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Guerra traduzida na Rádio Observador, espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa. Hoje com o Martim Madeira e vamos começar pela imprensa ucraniana. Um ataque com mísseis contra a cidade de Kiev deixa 17 mortos e dezenas de feridos.
É a notícia em destaque nos jornais ucranianos. Um bombardeamento russo com mísseis balísticos e drones atingiu a capital durante a madrugada. Pelo menos 17 pessoas morreram e mais de 50 ficaram feridas, enquanto as equipes de resgate ainda procuram sobreviventes entre os escombros. O The New Voice of Ukraine relata que o ataque causou incêndios de grandes dimensões em várias zonas residenciais. Segundo também fontes diplomáticas citadas pela imprensa ucraniana, a Rússia está a tentar quebrar a resistência de Kiev através do que dizem ser terrorismo contra civis, numa altura em que as defesas aéreas ucranianas enfrentam uma escassez crítica de munições.
O antigo comandante-chefe e agora embaixador ucraniano no Reino Unido diz que a Ucrânia nunca vai conseguir entrar para a NATO.
Uma declaração de Valery Zaluzhny que está a causar um terramoto político, segundo o The Kyiv Independent, é o que escreve o jornal ucraniano. Zaluzhny diz mesmo que é impossível a Ucrânia aderir à NATO com o atual nível de desenvolvimento das Forças Armadas, que, segundo o embaixador ucraniano, ainda seguem doutrinas da Segunda Guerra Mundial. Já o The New Voice of Ukraine nota que o Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano já veio a público tentar acalmar a situação. Diz que as palavras foram tiradas do contexto e que o caminho pra NATO é irreversível e está na Constituição. Ainda assim, a notícia domina as discussões em Kiev com o Ukrainska Pravda a questionar se existe realmente uma alternativa viável à Aliança Atlântica para garantir a segurança do país.
E Martim, a Coreia do Norte envia mísseis e tropas para ajudar a Rússia na frente de combate.
O The New Voice of Ukraine e o The Kyiv Independent avançam os dados dos serviços de inteligência ucranianos, que confirmam o envio de uma unidade de mísseis balísticos da Coreia do Norte para a região russa de Voronezh, junto da fronteira. Esta unidade terá cerca de 90 militares, seis lançadores e 120 mísseis prontos a serem usados contra o território ucraniano. O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia já reagiu. O jornal The New Voice of Ukraine avisa que estas tropas norte-coreanas vão ser alvos legítimos assim que entrarem no conflito. Para Kiev, este é mais um sinal do eixo do mal que se está a formar para apoiar a invasão de Putin.
Ainda em destaque nos jornais ucranianos, uma antiga embaixadora ucraniana nos Estados Unidos foi acusada de corrupção.
O Ukrainska Pravda e o The New Voice of Ukraine dão um grande destaque ao caso de Olha Stefanishyna, a antiga embaixadora da Ucrânia em Washington, que foi demitida por Zelenskyy há apenas dois dias. Stefanishyna foi agora formalmente acusada pelas agências anticorrupção de enriquecimento ilícito. Segundo o The New Voice of Ukraine, a antiga diplomata afirma que não tem nada a esconder e que vai defender a honra em tribunal. No entanto, este caso é visto pela imprensa ucraniana como um momento sensível, dado que Stefanishyna ocupava um dos cargos mais importantes para manter o apoio militar dos Estados Unidos.
Martim, mísseis russos destroem centros logísticos de grandes marcas internacionais.
Os últimos ataques russos destruíram armazéns gigantes da Toyota, da Puma e da retalhista de moda Intertop. Mas o maior golpe foi contra Rozetka, o maior gigante de e-commerce da Ucrânia, que viu o principal centro logístico em Brovary ser destruído por três mísseis balísticos. O coproprietário da empresa disse ao The New Voice of Ukraine que este foi o maior prejuízo de sempre da empresa. Já o Ukrainska Pravda sublinha que estes ataques não visaram alvos militares, mas têm como objetivo estrangular a economia e o abastecimento básico da população ucraniana.
Está feita a guerra traduzida, versão Ucrânia. Voltamos já a seguir com os destaques da imprensa russa.