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Segunda parte da Guerra Traduzida na Rádio Observador. Falamos agora dos destaques da imprensa russa. O Kremlin recusa comentar a notícia sobre o alegado plano de paz elaborado pelos Estados Unidos e pela Rússia.
De acordo com Dmitry Peskov, o Kremlin não tem nada de novo para partilhar sobre esse assunto. Já aqui falámos também dele. Foi o que disse o porta-voz do Kremlin numa conferência de imprensa, citado pela agência TASS. Ainda de acordo com Axios, que afirma basear-se em fontes russas e norte-americanas, o plano aborda as garantias de segurança para a Ucrânia, a segurança na Europa e as relações entre Moscovo e Washington.
Seguimos com um alerta do director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica. Diz que os combates na Ucrânia representam o principal risco para a segurança nuclear global.
Rafael Grossi considera que o facto de ainda não ter havido um acidente não significa que não possa acontecer. Na verdade, o risco está a aumentar à medida que o conflito militar se intensifica. Grossi também sublinhou a importância de encontrar uma solução a longo prazo para arrefecer a água que é utilizada na central nuclear de Zaporíjia. Lembra que é de suma importância que um acidente nuclear seja evitado. Enquanto isso, mesmo com todos os seis reatores ainda em modo de desligamento a frio, é necessário encontrar uma solução.
Diana, o embaixador russo criticou a Polónia pelas acusações supostamente infundadas de sabotagem por parte da Federação Russa.
E que levaram, como dissemos há pouco, Filipa, ao encerramento do consulado russo em Gdansk. A Rússia diz que não tem interesse em realizar sabotagens na Polónia. No canal Rossiya 24, a diplomacia diz que não precisa disso, tem muitas coisas importantes para fazer, incluindo desenvolver relações com vários países que tenham uma mentalidade construtiva. Ora a Polónia, diz Moscovo, não está entre esses países há muito tempo. A Rússia acusa ainda a Polónia de fazer acusações infundadas, habitualmente contra Moscovo, sem apresentar provas, chama ainda a atenção para o facto de que todos os suspeitos de actos de sabotagem em território polaco serem cidadãos ucranianos. O diplomata afirmou que o sentimento russofóbico, como eles dizem, continua a crescer na Polónia, apoiado de uma histeria militar.
E fechamos com uma notícia do Moscow Times. O Reino Unido advertiu Vladimir Putin depois de ter sido detectado um navio russo em águas britânicas.
É a segunda vez este ano, Filipa. O Ministério da Defesa britânico, numa conferência de imprensa, diz que a mensagem à Rússia e a Putin é a seguinte: Londres está a ver e sabe o que estão a fazer. E se o Yantar, esse navio, se dirigir para sul esta semana, o Reino Unido está preparado para responder. De acordo com o Ministério da Defesa, o navio Yantar é uma embarcação utilizada para recolher informações e mapear cabos submarinos arrastando sensores atrás de si. A Marinha britânica mobilizou uma fragata, a HMS Somerset, e a Força Aérea destacou aeronaves para acompanhar os movimentos desta embarcação russa.
É o ponto final nesta edição de Guerra Traduzida com a jornalista Diana Rosa. Estamos de regresso amanhã.
Até amanhã.
Amanhã.