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Novo episódio da Guerra Traduzida com Laura Figueiredo, olhando agora também para o outro lado do conflito. Destaque para a imprensa russa, afinal, Moscovo continua a preparar o encontro entre Donald Trump e também Vladimir Putin.
Apesar da Cimeira de Budapeste ter sido cancelada e da Casa Branca ter afirmado que não há planos para o encontro entre o presidente norte-americano e o presidente russo, o Kremlin relata que as preparações para uma reunião entre os dois presidentes continuam. É o que avança a agência estatal TASS, que cita um conselheiro russo. Yuriy Ushakov acrescenta ainda assim que não há datas concretas para este encontro.
E o ministro dos Negócios Estrangeiros russo diz que Donald Trump mudou radicalmente de opinião quanto à paz na Ucrânia.
De acordo com o Moscow Times, Sergey Lavrov afirma que desde o encontro de Trump com Putin no Alasca, em agosto, a opinião do presidente norte-americano tem mudado radicalmente. O ministro russo acusa a União Europeia de andar a influenciar Donald Trump e lembra a promessa do presidente dos Estados Unidos de tentar alcançar uma paz de longo prazo, em vez de um cessar-fogo de curto prazo. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo acusa o que classifica como falcões europeus e o presidente ucraniano de exercerem uma pressão enorme e inacreditável sobre Washington para bloquear qualquer cooperação entre os Estados Unidos e a Rússia.
E Laura, Donald Trump considera que Putin devia estar a acabar com a guerra e não a testar mísseis.
Em causa está o anúncio feito ontem pelo Kremlin, que anunciou um teste bem-sucedido de um míssil cruzeiro com propulsão nuclear. Ora, o presidente dos Estados Unidos considerou este teste inoportuno e lembra que a guerra, que devia ter durado apenas uma semana, em breve vai entrar no quarto ano. Entretanto, de acordo com a Ria Novosti, o Kremlin garante que o teste do míssil foi feito em total conformidade com as obrigações internacionais. Um porta-voz russo acrescenta que não há nada neste míssil que deva prejudicar as relações com os Estados Unidos.
E o Kremlin diz que a Rússia está pronta para começar negociações com os Estados Unidos para evitar uma corrida ao armamento.
É o que avança o jornal Izvestia. De acordo com um diplomata russo, o Kremlin está interessado em alcançar um acordo com vínculo jurídico, mas acusa os Estados Unidos de adiarem constantemente o início das negociações para prevenir a tal corrida ao armamento. A Rússia aponta também o dedo à NATO, que acusa de promover o risco de confrontos entre potências nucleares.
E é o ponto final na Guerra Traduzida desta segunda-feira, dia 27 de outubro.