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Já a seguir: A Conversar é que Podemos Mudar a Educação. Um programa trazido pelo Santander.
O futuro promete transformações digitais. Promete um planeta que inspira sustentabilidade e um mundo totalmente conectado. E promete a ferramenta mais poderosa de todas: o conhecimento sem fim. Hoje é uma promessa, amanhã é a prova. O Santander apoia a tua formação para que alcances as tuas metas profissionais. Saiba mais em santander.pt. Santander, o que podemos fazer por ti hoje?
Em mais um A Conversar é que Podemos Mudar a Educação, vamos conhecer o projecto Minho Covid-19, que faz a ponte entre empresas, particulares e ONGs que produzem materiais de protecção individual e instituições como hospitais, centros de saúde, lares e centros de dia, que podem fazer pedidos através da plataforma Minho19.com. A ideia valeu esta plataforma o Prémio Santander Uni Covid-19. É uma das respostas do Banco Santander à situação de emergência provocada pela pandemia, de modo a apoiar as iniciativas com impacto social que os jovens universitários e outros membros da comunidade académica têm realizado neste contexto bastante adverso. Ora, o Rui Oliveira é responsável pelo projecto Minho Covid-19 e está connosco. Rui, obrigada pela disponibilidade. Bem-vindo!
Obrigado pelo convite para participar nesta edição com o observador daquilo que é o futuro da educação, que faz parte daquilo que é o projecto Minho Covid-19, também do Prémio Santander.
Rui, e como é que surgiu esta ideia? Eu imagino que, vendo a necessidade de várias instituições, não quiseram também ficar parados.
Esta ideia surgiu um bocado a observar aquilo que era a realidade em Guimarães. E sentimos muito isso, que havia muitas pessoas a querer doar, a querer ajudar numa fase complicada da nossa sociedade. Mas sentíamos, ao mesmo tempo, que havia, em parte, uma falta de organização, de perceber onde é que era mais urgente entregar materiais, quem é que realmente podia doar e como é que podiam fazer para entregar. Então nós percebemos que, junto da Câmara Municipal de Guimarães, que temos um contacto próximo, e articulamos essa questão de criar uma plataforma onde qualquer pessoa, fosse meia dúzia de máscaras ou fosse uma quantidade quase industrial, podia aceder à plataforma e doar as máscaras. E nós, ao mesmo tempo, tínhamos contacto também com as unidades sociais e aqui a descrição foi perfeita. Seja fosse hospitais, fosse centros de dia, fossem centros de testes, nós fazíamos a distribuição para onde era mais urgente e da forma mais rápida possível. Ou seja, facilitávamos a quem queria doar, não tinha que ter o problema da logística. Esta era uma parte que a Associação Académica está habituada também a fazer e que por isso a Associação Académica assumia este papel de fazer a distribuição da logística e de pegar naquilo que era muitas vezes o seu quotidiano de trabalho e de distribuição, adaptou-se e foi também a forma da Associação Académica contribuir. Ou seja, surgiu um bocado disso mesmo, da necessidade que nós observávamos na sociedade de haver esta organização e de conseguir mais eficientemente entregar a quem mais estava a precisar.
Portanto, faziam a ponte entre quem precisa de ajuda, quem quer ajudar. Neste momento, quantas instituições é que estão a ajudar e qual é o vosso grande objectivo, Rui?
Grande parte delas já foram ajudadas e neste momento já não estão a ser porque já não estão a necessitar, o que é um bom sinal também, é sinal que já estão a conseguir adquirir o material por sua conta ou o Estado está a conseguir dar esse material. No total, já foram mais de 60 instituições ajudadas por parte do Minho Covid-19, o que é um número bastante significativo e já foi também atribuído mais de 13 mil itens de protecção individual. Ou seja, foi um valor que conseguimos ter. Naturalmente, nesta fase, agora é mais fácil ter acesso a estes materiais e por isso tem sido menos usual fazermos entregas, ainda que tenhamos muitos pedidos de entrega e que neste momento o que não temos é material para doar. Ou seja, estamos parados na falta de material, que precisamos ainda, porque existem algumas instituições que nos continuam a pedir e não temos material para doar.
