1 Ciência e Religião
A Igreja, em diversos momentos da história, demonstrou resistência em relação à investigação científica, especialmente quando esta desafiava , ou se afigurava desafiar, dogmas religiosos ou interpretações literais das escrituras sagradas. Esta tensão entre fé e razão tem raízes em divergências metodológicas e na busca por verdades absolutas, onde a ciência, com seu método baseado em evidências e revisões constantes, muitas vezes entrava em conflito com a dogmática religiosa, levantando o receio de que a investigação científica pusesse em questão a autoridade da Igreja,
Com efeito, têm sido ensaiadas numerosas maneiras para provar a existência de Deus, com recurso a argumentos do tipo lógico-filosófico ou mesmo científico. A conclusão, pelo menos até agora, é que não se pode provar essa existência, nem a inexistência, pois não se trata, em absoluto, de uma questão do domínio da ciência.
O teólogo e padre católico Tomáš Halík, , popularizou a frase: “Se há alguma coisa sobre a qual tem ‘uma opinião firme’, então pode ter a certeza de que isso não é Deus”, sugerindo que a busca por Deus é um processo contínuo de questionamento, e que opiniões dogmáticas podem impedir a verdadeira experiência religiosa, enfatizando a importância da humildade e do reconhecimento da própria ignorância diante do mistério divino, com a fé a ir para além daquilo que pode explicar-se por raciocínio cientifico. Deus está nas coisas comuns, na vida quotidiana. Cristo incita os que O seguem a contemplarem os lírios dos campos e as aves do céu, para poderem compreender e confiar no amor e no poder de Deus, que são incondicionais.
A ciência procura o conhecimento do mundo natural, onde o homem se inclui . A religião, por seu lado, vai além desse mundo, ocorrendo citar o teólogo Karl Rahner: “O cristão do século XXI ou será místico ou não será cristão”, esclarecendo: “Desde que não se entenda por mística os fenómenos parapsicológicos raros, mas uma experiência de Deus autêntica” , isto é, ter a experiência de Deus que se dá à criatura por puro amor, o encontro com a Pessoa Divina que vem até nós .
Existindo diferenças substantivas entre ciência e religião, todavia, é legítimo concluir que terão muito em comum, o que significa que serão possíveis “pontes” entre elas, por serem ambas dimensões do ser humano, correspondendo a necessidades do homem, ambas tentando, fornecer-lhe sentido, obviamente sentidos diferentes. Ciência e religião são, em verdade, expressões da incompletude do ser humano, pois como o físico Erwin Schrödinger referiu, toda a ciência é uma resposta ao imperativo colocado diante do templo de Apolo em Delfos: conhece-te a ti mesmo. Quem somos nós? Que mundo é este onde somos? As respostas a estas questões têm sido procuradas e transmitidas em comunidade, aí se encontrando a dimensão religiosa associada.
E os exemplos abundam, alguns infelizes como a condenação de Galileu Galilei pela Igreja Católica (ver nota 1) no século XVII por defender a teoria heliocêntrica, que contrariava a visão geocêntrica defendida pela Igreja na época. Já se referiu George Lemaitre (nota 2) e aponta-se Teilhard de Chardin que procurou uma síntese entre a ciência (especialmente a evolução) e a fé, entendendo que o universo e o homem são partes de um mesmo processo criativo divino. Para ele, Deus não era apenas um criador distante, mas estava presente e atuante em todo o processo evolutivo, impulsionando-o em direção a um futuro de maior complexidade e unificação , portanto via o homem como um ser em constante evolução, impulsionado pela matéria e pela consciência, rumo a um futuro de maior complexidade, em unificação e conexão com o divino. Teilhard apresenta q que poderá qualificar-se como uma Hiperfísica, síntese de Ciência, Filosofia e Teologia que pretende superar as velhas oposições entre Razão e Fé, Ciência e Religião, Deus e Mundo, Espírito e Matéria. Para Teilhard, o homem não é apenas mais um animal, mas o ponto de convergência da evolução, onde a consciência atinge seu auge. Ele é o eixo e a seta que impulsionam a evolução para frente.
