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Rui Carvalho Moreira

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Artigos publicados

Poesia

Quantas vidas tem um coração?

«Dos nossos corações nada restará. / Nem dos tectos de pedra que nos viram. / Empalidecer.» - Poesia Completa, Roberto Bolaño (Quetzal)
I Guerra Mundial

O milagre da terra-de-ninguém

Na véspera de Natal de 1914, algures nos campos alvadios da Flandres, não houve golpes nem metralha. Tão-pouco salvas à pátria, apelos à morte. Velas e cânticos somente.
Winston Churchill

Os salmos de Churchill e o silêncio das palavras

Não se param rajadas com flechas. Tão-pouco bátegas com punhais. Resta-nos, por isso, a força das palavras.
Crónica

Nem todos os barcos chegam ao cais

Na jangada que voga ao grado da corrente e no saveiro que flutua no rio de madrugada, também há anelos e esperança. O tempo muda, a treva é efémera. Um dia, a névoa levanta.
Língua

No fim, as palavras

A língua não traduz apenas a realidade. Desfia também a imaginação: os portos em que nunca atracámos, as estações de que nunca partimos, os abraços que sonhamos ter dado.
Arte

Keith Jarrett: a arte de improvisar o destino

Em salas de todo o mundo, perduram reminiscências de plateias arrebatadas, ecos infinitos de rendição.
Natal

Canções de Natal, escombros de guerra

Umas vezes, o Natal chega disfarçado de angústia, sentimento que Álvaro de Campos acreditava transbordar em lágrimas e grandes imaginações. Outras, de mera nostalgia.
Cinema

Canção para um filme inacabado

No cinema os planos acolhem uma miríade de sinais que nos guiam nos trilhos infinitos do enredo, toldando-lhe o desejo, o alvedrio. O realizador impõe a sua utopia e as imagens mapeiam o inconsciente.
Futebol

Shakespeare não viu Zico nem Pelé

Shakespeare não previu a reviravolta de Bobby Charlton, Bobby Moore, Gary Lineker e Paul Scholes. Tão-pouco imaginou Zico e Jairzinho além-mar. Confiou nos seus olhos e quase ditou sentença de morte.
Língua

As palavras e o tempo

Há metáforas, códigos e sinais acorrentados a povos, épocas, crenças, tradições. Nunca compreenderemos, por isso, o verdadeiro sentido de certas palavras sem pisar o seu chão.
Música

Vi-te na Terra dos Sonhos, Paul McCartney

A imortalidade ancora no desassombro criativo, na alquimia descontrolada, na intensa roda-viva de palavras forjadas num lugar magicamente situado entre a ilusão a realidade.
Língua

A cartografia da língua

Eis a nossa herança: o tesouro que o devir escolheu e guardou. Conhecer a língua é honrar o passado, a raiz. Na origem, vislumbres de alma. Na memória, um pedaço de nós.
Música

Se num fim de tarde em Ipanema

Num teatro antigo enrugado pelo tempo, ou num bar de Verão invadido pela praia, a bossa nova perdura e continua a espalhar a indizível mistura de samba e jazz, balanço e quietude, ímpeto e meditação.
Literatura

Duende: singularidades de um mistério andaluz

Antídoto da máquina e do ardil, o duende é essência nunca imaginada, a partícula nunca descoberta, o espírito misterioso e velado que prefere a arte à razão.
Jazz

É meia-noite em Nova Orleães

As imagens dos dias já vividos permanecem acesas no agora, como se Louis Armstrong ainda cantasse nos barcos a vapor que deslizam no Mississípi.
Observador

Quando a Lua se transforma em aguarela

Suspensa por fios invisíveis num teatro ou simplesmente gravada numa frase clandestina, de ninguém se esquecerá a Lua. Afogueada ou oculta, não abandonará o velho cabalista que a espia de madrugada.

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