“Mal tínhamos acabado de vencer o colonialismo português, que nos oprimiu e escravizou durante séculos, …”

As recentes declarações de João Lourenço, presidente de Angola na cerimónia dos 50 anos de independência do país, foram insultuosas, para os que conhecem a história sem viés ideológico. Humilhou sobretudo a memória de todos quantos caíram em defesa da Pátria e daqueles que ainda hoje sofrem com sequelas físicas e psíquicas da guerra e sobretudo da vil descolonização.

João Lourenço, militar, mas também historiador de borracha na mão, será decerto dos tais que emenda a história de um país, de acordo com a orientação do momento.

O que João Lourenço proferiu, não foram palavras vãs. Foi uma frase de incitamento ao ódio e ao racismo. Foi uma frase que humilha todos quantos trabalharam, nasceram, viveram em Angola.

Foi um insulto para todos quantos lutaram e morreram na defesa de Portugal e que ainda hoje convivem com os demónios da guerra.

Foi um insulto para todos aqueles que durante séculos, sem medo enfrentaram o desconhecido, tempestades e tormentas na esperança da descoberta do novo mundo.

João Lourenço, preferiu humilhar a colonização portuguesa que fez de Angola um país rico, com cidades maravilha, multicultural e de gente empreendedora e esqueceu-se que foi o magnífico trabalho das gentes (portuguesa e angolana) que transformou Angola num país cobiçado por todos, sobretudo pelas potências predadoras, suas aliadas socialistas, sedentas de poder, mas sobretudo de riqueza.

Se Portugal e os portugueses, esses retornados de má memória, como deixa nas entrelinhas, colonizaram, já as grandes potências que nos sucederam que fizeram?

João Lourenço, ignorou e esqueceu que essas mesmas potências, ao contrário de Portugal, não investiram em Angola e nos angolanos, mas antes, saquearam e usurparam os fabulosos recursos de uma terra fértil em tudo, sobretudo nas gentes para além de ajudarem a perpetuar décadas de governos corruptos e lutas, esquecendo-se sempre do povo angolano.

Voltou a esquecer a história e a guerra civil que deflagrou a seguir à independência e que durou 27 anos, mais do dobro da guerra colonial, onde o número de mortes ultrapassou os 500 mil, número de uma grandeza imensa quando comparado com o total de mortes, infelizmente, causada pela guerra em todos os territórios ultramarinos.

Nessa guerra civil esquecida por si, em que os seus aliados estrangeiros lutaram contra o povo angolano e que levaram à destruição da administração pública e da economia. Basta percorrer as outrora belíssimas ruas das principais cidades de Angola para perceber que Angola hoje não é um país seguro, e onde, a fome assola a maioria da população.

Mas João Lourenço, presidente e de formação historiador, à boa moda da esquerda, apaga da história o que não convém.

Ignora que o comércio de escravos existe no continente africano desde 700 A.C. e que entre o sec. X a XC, este comércio foi amplamente difundido, muito antes da chegada dos portugueses à costa ocidental de África.

João Lourenço ao insultar deliberadamente Portugal, a sua história e o povo português, fê-lo com convicção de quem sabe que as actuais políticas de esquerda exultam o insulto e a humilhação da história dos países ocidentais.

João Lourenço fez o seu papel triste, mas mediático, já ao nosso Presidente caberia a obrigação moral, de cumprir o que disse em juramento: defender a Pátria Portuguesa e os Portugueses.

Mas como em política e em relações externas o amarelo nem sempre o é, deixo que a liberdade individual de cada um, e a reflexão, classifique este incidente como achar conveniente e adequado pois o tema daria por si só direito a outra reflexão.