Teilhard introduziu o conceito de noosfera, uma camada de pensamento e consciência que envolve a Terra, onde a humanidade se conecta e evolui através do pensamento e da ação coletiva. Na sua obra mais conhecida, “O Fenómeno Humano”, onde, logo no início, faz uma advertência: “Para ser corretamente compreendido, o livro que aqui apresento tem de ser lido não como uma obra de metafísica e menos ainda como uma espécie de ensaio teológico, mas única e exclusivamente como uma dissertação científica”. A própria escolha do título o indica: nada mais que o Fenómeno, continuando: “Não se procure nestas páginas uma explicação, mas somente uma introdução a uma explicação do mundo”.
2 Ciber-religiosidade
Ao despedir-se dos seus discípulos, o Ressuscitado deixa-lhes um mandato claro: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa-Nova a toda a criatura” [Mc: 16,15]. Com esta missão-envio, Jesus pretendia que os seus discípulos, até aí um grupo reduzido e centrado na Sua figura, se abrissem ao Mundo e contassem a todos os homens a história do seu encontro com Ele, o Messias, ordem missionária que transcende tempo e espaço, ecoando através dos séculos até aos nossos dias.
No nosso tempo, um novo “areópago” se abre diante dos evangelizadores: a Internet. Este meio, com a sua impressionante capacidade de alcance global, permite que a Palavra seja semeada para além das fronteiras físicas e culturais. A ciber-religiosidade — entendida como prática espiritual mediada por tecnologias digitais — pode, assim, tornar-se um instrumento de testemunho e anúncio do Evangelho pelo ciberespaço sem as restrições de proximidade necessária e de concomitância temporal impostas pelo espaço físico. Contudo, importa ter presente que a verdadeira conexão, aquela que edifica a comunhão, não provém de algoritmos nem de redes informáticas, mas do Espírito Santo, que une os corações na verdade e no amor. A Internet pode facilitar o anúncio; mas é o Espírito que converte, une e vivifica.
Assim, ao explorar as potencialidades evangelizadoras do mundo digital, a Igreja é chamada a discernir, a purificar e a integrar estes meios à luz da fé, para que estejam ao serviço da missão confiada por Cristo: levar a Boa-Nova a toda a criatura — também àqueles que “habitam” os espaços digitais.
A Internet passou a ser base tecnológica para a forma organizacional da era da informação, assinalando-se , no início da década de 60 do século passado, o que podem qualificar-se como os seus primeiros passos, tendo-se tornado dos maiores sistemas de comunicação já desenvolvidos, redefinindo os conceitos de tempo e espaço, criando novas possibilidades de acesso e de trocas de informações, de relacionamentos, num dos mais fantásticos exemplos de cooperação internacional, de sorte que o nosso quotidiano é designado correntemente por “era digital, mundo virtual, sociedade internáutica”, visando definir um espaço sem fronteiras, onde impera o “imediato” e se multiplicam as possibilidades, contribuindo decisivamente para a formação da opinião de muitas pessoas, desde a mais tenra idade, até aos mais idosos.
A Internet é, assim, uma gigantesca rede mundial de computadores, que interliga entre si desde grandes computadores até computadores pessoais ou “note-books”, através de linhas comuns de telefone, linhas de comunicação privadas, cabos submarinos, canais de satélite e diversos outros meios de telecomunicações, constituindo uma comunidade de pessoas que usam e desenvolvem essas redes e uma coleção de recursos que podem ser alcançados através destas redes.
As pessoas estão cada vez mais ligadas pela rede social, podendo dizer-se que deixam de viver em comunidade, de conversar em família ou de frequentar atividades sociais, para estar “ligados” a máquinas, com isto a constituir, praticamente, uma necessidade pessoal dos” internautas”. Esta evolução parece conduzir a uma situação em que ideias como a noosfera, a “consciência coletiva” proposta por Pierre Teilhard de Chardin, estão agora à beira de se tornar realidade, mormente com o surgimento e espraiamento da inteligência artificial.
