Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Ministro da Agricultura do Brasil diz que protecionismo dos EUA vai fortalecer ainda mais o bloco dos BRICS
- "Claro que haverá um acordo comercial, 100%", terá dito Trump durante encontro com italiana Giorgia Meloni
- Meloni chega em breve à Casa Branca. Trump vai pedir a países europeus que "façam a sua parte" para uma boa parceria comercial
- FMI: Apesar das tarifas, economia mundial não deverá entrar em recessão
- Lagarde não deixa conferência de imprensa terminar sem lançar repto a líderes políticos europeus
- Lagarde recusa "qualificar" a guerra comercial de Trump mas concorda com economistas que veem "consequências negativas"
- Mercados apontam como cenário mais provável juros de 1,5% até final do ano
- Líder da Fed, criticado por Trump, é "estimado amigo" do BCE e tem tido uma "sólida colaboração" com a zona euro, diz Lagarde
- "Mais do que nunca, temos de basear-nos nos dados" e reagir "com agilidade"
- BCE pensou em descida maior nos juros? "Opções foram debatidas"
- "Os riscos negativos sobre a economia cresceram" devido às tensões comerciais
- Lagarde: "As perspetivas económicas estão enubladas por uma incerteza excecional"
- Decisão de baixar taxas de juro em 25 pontos-base foi "unânime", diz a Reuters
- BCE deixa de se referir ao atual nível de taxa de juro como "restritivo"
- BCE. "Condições atuais de incerteza excecional" obrigam a decisões tomadas "reunião a reunião"
- "Perspetivas de crescimento deterioraram-se devido ao aumento das tensões comerciais"
- BCE confirma descida de 25 pontos-base na taxa de juro, que desce para 2,25%
- BCE deve anunciar, dentro de momentos, mais uma descida de juros – para 2,25%
- Trump diz que "nunca mais chega" o fim do mandato de Jay Powell, o líder da Reserva Federal que criticou tarifas
- Hermès aumenta preços para "compensar" tarifas impostas por Trump
- CEO da Nvidia em Pequim para discutir restrições dos EUA
- China diz que vai “ignorar” os “jogos de números” dos Estados Unidos
- Chinesas Shein e Temu avisam norte-americanos que tarifas vão aumentar preços dos produtos
- Negociações entre Japão e EUA sem avanços, com acordo tarifário esperado em “90 dias”
- BCE pode anunciar o sétimo corte de juros desde junho de 2024
- Califórnia contesta em tribunal política protecionista de Donald Trump
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- Durante uma reunião com a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, foi evidenciado o otimismo dos Estados Unidos em relação à possibilidade de fechar um acordo comercial com a Europa, com Donald Trump a afirmar que “haverá um acordo comercial, 100%”. Esta asserção sublinha a expectativa de um entendimento para evitar tarifas recíprocas, destacando-se como uma iniciativa significativa no cenário de tensões comerciais.
- As políticas protecionistas dos Estados Unidos estão a provocar reações a nível internacional, intensificando dinâmicas geopolíticas. O ministro da Agricultura do Brasil acredita que essa postura norte-americana fortalecerá o bloco dos BRICS, enquanto a China responde às tarifas anunciadas afirmando que estas não têm significado económico prático e que o país está preparado para ripostar.
- O Banco Central Europeu anunciou uma descida de 25 pontos-base na taxa de juro, situando-a em 2,25%, num esforço para mitigar o impacto das taxas alfandegárias imposta pelos EUA, que agravaram as tensões económicas globais. Esta medida surge como uma tentativa de contrabalançar as perspetivas de crescimento negativo e a volatilidade dos mercados financeiros.
- Existem sinais de tensões comerciais agravadas pela Administração Trump, com a Califórnia a contestar em tribunal a legitimidade das tarifas impostas sem aprovação do Congresso. Esta ação destacada por líderes estaduais como Gavin Newsom aponta para o impacto negativo previsto na economia dos EUA, sublinhando a natureza polarizadora das atuais políticas comerciais.