Portanto, essa é a grande dificuldade neste momento, encontrar quem queira doar esse material.
Sim, nós para doar temos duas alternativas. Ou pode doar o material, seja acabado, seja já pronto a entregar, ou seja, a necessitar de alguma mão de obra, em que nós também ajudamos, os voluntários da Associação Académica também ajudam nessa parte. Ou então pode ser através financeiro, e nós aí implementamos aquilo que eu acho que é um bom exemplo, que é a questão do relatório de transparência. Ou seja, tudo o que nos doarem, a seguir podem ir ver de que forma é que esse dinheiro foi aplicado e está no site transparente para todos, com as faturas, onde é que está a ser gasto o dinheiro, em que materiais. E tudo isto está disponível no site, ou seja, quem quiser doar também a nível financeiro, pode fazê-lo nesta fase também. E agora a plataforma vai evoluir, naturalmente, para outras coisas. Começamos a notar que os itens já não são tão fundamentais, mas que, por exemplo, já começam a haver alguns pedidos, algumas IPSS a solicitar, e algumas associações também, voluntários. E por isso o próximo passo da plataforma vai ser também um centro de partilha daquilo que são as oportunidades de voluntariado, de ajuda ao Covid-19, porque nós temos sabido que tem sido um problema social enorme e vamos ter, naturalmente, alguns desafios e questões sociais, como o Banco Alimentar, que tem ajudado imenso. Nós também vamos começar a partilhar essas Essas necessidades e para que qualquer pessoa que queira fazer voluntariado ali na zona de Braga e Guimarães possa ter essa oportunidade mais facilitada.
E, portanto, este prémio Santander Uni COVID-19 vai servir também para dar esse passo em frente, para essa evolução da plataforma.
Este prémio do Santander foi-nos atribuído 2000 € e esses 2000 € foram na íntegra usados para aquisição de mais material. Material até que já foi entregue, ou seja, mal nós recebemos o prémio do Santander, aplicamos todo este valor na compra de materiais e este material já foi inclusivamente entregue às instituições que necessitaram. Por isso o prémio iria contribuir diretamente para as instituições que mais necessitam.
E, portanto, está aplicado, como nos explicou aqui o Rui. Falou nos voluntários, Rui, são todos alunos da Universidade do Minho?
Não é obrigatório ser alunos da Universidade do Minho, mas a grande maioria, sim, são alunos da Universidade do Minho, grande parte da direção da Associação Académica também está envolvida.
E quantos são, já agora?
Quem já em parte participou, já mais de uma centena, certamente participou. Ou seja, vai havendo uma certa rotatividade das pessoas que passam, nos ajudam duas semanas, três. Há um grupo mais sólido e eu diria que estão 15 pessoas envolvidas, digamos assim, numa base quase diária ou mais permanente. E depois há pessoas que vão participando, estão duas semanas, que é a sua disponibilidade, e depois saem, vão para a sua vida normal novamente e depois voltam muitas vezes também para voltar a ajudar. Ou seja, há aqui alguma fluidez, não há uma rigidez na ajuda e por isso há aqui agora alguma disponibilidade.
Ou seja, para quem nos está a ouvir, pode juntar-se a vocês se quiser.
Quem nos está a ouvir pode mandar para o nosso e-mail, rapidamente encontra no site os nossos contactos e nós vamos aconselhar. Sendo que ainda no final desta semana esperamos lançar já esta plataforma onde tem todos os contactos de voluntariado e aí sim, aí vamos precisar mesmo de muito mais mãos, porque as instituições também nos estão a pedir isso, que existam mais mãos para ajudar esta crise social.
Claro que sim. E Rui, vocês tiveram alguns apoios institucionais neste processo. Agora nesta próxima fase vão ter algumas empresas também a associar-se a vós para vos poderem ajudar ou não?
