhece dificuldades recua”.

    “Isto pode ser muito bom para alguns ganharem muito, pode ser muito bom para em certo momento a economia americana ter vantagens, mas, tudo somado, tem riscos enormes para o mundo, para a estabilidade económica internacional e para os próprios Estados Unidos da América”, considerou.

  • Fed pode aguardar maior clareza para fazer mexidas nas taxas de juros

    A Reserva Federal (Fed) pode ser paciente e esperar para ver como as tarifas e outras políticas económicas do Governo Trump se desenrolam antes de fazer qualquer alteração nas taxas de juros, disse nesta quarta-feira o presidente Jerome Powell.

    “Por enquanto, estamos bem posicionados para aguardar maior clareza” sobre o impacto das mudanças de política em áreas como imigração, tributação, regulamentação e tarifas, disse Powell, em comentários por escrito a serem entregues ao Clube Económico de Chicago.

    A forte volatilidade nos mercados financeiros desde que o Presidente Donald Trump anunciou tarifas abrangentes em 02 de abril, apenas para suspender a maioria delas uma semana depois, levou a especulações sobre se a Fed cortaria em breve sua taxa básica de juros ou tomaria outras medidas para acalmar os investidores, mas ainda é incerto.

    Powell reiterou que as tarifas do Governo Trump são “significativamente maiores do que o previsto” e que “o mesmo provavelmente se aplicará aos efeitos económicos, que incluirão inflação mais alta e crescimento mais lento”.

    Powell afirmou ainda que a inflação provavelmente será temporária, mas “também poderá ser mais persistente”, ecoando uma preocupação expressa pela maioria do comité de definição de taxas de juros da Fed, composto por 19 membros, na ata da reunião do mês passado.

  • Bolsa de Lisboa fecha em alta com impulso das energéticas

    A bolsa de Lisboa fechou em alta nesta quarta-feira, a ganhar 0,59% para 6.745,91 pontos, impulsionada pela EDP e Galp Energia, que somaram cerca de 2% e contrabalançaram a queda de 4% do BCP.

    Das 15 cotadas do índice de referência nacional, 11 subiram e quatro desceram nesta sessão.

    Na Europa, o dia foi misto, com o índice agregador Stoxx 50 a cair 0,08% e o francês CAC 40 a recuar 0,07%. Por outro lado, a bolsa de Frankfurt subiu 0,27%, Madrid ganhou 0,49% e Londres avançou 0,32%.

  • JD Vance visita Itália e Índia no fim desta semana

    O vice-presidente dos EUA visitará, no fim desta semana, Itália e três cidades da Índia, divulgou o gabinete de JD Vance.

    A viagem decorrerá de 18 a 24 de abril. Estão previstos encontros com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, com o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, e com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

    Vance deverá “discutir prioridades económicas e geopolíticas partilhadas com os líderes de cada país” durante as visitas a Roma, Nova Deli, Jaipur e Agra, cita a CNN.

    Esta será a segunda visita oficial de JD Vance à Europa, depois da participação na cimeira de inteligência artificial em Paris e na Conferência de Segurança de Munique. Já a viagem à Índia terá como objetivo a “participação em encontros em locais culturais”. Usha Vance, a mulher de JD Vance, é filha de imigrantes indianos.

  • Tarifas de Trump vão travar crescimento global, avisa Organização Mundial do Comércio

    A Organização Mundial do Comércio (OMC) prevê que as tarifas da administração Trump vão travar o crescimento global.

    Segundo um relatório divulgado esta quarta-feira, o comércio global deverá cair 0,2% em 2025, uma queda de 2,9 pontos percentuais em relação ao que era esperado num cenário de “tarifas baixas”.

    O relatório determina que, caso a situação se deteriore, o comércio global possa encolher 1,5%.

    “Estou profundamente preocupada com a incerteza à volta da política comercial, incluindo o confronto entre EUA e China”, comenta Ngozi Okonjo-Iweala, diretora-geral da OMC. Mesmo reconhecendo o “alívio temporário” na situação das tarifas, a diretora-geral da OMC teme que a incerteza “sirva como travão ao crescimento global, com consequências negativas severas para o mundo.

  • Governador da Califórnia quer processar Trump para tentar impedir tarifas

    Gavin Newsom, o governador da Califórnia, e Rob Bonta, procurador-geral do estado, querem processar Donald Trump devido às tarifas. As autoridades californianas querem recorrer à Justiça para contestar “o dano imediato e irreparável” que foi causado à economia do estado.

    O New York Times escreve que este processo deverá ser o maior desafio legal até agora às políticas da nova administração. O processo vai ser apresentado esta quarta-feira no tribunal federal da Califórnia, por Newsom e Bonta, ambos democratas.

    A Califórnia é o maior importador e o segundo maior exportador entre os estados norte-americanos. “Estamos ao lado das famílias americanas que não aguentam que este caos continue”.

  • Trump deverá participar em reunião com oficiais japoneses

    Donald Trump afirma que vai participar numa reunião com representantes japoneses hoje. “O Japão vem hoje para negociar as tarifas, o custo do apoio militar e ‘justiça comercial'”, escreveu Donald Trump na rede social Truth Social. “Vou participar na reunião, ao lado dos Secretários de Tesouro e Comércio.”

    Segundo a Reuters, Tóquio enviou o ministro da Revitalização Económica, Ryosei Akazawa, para as negociações.

  • Wall Street abre em queda com Nvidia a pesar

    A bolsa nova-iorquina abriu nesta quarta-feira em queda, com o setor de tecnologia a pesar, em particular a gigante Nvidia, penalizada pela guerra comercial entre Estados Unidos e China.