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Encerramos aqui este liveblog sobre a imposição de tarifas nos Estados Unidos e as respostas e reações internacionais. Pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos desta sexta-feira, neste outro artigo em direto.
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Senador republicano Mitch McConnell "ainda não está convencido" que tarifas são "o melhor caminho"
Mitch McConnell admitiu hoje que “ainda não está convencido” que as tarifas retaliatórias anunciadas por Donald Trump são “o melhor caminho”, noticia a ABC News.
“Entendam a minha posição como não estando ainda convencido de que este é o melhor caminho, mas vamos ver. Talvez a situação vá dar a volta que o Presidente gostaria que desse, mas as coisas estão a evoluir à medida que falamos”, disse o senador republicano do Estado de Kentucky.
McConnell assinalou que “nunca foi um entusiasta das tarifas”. “Como sabem a administração [Trump] tem uma abordagem diferente. Deixem-me dizer que eu espero que ela tenha sucesso”, concluiu.
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Trump: "Se houver países que não querem fazer um acordo, faremos um acordo por eles"
Na Sala Oval com Giorgia Meloni, Donald Trump anunciou que “há muitos países que querem fazer um acordo” e que estão mais empenhados nesse desfecho do que ele. Ainda assim, sem entrar em detalhes, admite que serão os EUA a ditar as regras: “Se não quiserem fazer um acordo faremos um acordo por eles”.
Questionado sobre quanto tempo os norte-americanos iam ter de aguentar até que a estratégia das tarifas começasse a melhorar a situação económica do país, Trump rejeitou que o seu plano não estivesse a funcionar e enumerou vários produtos cujos preços alega terem “descido substancialmente”. Entre estes, mencionou a gasolina, o petróleo e outros alimentos básicos, nomeadamente ovos.
Nessa sequência disse que “a única coisa que não desceu foram as taxas de juros porque temos um líder da Reserva Federal americana que está a jogar à política”. Trump continuou o ataque pessoal a Jay Poweel, classificando-o como “terrível” e avisando que “se eu o quiser despedido, ele vai sair de lá muito rápido”.
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Ministro da Agricultura do Brasil diz que protecionismo dos EUA vai fortalecer ainda mais o bloco dos BRICS
O ministro da Agricultura do Brasil disse esta quinta-feira acreditar que a postura de afrontamento dos EUA e o seu “protecionismo sem precedentes” vai fortalecer ainda mais o bloco dos BRICS (grupo de países emergentes).
“Isso motiva-nos ainda mais para o fortalecimento desse bloco geopolítico. A afronta neste momento, por parte do Governo norte-americano, e um protecionismo sem precedentes, certamente nos induz ao fortalecimento do bloco e buscar novas oportunidades”, frisou Carlos Fávaro, à margem de uma reunião dos ministros da agricultura deste bloco, que este ano é presidido pelo Brasil.
No Palácio do Itamaraty, em Brasília, citado pela imprensa local, o ministro brasileiro sublinhou ainda que o conflito comercial iniciado pelos EUA contra a China pode favorecer o mercado agropecuário brasileiro, que já é um dos maiores exportadores mundiais.
O ministro brasileiro referia-se à decisão da China de suspender as licenças de exportação de cerca de 400 frigoríficos norte-americanos.
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Lagarde acelera descida dos juros e mercados já veem BCE a ter de "salvar" a economia. Taxa pode cair para 1,5% até ao fim do ano
Tarifas de Trump criam “riscos descendentes” na economia, com impacto incerto na inflação. BCE “pronto” para ativar “todos os instrumentos”. Juros podem cair para 1,5% até fim do ano, dizem mercados.
