Ao longo destas seis décadas, as vacinas têm protegido milhões de Portugueses desde a infância, permitindo que gerações fiquem protegidas contra doenças graves, causadoras de sequelas incapacitantes ou mesmo da morte.
A vacinação é essencial na infância. Contudo, sabemos hoje que desempenha um papel muito relevante ao longo da vida, em especial entre as populações mais fragilizadas, sendo os idosos uma delas.
Portugal é um país envelhecido, o que coloca sérios desafios ao sistema de saúde, designadamente no que respeita ao número de consultas e hospitalizações. Torna-se, por isso, fundamental alocar recursos e apostar cada vez mais numa saúde orientada para a prevenção, de modo a garantir a sustentabilidade do sistema de saúde.
Ora, a vacinação é uma das medidas-chave quando se trata de prevenir doenças. Um estudo realizado pelo Office of Health Economics para a Federação Internacional da Indústria Farmacêutica e Associações (IFMPA) sobre o impacto da vacinação em adultos vem reforçar isso mesmo. Segundo este estudo, os programas de imunização de adultos têm um retorno até 19 vezes superior ao seu investimento inicial, quando se avalia todo o espectro de benefícios que proporcionam.
Os ganhos possibilitados pelas vacinas já são imensos, mas a indústria farmacêutica trabalha para que sejam ainda maiores. Segundo um levantamento feito pela Vaccines Europe, organização que representa as empresas europeias de vacinas, 42% das vacinas actualmente em desenvolvimento visam áreas em que ainda não existe imunização disponível. Estão em desenvolvimento tanto vacinas que visam contribuir para a resolução de um dos grandes desafios dos nossos dias, a resistência antimicrobiana, como outras que previnem ou tratam infecções associadas às doenças oncológicas ou nos preparam para responder a eventuais novas pandemias.
Desde os tempos mais remotos da imunização que se percebeu o potencial desta ferramenta para a protecção da saúde, mas também para o incremento da qualidade de vida, com forte impacto na sociedade e na economia. O futuro das vacinas é tão determinante e promissor para a saúde pública quanto foi o seu passado. Saibamos aproveitar plenamente o seu potencial.
Este artigo foi publicado no âmbito do projeto Pela Sua Saúde, em parceria com a Apifarma: https://observador.pt/programas/pela-sua-saude/