A ideia de uma consciência coletiva pode parecer inspirada, mas representa um risco espiritual. A Sagrada Escritura ensina que a verdadeira unidade e conexão vêm de Deus e do Espírito Santo, e não de uma entidade artificial. Ao buscar a interconectividade digital e a inteligência coletiva sem uma orientação espiritual baseada na Palavra de Deus, pode-se caminhar para uma orientação admitida como divina por parte de um “deus” tecnológico, que responda aos desejos humanos e, eventualmente, interesses corporativos.
Hoje, a IA está sendo, frequentemente, vista com um respeito quase reverencial, sendo chamada para responder a questões complexas, prever padrões de comportamento humano e até substituir funções que antes eram exclusivamente humanas. A IA, em certo sentido, parece “saber tudo” e “controlar tudo”, atributos que se aproximam da omnisciência, uma característica divina, criando um verdadeiro paradoxo espiritual para os cristãos. Note-se que a IA avançada já possui capacidade de coleta, processamento e influência de informações numa escala global, o que lembra outro conceito escatológico: o sinal da Besta [Ap: 13,16-17].
A integração da Inteligência Artificial (IA) em diversos setores da sociedade tem sido um tema amplamente discutido. Contudo, quando essa tecnologia entra no espaço da fé e da religião, surgem, naturalmente, questões éticas e teológicas profundas.
A tradução instantânea de homilias poderá ser uma ferramenta poderosa para promover a inclusão e a diversidade, mas é fundamental estar ciente das suas limitações e utilizá-la com cautela. Por exemplo na paróquia “St. Peter’s Chapel”, em Lucerna, com o auxílio de uma universidade local foi desenvolvido um processo de confissão feita a um holograma de Jesus, alimentado por inteligência artificial para receber confissões de fiéis católicos ou quando a IA está sendo utilizada para oferecer aconselhamento espiritual automatizado a pessoas que buscam apoio emocional e direção para as suas vidas, é bem legítimo questionar se um algoritmo pode realmente compreender a complexidade das emoções humanas e oferecer um conselho verdadeiramente significativo.
O futuro da IA no campo religioso apresenta potencial para transformar a maneira como as instituições religiosas operam, se comunicam e interagem com os fiéis, no entanto, é crucial abordar essa evolução tecnológica com cautela, considerando as implicações éticas, teológicas e práticas que podem surgir.
A igreja é uma comunidade de pessoas, sendo a fé uma experiência intrinsecamente relacional, uma jornada pessoal e coletiva, que envolve a interação com outros membros da comunidade, a partilha de experiências e o apoio mútuo. Como tal, a IA poderá oferecer soluções convenientes e personalizadas, mas não pode replicar a profundidade e a riqueza das relações humanas, a interação face a face, o diálogo aberto e a partilha de experiências, pelo que a IA podendo ser uma ferramenta útil, não é concebível que constitua o foco central da experiência religiosa.
Compreender a fé no âmbito digital levará também a novas compreensões da construção do religioso determinando uma reflexão específica sobre teologia ou fé no ciberespaço, encarando a ideia da ciber-teologia, e como se abrirão novos campos de missão cristã para a evangelização.
A promulgação da Encíclica Divini Illius Magistri, de Pio XI, a 31 de dezembro de 1929, apresentou, possivelmente, um dos documentos papais mais importantes sobre a educação cristã da juventude, chamando a atenção para que o cinema precisava colocar-se ao serviço do aperfeiçoamento do homem.
