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Segunda parte da "Guerra Traduzida" da Rádio Observador. Continuamos com o jornalista Vasco Maldonado Correia. Vasco, vamos falar agora dos destaques da imprensa russa e começamos com os jornais independentes. O Moscow Times traz uma previsão da evolução da economia russa e com maus sinais para o Kremlin.
Em 2026, mais guerras, crescimento mais lento e impostos mais altos é o título em destaque no Moscow Times. O jornal independente escreve que com o endurecimento das sanções ocidentais e com as demandas militares sobre o orçamento devido à guerra na Ucrânia, a mostrar poucos sinais de alívio, é provável que a Rússia passe de uma fase de arrefecimento controlado para uma estagnação completa da economia este ano, sendo improvável qualquer recuperação significativa antes de 2027. O entusiasmo inicial com gastos militares em tempos de guerra está agora a dissipar-se, no mínimo, de acordo com o Moscow Times, e os custos devem passar a ser suportados através de impostos mais elevados em 2026. Isto porque as receitas estão aquém do esperado devido à queda dos preços do petróleo e também à contínua pressão ocidental sobre as exportações energéticas da Rússia.
E olhamos agora para o Interfax, que dá destaque à Polónia, que vai assumir o comando naval permanente da NATO nos países bálticos.
Anúncio que foi feito pelo ministro da Defesa polaco nas redes sociais e que é aqui citado pelo Interfax, diz que janeiro marca o início de uma nova missão. Até 15 de agosto deste ano, os marinheiros polacos, como parte de um contingente militar, vão liderar um dos quatro grupos navais permanentes da NATO, chamado Escudo Antiminas. Vão ser responsáveis por garantir a segurança da navegação nas águas do norte da Europa e por reforçar a proteção de infraestruturas críticas. É uma notícia que o Interfax dá hoje destaque.
E já aqui falámos, Vasco, das trocas administrativas da Ucrânia. Esta é uma informação à qual a imprensa russa está também muito atenta.
Na Agência TASS é uma das notícias em destaque, o facto de Kyrylo Budanov ter aceitado o cargo para chefe de gabinete de Volodymyr Zelensky. A agência estatal dá mais destaque, no entanto, ao processo que levou a esta nomeação, claro, à saída do anterior chefe de gabinete. Lembra a Agência TASS que Andrii Yermak foi demitido depois de se ter visto envolvido num escândalo de corrupção, que atingiu também grande parte do governo ucraniano, e que a casa do antecessor de Budanov, Andrii Yermak, chegou mesmo a ser alvo de buscas no fim de novembro.
E Vasco, a Rússia queixa-se de um ataque ucraniano na região de Kherson.
De acordo com o representante russo, o ataque já fez quase 30 feridos e três mortos. A Rússia queixa-se de um ataque com drones no dia de Ano Novo, por parte da Ucrânia, contra um café e um hotel na vila de Corli, em Kherson. Garante que estava mais de uma centena de civis no local. Oito crianças foram levadas pro hospital com ferimentos.
E é assim que fechamos a "Guerra Traduzida", que está de regresso na próxima semana.