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"Claro que haverá um acordo comercial, 100%", terá dito Trump durante encontro com italiana Giorgia Meloni
O Presidente dos EUA, Donald Trump, terá expressado otimismo durante uma reunião na Casa Branca com primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, na quinta-feira, sobre um eventual acordo comercial entre os Estados Unidos e a Europa.
De acordo com o jornal Politico (edição norte-americana) e a Agence France Presse (AFP), Trump terá dito que “haverá um acordo comercial, 100%” – uma forma de dizer que não tem quaisquer dúvidas de que será possível fazer um acordo que evite a entrada em vigor das chamadas “tarifas recíprocas” anunciadas a 2 de abril pelo Presidente dos EUA.
“Claro que haverá um acordo comercial. Eles querem muito fechar um acordo, e nós vamos fechar um acordo comercial, tenho todas as expectativas disso“, terá afirmado Trump, acrescentando que “será um acordo justo”.
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À chegada de Meloni, Trump assume estar "sem pressa" para concluir negociações de tarifas
À chegada de Giorgia Meloni à Casa Branca, Donald Trump anunciou que as negociações com vários países sobre as taxas alfandegárias estão a “andar muito bem” e insistiu que os EUA “não têm pressa” para chegar a acordos já, segundo noticia o The Guardian.
O Presidente norte-americano repetiu que o seu país vai chegar a acordos justos, nomeadamente com a China — país com o qual disse que fará “um acordo muito bom”.
Sobre a sua convidada disse que era “uma grande primeira-ministra” e que estava a “fazer um grande trabalho em Itália”. Na resposta, Meloni disse estar certa de que a UE vai alcançar um entendimento com os EUA na questão das tarifas e convidou Trump para uma visita oficial a Itália.
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Meloni chega em breve à Casa Branca. Trump vai pedir a países europeus que "façam a sua parte" para uma boa parceria comercial
A primeira-ministra italiana deverá chegar à Casa Branca dentro da próxima hora para realizar uma reunião de trabalho com o Presidente norte-americano. A discussão entre os dois líderes deverá incidir em temas como trocas comerciais, defesa, exportação de energia americana e o papel da Itália nas relações económicas entre a Índia, o Médio Oriente e a Europa.
Esta informação sobre as expectativas do Presidente norte-americano para a reunião foi avançada por membros da administração Trump à ABC News. Uma dessas fontes anónimas avançou que todas as negociações diplomáticas do Presidente têm como objetivo “uma verdadeira parceria e o acesso da força trabalhadora e de manufatura americana aos mercados mundiais”.
Sem querer antecipar-se às posições que Trump tomará no encontro com Meloni, a mesma fonte da administração norte-americana disse que “o Presidente vai voltar a enfatizar a sua expectativa de que a Itália e todo o resto da Europa façam a sua parte para serem bons parceiros comerciais dos EUA”.
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FMI: Apesar das tarifas, economia mundial não deverá entrar em recessão
A economia mundial vai provavelmente evitar entrar em recessão, apesar do abrandamento do crescimento que se deverá verificar devido à guerra comercial iniciada por Donald Trump, segundo a diretora geral do FMI.
Kristalina Georgieva disse hoje à imprensa que as taxas alfandegárias que têm vindo a ser anunciadas recentemente vão inevitavelmente “incorrer em custos” para as relações económicas internacionais. Nesse sentido, o FMI espera que, à escala global, a economia se venha a ressentir com reduções “notáveis” ao crescimento económico.
“Isto é uma lembrança que vivemos num mundo com variações repentinas e radicais”, afirmou Georgieva, citada pela AlJazeera, reforçando a necessidade de uma resposta “sábia” a essa volatilidade dos mercados internacionais.
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Bolsa em Wall Street negoceia mista em dia de cortes nos juros pelo BCE
A bolsa em Wall Street negociava esta quinta-feira mista no início da sessão, no mesmo dia em que o BCE decidiu cortar as taxas de juro, num clima de incerteza devido à guerra comercial.
