Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Gabriel, o Benfica vence a Juventus por quatro bolas a três, em pleno Estádio da Luz. Carimba a passagem para a próxima fase da Liga dos Campeões e até aos 70 minutos banalizou a equipa da Juventus, mas acima de tudo apresentou-se como uma equipa de topo europeu.
Foi aquilo que podemos chamar um match champion. Grande match. Do nocaute da Juventus aos golos do milagre, quase do milagre. Portanto, tudo isto é emoção, tudo isto é futebol, tudo isto é espetáculo, tudo isto é aquilo que faz com que gostemos de ir aos estádios, que gostemos de pôr as televisões para os jogos e este grande mercado, que é o mercado televisivo a todo mundo que gosta de ver futebol, desde os mais jovens aos mais antigos, digamos assim, aos mais velhos. Portanto, um match champion, onde do nocaute que o Benfica estava a impor à Juventus, a Juventus ainda conseguiu aquilo que eram os golos que quase lhe fizessem o milagre. Mas o Benfica foi superior em tudo. Foi um Benfica fortíssimo, coeso, com uma estratégia muito bem definida, uma orientação muito bem programada, onde Rafa é vértice da escalada atacante do Benfica e onde o jogador Fredrik Norueguês é fundamental a meio-campo para a contenção, quando sobe ao terceiro adversário para fazer superioridade numérica e atuar não só até para rematar, inclusivamente para estar e fazer os seus respetivos passes. Quanto a Enzo Fernández, fica com alguma liberdade face à interação de Frederik e obviamente que sobressai. Quanto a João Mário, é aquilo que se pode dizer um cérebro a jogar. Portanto, em todo o terreno do Benfica. É o cérebro. Muito bem. No passe, no atacar do espaço, na visibilidade que tem do jogo do adversário e da visibilidade que tem, onde pode colocar a bola para tirar partido da velocidade, na circunstância de Rafa, e onde pode também tirar partido dos movimentos do Gonçalo Ramos, integrado naquela zona de ataque, que é um jogador muito mais hoje de ocupar espaços para deixar espaços para que o Rafa apareça e seja, na realidade, aquele jogador que todos nós temos o gosto de ver jogar e está em grande forma física, técnica, tática e mental, naturalmente, que é tudo muito importante para todos nós, em todas as posições. Estamos bem sob o ponto de vista mental e de estrutura, portanto, pessoal. Daí que tivemos um grande Benfica. Oscila naquela parte final, porque Allegri já tinha jogado as cartas praticamente todas, foi buscar as últimas.
E uma delas quase que foi joker.
Exatamente. Elas trouxeram outro andamento ao jogo. E o Benfica perdeu ali um bocadinho a dimensão da partida, porque teve dificuldade. E aí, portanto, Bah foi o que oscilou mais, porque o jogador inglês é de fato muito bom e tirou partido dessa fragilidade de Bah. E aí Roger Schmidt reagiu, mas não devia talvez ter pensado, porque está toda estudada a equipa da Juventus, que a entrada daquele jogador poderia colocar Bah em situação de dificuldade.
Assim foi, mas nem teve tempo de agir.
Sim, depois foi agindo, mas o Benfica perdeu o meio-campo. No meio-campo, Enzo foi um jogador que foi abaixo, que esgotou. E hoje eu chamei a atenção disso. É um jogador que está e esteve bastante tempo da partida ausente, quase. Só quero aqui uma palavra. O Vlad Codims hoje tem ali alguns lances, principalmente num dos gols. Enfim, não se pode ser sempre perfeito. Há sempre alguma coisa que pode ser menos. Eu já chamei a atenção. Grimaldo é um grande jogador, é um senhor futebolista, quer na profundidade, na verticalidade, quer a defender, quer nos apoios que faz e que dá ao eixo de defesa e ao meio-campo.
E Gabriel Alves, do lado da Juventus, houve também alguns problemas, diria, de mentalidade, algumas dificuldades em praticar o futebol. Só com a entrada de Samuel Illing, causando essas dificuldades do lado esquerdo a Bah, é que conseguiu voltar a entrar no jogo. É uma Juventus muito longe daquilo a que estamos habituados, pelo menos na última década.
Sim, é uma Juventus diferente. Também há que reportar, referir e sublinhar que havia vários jogadores que estavam ausentes, que estiveram ausentes por lesão, que naturalmente teriam podido dar outro contributo à formação, outra substância, outra qualidade, mas esta Juventus foi completamente abafada pelo Benfica, eu diria, volto, nocaute. Depois conseguiu sair do tapete e tentar o milagre. Daí um grande match champions.
Quatro a três foi o resultado final. Resta saber, Gabriel Alves, a força da técnica a quem pertenceu. Desconfio que seja a um senhor que é baixinho por um lado, mas por outro lado joga muito alto e no alto da bancada teve o selecionador a olhar para ele.
Exatamente. Aquele calcanhar do Rafa é uma maravilha Porque essa é a maravilha das maravilhas, mas o chapéu que ele fez no golo a seguir é outra maravilha, talvez mais pequenina, mas são maravilhas todas juntas que fazem do Rafa hoje a estrela da noite.
E foi a estrela da noite. Resta saber se a técnica da força por algum lado chegou a este encontro ou se ele foi tão bom de Champions que nem sequer obrigou à brutalidade.
Não, eu acho que, por exemplo, em relação ao jogador Fredrik, a sua técnica da força é fundamental dentro daquilo que é o esquema do jogo do Benfica. Ter técnica da força não é andar ali a bater nos adversários. Não, é ter estofo para aguentar e dar solidez a espaços no jogo e poder aparecer sempre em alta noutros espaços mais adiantados, em termos de ataque, estando como futebolista de superioridade numérica, a atuar sem haver oscilações. Portanto, é um jogador de disciplina tática, é um jogador de concentração competitiva. Todo e qualquer treinador quer ter um jogador daqueles dentro do campo.
E Gabriel, antes de fecharmos, sendo que o Benfica carimbou já nesta quinta jornada a passagem à próxima fase da Liga dos Campeões e talvez de final, podemos ter um Benfica histórico este ano na Liga dos Campeões. Quão longe pode ir esta equipa de Roger Smith se as coisas correrem bem? É possível que chegue a algum sítio que nos surpreenda ou ainda não joga para isso a equipa do Benfica?
Essa é a curiosidade que o tempo no devir nos vai dar.
Vamos esperar por isso. Para já, o Benfica sabemos que tem a passagem carimbada à próxima fase da Liga dos Campeões e depois desta vitória por quatro bolas a três sobre a Juventus, já está feita a análise com o Gabriel Alves em mais um "A Força da Técnica". Um grande abraço, Gabriel Alves. Uma noite de Liga dos Campeões que jamais esqueceremos. O "A Força da Técnica" fica sempre disponível em podcast e o Gabriel junta-se a nós no "E o Campeão é" depois das 15h30. É sempre um gosto ouvi-lo, Gabriel. Um abraço. Até à próxima.
Um abraço. Boa noite.