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É a Guerra Traduzida na Rádio Observador, em que trazemos como é habitual, os destaques da imprensa russa e ucraniana. Conosco está a jornalista Diana Rosa, como é habitual. Boa tarde, Diana.
Boa tarde, Luís.
E hoje começamos com a imprensa ucraniana. A entrada da Coreia do Norte nesta guerra é uma preocupação crescente e que está em destaque em todos os jornais.
É verdade, todos os jornais. O The Independent publica um artigo em que pode ler-se que os Estados Unidos devem considerar uma ameaça direta caso os militares da Coreia do Norte pisem território ucraniano. É o que afirma o presidente da Comissão dos Serviços Secretos do Congresso Norte-Americano. Mike Turner, representante do Partido Republicano na Câmara dos Representantes, pede a Joe Biden para que deixe claro que a adesão de Pyongyang a esta invasão em larga escala por parte de Moscovo é uma linha vermelha para os Estados Unidos. Isto acontece numa altura em que o governo norte-americano diz ter provas de que há milhares de militares na Rússia a receberem treino. Também o presidente ucraniano garante que estão duas brigadas com pelo menos seis mil soldados na Rússia, soldados da Coreia do Norte. Para Mike Turner, é claro, se as tropas norte-coreanas invadirem o território soberano da Ucrânia, os Estados Unidos devem considerar seriamente uma ação militar direta contra o exército da Coreia do Norte. É um repto que deixa, de resto, a Joe Biden, mas também a Kamala Harris.
E Diana, a China desconhece se as tropas norte-coreanas estão na Rússia a preparar-se para lutar na Ucrânia.
Não tem conhecimento de nada. É o que afirma o porta-voz do Ministério Chinês dos Negócios Estrangeiros. O responsável reforça que a posição da China sobre a crise ucraniana tem sido consistente e clara. Pequim espera, por isso, que todas as partes promovam uma redução da tensão no conflito e se comprometam com uma solução política. Certo é que nesta semana, de acordo com os serviços secretos ucranianos, já há oficiais norte-coreanos nos territórios ocupados do leste da Ucrânia. Falamos ali da região do Donbass e do Donetsk. A Coreia do Norte nega estes relatos e a Coreia do Sul garante que Pyongyang enviou pilotos capazes de conduzir aviões de guerra russos para se juntar precisamente à guerra na Ucrânia.
E falamos ainda, Diana, da adesão da Ucrânia à NATO. Há pelo menos sete países que, de acordo com a imprensa internacional, estão a travar esse processo.
É o que garantem fontes da NATO e do governo norte-americano. Falamos de países como a Hungria, isso já sabíamos, também a Eslováquia, Bélgica, Eslovénia ou Espanha, aqui alguns exemplos. A Ucrânia já soube do assunto, já ouviu, não gostou. O porta-voz do presidente ucraniano, citado pela RBC, diz que esses rumores só beneficiam aqueles que procuram criar uma falsa impressão de que a adesão da Ucrânia não tem um apoio amplo entre os membros da NATO. O governo ucraniano quer, de resto, continuar a trabalhar com aqueles que ainda não apoiam a adesão. A principal preocupação dos países do Ocidente será que a Ucrânia os arraste para uma guerra com a Rússia. É uma notícia que está, entre outros jornais, no Kyiv Post.
E no terreno, a travessia ucraniana sobre o rio Oskol, em Kharkiv, foi destruída pelas tropas russas.
O objetivo é privar Kiev de ter acesso às rotas de abastecimento. O Ministério da Defesa da Rússia publicou hoje um vídeo de 11 segundos onde se vê a destruição da ponte. O governo ucraniano confirma, diz que a Rússia conseguiu o objetivo que queria pelas piores razões.
E foram estes os destaques da imprensa ucraniana. Voltamos já a seguir com o que dizem os jornais russos.