    Pelas 15h00 em Lisboa, o industrial Dow Jones perdia 0,76%, para 40.0061,28 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq recuava 2,25% para 16.444,57 pontos.

    Em queda encontra-se também o S&P 500, que seguia a cair 1,11% para 5.336,58 pontos.

    O Nasdaq foi afetado pelas perspetivas da Nvidia, que espera um impacto negativo de até 5,5 mil milhões de dólares (cerca de 4,831 mil milhões de euros) nos resultados do primeiro trimestre devido à decisão do governo dos EUA de exigir uma licença para exportações de chips integrados para a China, incluindo Hong Kong e Macau.

    As ações da Nvidia estão a recuar 6,26% para os 105,18 dólares.

  • D. José Ornelas compara tarifas da administração Trump com regime nazi de Hitler

    D. José Ornelas, o Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) afirmou esta quarta-feira que é preciso “resistir” ao “novo nazismo” da administração Trump.

    “A expressão ‘America First’ e a expressão ‘Deutschland über alles’ [Alemanha acima de tudo] é a mesma coisa”, diz, em declarações à Rádio Renascença. “Dizer que todos os outros passam para segundo plano e que só têm lugar no mundo depois de nós”, garante, é seguir a mesma linha defendida pela ditadura de Hitler.

  • Consultor diz que “a curto prazo, preço será pago pelos consumidores”

    O presidente da empresa de consultoria McKinsey para a China disse esta quarta-feira que o impacto das tarifas impostas por Washington vai prejudicar os consumidores em todo o mundo, sobretudo se os Estados Unidos caírem em recessão.

    “A curto prazo, o preço será pago pelos consumidores”, disse o presidente da McKinsey & Company para a Grande China, Joe Ngai, em referência à taxa base de 10% imposta pelos EUA a todas as exportações.

    A inflação nos Estados Unidos desacelerou para 2,4% em março, mas a maioria dos economistas e analistas espera ver os preços ao consumidor começarem a subir, uma vez que as tarifas ainda não tinham entrado em vigor.

  • Washington diz que "a bola está do lado da China" para negociar. Pequim responde que "não quer uma luta, mas também não tem medo de lutar”

    A troca de avisos continua entre os EUA e a China no que toca à guerra comercial iniciada com o anúncio das tarifas anunciadas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, no início do mês.

    Esta terça-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que Trump está disposto a fazer um acordo comercial com a China, mas Pequim deve dar o primeiro passo.

    “A bola está do lado da China. Eles precisam de fazer um acordo connosco, nós não temos de fazer um acordo com eles”, afirmou Leavitt. “A China quer o que temos … o consumidor americano, ou, em outras palavras, eles precisam do nosso dinheiro ”, adiantou.

    A resposta surgiu esta manhã, da parte do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, que disse que Washington deveria parar com a sua tática de “pressão máxima” e desistir chantagens se realmente quer entrar em negociações.

    “Esta guerra tarifária foi iniciada pelos Estados Unidos. A China não quer uma luta, mas também não tem medo de lutar”, disse o porta-voz do ministério, Lin Jian, numa conferência de imprensa diária, adiantando que “para que qualquer diálogo se concretize, deve basear-se na igualdade, no respeito e no benefício mútuo”.

  • China muda repentinamente de negociador comercial

    A China nomeou inesperadamente um novo negociador comercial em plena guerra tarifária com os EUA, escreve a Reuters.

    Trata-se de Li Chenggang, de 58 anos, um ministro adjunto do Comércio que desempenhou o cargo durante a primeira administração Trump. O nomeado substitui assim Wang Shouwen, que participou nas negociações do acordo comercial de 2020 entre a China e os EUA.

    Esta mudança abrupta, aponta a agência noticiosa, decorre em plena visita do Presidente chinês, Xi Jinping, ao Sudeste Asiático, para cimentar os laços económicos e comerciais com os vizinhos mais próximos, no decurso do impasse com os EUA. Fontes consultadas pela Reuters sugerem que a alteração dever-se-á a uma necessidade de sair impasse em que se encontram os dois países e começar finalmente a negociar, dada a escalada contínua das tensões.

  • Receitas da Heineken descem 4,9% no 1.º trimestre para 7.784 milhões de euros

    As receitas da Heineken desceram 4,9% no primeiro trimestre de 2025 para 7.784 milhões de euros assim como o volume de vendas caiu 2,1%, avançou esta quarta-feira a empresa holandesa.

    A Heineken prevê “uma volatilidade macroeconómica contínua” nos próximos meses que pode afetar os seus consumidores, incluindo “uma confiança fraca, pressões inflacionistas globais e desvalorizações da moeda em relação a um euro mais forte”.

    “Além disso, existem incertezas mais amplas, incluindo os recentes ajustamentos e possíveis aumentos de tarifas”, refere a empresa.

  • Primeiro-ministro da Malásia ao lado da China em matéria de comércio

    A Malásia “está ao lado da China” em matéria de comércio, afirmou esta quarta-feira o primeiro-ministro malaio, Anwar Ibrahim, no início de uma visita do Presidente chinês, Xi Jinping, ao país do Sudeste Asiático.

    A visita ocorre numa altura em que Xi tenta apresentar o seu país como defensor do comércio livre e fonte de estabilidade para os países da região, que são os principais alvos da guerra tarifária lançada pelo líder norte-americano, Donald Trump.

    Pequim e Kuala Lumpur devem assinar acordos destinados a aumentar as exportações malaias, incluindo óleo de palma e durião, aumentar o afluxo de turistas e estudantes chineses para o país do Sudeste Asiático e a partilha de tecnologia chinesa em setores como as energias renováveis.

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