Nós tivemos uma fase inicial e também este projeto nasceu muito com isso, com a PN E-Commerce, que é uma empresa que nos ajudou imenso e está na base deste processo. Mas depois na fase também da doação, houve imensas empresas que estiveram ligadas a este projeto, principalmente ali da zona do Minho, e acredito que agora voltem a ajudar e se for novamente necessário, e estão articuladas, que irão novamente ajudar, se assim o entenderem, mas já ajudaram uma boa parte. Agora nesta fase temos principalmente a Câmara Municipal de Guimarães, que está a nos ajudar imenso com este projeto e continua a nos ajudar a encontrar associações e também na divulgação. E depois também a Universidade do Minho, que também é importante nesta ação.
E já tinham feito algo do gênero? Esta foi a primeira experiência com algo parecido ou não?
A Associação Académica tem o seu departamento social e nesse departamento social tem imensas atividades de âmbito voluntariado, de cariz social. E por isso já existe alguma experiência. Diretamente a nível de distribuição mesmo, não tínhamos uma experiência igual. Tínhamos, naturalmente, a preparação de algumas das nossas atividades e a nível logístico estavam mais ou menos preparados. E depois a nível social temos já várias iniciativas. Destaco, por exemplo, o Futuro, que é um projeto de acompanhamento de um bairro social em Braga, que faz o acompanhamento na escola de alguns alunos, ou seja, que alunos universitários disponibilizam um pouquinho do seu tempo para acompanhar alunos de uma escola básica, num bairro social. E tem sido um projeto muito interessante e muito bem desenvolvido. Ou então, um que nasceu agora também com o COVID, que é o Um Sumário, do EM e o Um Sumário, que é o apoio ao acompanhamento a alunos que estavam em casa. E nós sentimos isso muitas vezes também, novamente, da necessidade de pais que precisavam de ajuda a completar o estudo dos seus filhos, porque muitas vezes já não tinham conhecimento de muitas matérias que os seus filhos estavam a ter e por isso disponibilizámos um conjunto de voluntários que podiam, agora já acabou esta parte letiva, mas que podiam e estiveram durante mais de um mês a ajudar todos os jovens que se inscreveram na sua parte letiva, ou seja, a construir de casa com os trabalhos que tinham para fazer, porque muitas vezes os pais já tinham dificuldade em acompanhar, porque já não conheciam a matéria e para um estudante universitário era mais fácil fazê-lo. E acabamos por ter um bom número de adesão e acho que foi mais uma iniciativa que teve bastante valor.
A essa base junta-se agora esta plataforma, a Minho COVID-19. Para quem nos está a ouvir, é simples aceder ao site minhovid19.com. Está por lá toda a informação, se quiser juntar também a esta iniciativa. O Rui Oliveira é responsável pelo projeto, a plataforma que ganhou o prémio Santander Uni COVID-19 e que ficámos hoje a conhecer em mais uma edição de Conversar É Que Podemos Mudar a Educação. Rui, muito obrigada. Boa sorte para este novo passo da plataforma, este novo desafio. Estão a crescer, ainda bem. Muitos parabéns, mais uma vez, pela iniciativa. Até à próxima.
Obrigado. Para nós é um enorme gosto poder estar aqui a partilhar esta nossa experiência. Agradecer, naturalmente, ao Santander e ao Observador esta oportunidade e por isso desejar também muita sorte para a continuação desta comunicação fundamental também com os portugueses.
A Conversar É Que Podemos Mudar a Educação. Um programa trazido pelo Santander.
O futuro promete transformações digitais. Promete um planeta que inspira sustentabilidade e um mundo totalmente conectado. E promete a ferramenta mais poderosa de todas: um conhecimento sem fim. Hoje é só uma promessa, amanhã é a prova. O Santander apoia a tua formação para que alcances as tuas metas profissionais. Saiba mais em santander.pt. Santander, o que podemos fazer por ti hoje?