Pelas 14h47 (hora de Lisboa), o índice Dow Jones cedia 1,34% para 39.147,87 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq aumentava 0,02% para 16.310,62 pontos.
A guerra comercial lançada pelos EUA já teve vários avanços e recuos, sendo que o Presidente dos EUA, Donald Trump, suspendeu por 90 dias as tarifas sobre a maior parte do mundo. Ainda assim, não o fez com a China, um dos seus principais parceiros comerciais, nomeadamente no domínio da tecnologia.
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Lagarde não deixa conferência de imprensa terminar sem lançar repto a líderes políticos europeus
No final da conferência de imprensa, e quando o responsável de comunicação do BCE já estava a fazer as despedidas, Lagarde decidiu interrompê-lo para sublinhar um parágrafo da comunicação feita pelo BCE e que “refere especificamente a rápida implementação das reformas estruturais, a bússola da competitividade, e a união de investimentos e poupanças“, além do trabalho para um eventual euro digital.
Lagarde salienta que, muitas vezes, esta mensagem é secundarizada pela imprensa – como algo que o BCE diz sempre, um pro forma – mas a presidente do BCE sublinha que o momento atual é “o momento para os responsáveis políticos na Europa não apenas serem sólidos na execução dos seus mandatos (controlar a inflação, no caso do BCE) mas todas as instituições europeias devem pensar que oportunidades existem e o que devem fazer”, incluindo “acelerar” desenvolvimentos como nas áreas que citou.
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Lagarde recusa "qualificar" a guerra comercial de Trump mas concorda com economistas que veem "consequências negativas"
Christine Lagarde, questionada por um jornalista sobre a “guerra comercial” lançada por Donald Trump, recusou “qualificar” essa iniciativa. “Penso que os comentadores e economistas têm concordado que é algo que irá ter consequências negativas”, afirma a presidente do BCE, salientando que “as consequências serão diferentes conforme a parte do mundo onde se encontra e é por isso que as decisões de política monetária não serão as mesmas”.
A avaliação que o BCE irá fazer do impacto das tarifas irá depender daquilo que for realmente anunciado e efetivado, se há ou não retaliações, se há reorientação de comércio global e que tipo de respostas (orçamentais) dadas pelos governos – todos estes fatores podem ficar um pouco mais claros até à próxima reunião do BCE, em junho, embora a “pausa” de 90 dias de Trump só termina em meados de julho.
Maria-Rita Quitadamo/ECB
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Mercados apontam como cenário mais provável juros de 1,5% até final do ano
Enquanto fala Christine Lagarde, os mercados de futuros de taxas de juro estão a aumentar o número de descidas de taxas de juro até ao final do ano.
Antes da publicação do comunicado do BCE havia uma previsão de 1,71% na taxa dos depósitos em dezembro e, há momentos, essa previsão baixou para 1,57% – o que significa que, neste momento, os mercados preveem que o cenário mais provável é que a taxa de juro do BCE irá terminar o ano nos 1,5%.
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Líder da Fed, criticado por Trump, é "estimado amigo" do BCE e tem tido uma "sólida colaboração" com a zona euro, diz Lagarde
Saindo em defesa de Jay Powell, criticado quase diariamente por Donald Trump, Christine Lagarde diz considerar o líder da Reserva Federal um “estimado amigo” e mostrou confiança de que a “sólida colaboração” que tem havido entre o BCE e a Fed irá continuar.
“Nunca mais chega” o fim do mandato de Jay Powell, afirmou há poucas horas Donald Trump sobre o líder da Reserva Federal que na quarta-feira salientou que as tarifas poderiam criar um “cenário desafiante” para o banco central por colocar em choque os seus dois principais objetivos — inflação estável e um mercado de trabalho saudável.