Em 4 de dezembro de 1963, o Decreto Inter Mirifica, sobre os Meios de Comunicação Social, o segundo entre os documentos publicados pelo Concílio Vaticano II mostra que o Concílio reconheceu que os “Instrumentos da Comunicação Social” estão “entre as maravilhas” (Inter Mirifica) da tecnologia, que, até então, contava apenas com a imprensa escrita, o cinema, a rádio e a televisão, pois a Internet ainda não figurava entre estes “instrumentos”. Poderá dizer-se que é a primeira vez que a Igreja, de modo formal, aceitava oficialmente a “comunicação”, isto é, este tema ganhava cidadania e independência na Igreja. Introduz-se o conceito de “Comunicação Social” e reconhece-se a importância desta para a ação da Igreja Católica, na qual se coloca a questão da legitimidade de praticar a religião virtualmente, tendo o Papa S. João Paulo II, na mensagem para o 36.° Dia Mundial das Comunicações Sociais (19 de maio de 2002), afirmado que a Internet nunca substituirá a “profunda experiência de Deus, que só a vida concreta, litúrgica e sacramental da Igreja pode oferecer”
A história da Salvação é, desde o início, um convite para que o ser humano aprenda a reconhecer em Deus o seu Pastor e Guia, o rochedo da Salvação [Sl:95,1]. Esta história realiza-se de modo encarnado, com Deus que entra no tempo e no espaço, e que, em Jesus Cristo, se faz presença concreta, visível e tocável [1Jo: 1,1]. A Igreja é o prolongamento desta presença, especialmente na sua dimensão litúrgica e sacramental. Assim, parece legítimo colocar a questão: poderá o exercício da religiosidade em ambiente virtual ser considerado expressão válida da fé cristã? Que papel poderá a Internet — e hoje também a Inteligência Artificial — assumir na vida espiritual dos fiéis?
São João Paulo II, na sua Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais (2002), afirmou com clareza: “Mesmo na era da Internet, a Igreja continua a ter necessidade de uma experiência de fé autêntica e profunda, que só pode nascer da vida concreta, litúrgica e sacramental.” Esta afirmação aponta para a centralidade insubstituível da experiência eclesial vivida, que não pode ser reduzida a interações digitais ou substituída por mediações artificiais. O cristianismo é uma fé da presença, não da abstração.
Contudo, esta posição não nega o valor evangelizador e pastoral da presença da Igreja nos ambientes digitais. Pelo contrário, chama ao discernimento. Nesse sentido, António Spadaro, jesuíta e pioneiro da reflexão sobre ciberteologia, propõe compreender o mundo digital como um “ambiente vital” e não apenas como um “instrumento de comunicação”. No seu livro “Ciberteologia: pensar o cristianismo na era da Internet”, Spadaro defende que o ambiente digital transforma a maneira de comunicar, de pensar e até de crer — e por isso a teologia é desafiada a pensar-se a partir de dentro deste novo habitat.
Segundo Spadaro, a Internet não é apenas meio de transmissão, mas constitui um novo local teológico, onde a fé é vivida, partilhada e até transformada. A ciber-religiosidade, nesse contexto, pode ser compreendida como uma nova forma de presença espiritual — desde que mantenha uma relação intrínseca com a realidade sacramental e comunitária da fé. Para Spadaro, a rede oferece possibilidades reais de escuta, diálogo e comunhão, mas apenas se for vivida como extensão da experiência eclesial autêntica, e não como sua substituição.
Além disso, a Inteligência Artificial, cada vez mais presente em processos religiosos — seja em algoritmos que personalizam conteúdos devocionais, seja em assistentes virtuais “espirituais” — obriga a um discernimento ético e teológico mais profundo, devendo a IA estar ao serviço do humano e da transcendência, nunca os substituindo.
Em síntese, a Internet e a IA podem ter um papel significativo, mas subordinado no âmbito da evangelização e da vivência espiritual. Elas podem ampliar o alcance da missão confiada por Cristo — “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa-Nova a toda a criatura” [Mc 16,15] —, mas devem ser sempre orientadas pela eclesialidade, pelo Espírito, e pela consciência de que a verdadeira comunhão não se programa: acolhe-se e vive-se.
Notas
2 O Padre George Lemaitre, físico teórico, que propôs o que ficou conhecido como teoria da origem do universo do Big Bang, que ele designava por “hipótese do átomo primordial”, em resposta ao Papa Pio XII, que havia utilizado aquela teoria para argumentar a favor da criação divina, terá dito que “Nunca será possível reduzir o Ser Supremo a uma hipótese científica.”
3 Erwin Schrödinger, o físico que foi um dos principais autores da física quântica, realizou em 1950 uma série de conferências intituladas “Ciência e humanismo”, que estão traduzidas em português, apontando a ciência como parte do esforço do ser humano em conhecer-se a si próprio.
4 Pierre Teilhard de Chardin (Orcines, 1 de maio de 1881 — Nova Iorque, 10 de abril de 1955), padre jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo francês. Disposto a desfazer o “mal entendido” entre a ciência e a religião, conseguiu ser mal visto pelos representantes de ambas, tendo sido , pela Igreja Católica, proibido de lecionar, de publicar suas obras teológicas e submetido a um quase exílio na China. Teólogos proeminentes e líderes da Igreja, incluindo os papas S. João Paulo II e Bento XVI, escreveram positivamente a respeito das suas ideias e dos seus ensinamentos teológicos, que foram citados pelo Papa Francisco na Encíclica de , Laudato si; [LS , 83]
5 Um espaço que cada vez mais se está tornando parte integrante da vida diária, verdadeiramente, um novo contexto existencial, não um simples “instrumento” de comunicação, mas um verdadeiro ambiente cultural que determina um estilo de pensamento, constituindo um modo novo de habitar o mundo e de organizá-lo. Com o desenvolvimento do ciberespaço, encontram-se novas formas de relação e de interação, sem fronteiras de espaço e sem limites de tempo.
6 Uma IA (inteligência Artificial), como o “CHATBOX” , é baseada numa rede neural artificial, que foi treinada num processo de aprendizagem contínua, numa combinação de decisões humanas e automatizadas sobre um grande conjunto de dados recolhidos da internet, de livros, artigos científicos, notícias, pelo que aquilo que a IA “sabe” está “congelado” até à data do fim do treino (o CHATBOX foi atualizado até 2024). Não está permanentemente em diálogo, a não ser que seja programada para isso num ambiente contínuo (como um assistente virtual ligado); o “diálogo” é reativado a cada interação. Em termos metafóricos, pode pensar-se numa IA como um “nó” computacional em escuta permanente, que responde quando é chamado, dando respostas que constituem combinações de decisões humanas e automatizadas, selecionadas de acordo com padrões de linguagem, correlação de ideias e relevância contextual , em que equipas humanas filtram conteúdos prejudiciais, imprecisos, enviesados ou falsos ,tanto manualmente como mediante regras algorítmicas que podem ajudar a detetar inconsistências lógicas, fake news, desinformação e conteúdos tóxicos. Há , todavia, que ter presente que a IA usa regras de probabilidade e contexto para evitar reproduzir conteúdos incorretos, mas nem sempre consegue detetar falácias ou desatualizações, especialmente se estiver a operar sem acesso direto à internet, pelo que as respostas devem ser verificadas em contextos críticos, como a teologia, medicina, direito, por exemplo.
7 Tenha-se presente, por exemplo, que o estado de emergência sanitária, ligado à pandemia da Covid-19, leva a decretar, na maioria dos países europeus, uma contração rápida e abrupta para o espaço doméstico das esferas da vida pública, com o confinamento, imposto para conter ou limitar a propagação do vírus, a criar uma situação sem precedentes, sobretudo em termos de consequências para as liberdades públicas, em particular, a liberdade religiosa, entendida na sua dimensão coletiva, foi restringida durante esse período para limitar a propagação do vírus.
8 António Spadaro, Ciberteologia: Pensar o Cristianismo na era da Internet. Ed. Paulinas, Lisboa 2013.
Apoio bibliográfico
Chardin, P. T. (2018). Le Phenomene Humain. Paris: Hachette Bnf.
Forshaw, B. C. (2011). The Quantum Universe. London: Penguin Books.
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