Maria-Rita Quitadamo/ECB
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"Mais do que nunca, temos de basear-nos nos dados" e reagir "com agilidade"
A presidente do BCE diz que as próximas decisões do BCE irão “mais do que nunca, basear-nos nos dados” que forem sendo divulgados. Mas Lagarge salientou, também, sem explicar exatamente o que quer dizer, que o BCE tem de ter uma atitude de “prontidão” e “agilidade”.
“Temos de estar atentos a todos os desenvolvimentos e temos de ter agilidade”, afirma Lagarde, acrescentando que “não é uma questão de ter pressa mas será uma questão de agilidade”.
Questionada, também, sobre se o BCE já chegou a um nível “neutral” da taxa de juro (não mais “restritivo”), Lagarde considera que o conceito de “taxa neutral, além dos problemas de medição que tem, é algo que funciona num mundo sem choques”. “E se alguém aqui na sala pensa que estamos num mundo sem choques deve fazer um exame à cabeça”, afirma a presidente do BCE.
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BCE pensou em descida maior nos juros? "Opções foram debatidas"
Questionada sobre se esteve em cima da mesa um corte maior, de 50 pontos, Lagarde confirma que a decisão foi “unânime”: “opções foram debatidas mas ninguém argumentou a favor de um corte de 50 pontos – um corte de 25 pontos-base foi a opção tomada por todos na sala”.
“Houve alguns governadores que há umas semanas teriam defendido uma ‘pausa’, por causa da incerteza”, afirma Lagarde, salientando que “houve alguns que admitiram que 50 pontos-base poderia ter sido a opção tomada, mas houve um consenso unânime em torno dos 25 pontos”.
O BCE por outro lado, continua a pensar que é preciso esperar mais tempo para perceber se as tarifas irão ter um impacto inflacionista ou desinflacionista na economia. “O impacto líquido sobre a inflação irá tornar-se mais claro à medida que o tempo passa”, diz Lagarde.
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"Os riscos negativos sobre a economia cresceram" devido às tensões comerciais
“Os riscos negativos sobre a economia cresceram” devido às tensões comerciais, refere Christine Lagarde, admitindo que o BCE irá rever em baixa as suas projeções económicas (que irá atualizar em junho).
As tarifas lanças por Trump “deverão” levar a uma quebra nas exportações e “poderão” baixar o investimento e consumo.
Lagarde refere, também, que a volatilidade nos mercados financeiros está a tornar as condições financeiras mais “apertadas” – e esse efeito pode prolongar-se, travando a expansão do crédito às economias.
O BCE continua a ver riscos associados às tensões geopolíticos como a guerra na Ucrânia e o conflito no Médio Oriente. Por outro lado, “o aumento dos gastos com defesa e infraestruturas irão beneficiar o crescimento”.
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Lagarde: "As perspetivas económicas estão enubladas por uma incerteza excecional"
Na abertura da conferência de imprensa, em Frankfurt, a presidente do BCE afirma, depois de ler o comunicado que já é público, que “as perspetivas económicas estão enubladas por uma incerteza excecional”.
As barreiras comerciais enfrentadas pelos exportadores “ainda não são claras”, diz Lagarde, referindo-se também à incerteza geopolítica e comercial, que está a pesar no investimento. A indústria tem mostrado alguma “estabilização”, acrescenta Lagarde, confiante de que a economia cresceu no primeiro trimestre.
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Decisão de baixar taxas de juro em 25 pontos-base foi "unânime", diz a Reuters
Esta é uma informação que Christine Lagarde deverá confirmar oficialmente na conferência de imprensa, mas a agência Reuters está já a noticiar que esta decisão de baixar taxas de juro em 25 pontos-base foi “unânime” no seio do Conselho do BCE.
Todos os membros da comissão executiva e os governadores do banco central (pelo menos aqueles que tiveram direito de voto), concordaram que esta descida de juros era a decisão mais adequada neste momento, à luz da informação disponível.
Mário Centeno não teve direito de voto nesta reunião, de acordo com a rotação regular dos direitos de voto no BCE.
Maria-Rita Quitadamo/ECB