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Guerra Traduzida, especial Conflito no Médio Oriente. A edição de hoje é com o jornalista Rui Casa Nova. Eu sou a Teresa Freire. Começamos com a Assembleia Geral das Nações Unidas. A guerra entre os Estados Unidos e Irão vai ser um dos temas em cima da mesa e por isso está hoje em destaque na imprensa internacional.

Sim, Teresa, e no dia em que começa esta Assembleia Geral, há novidades sobre o estreito de Ormuz. O Irão pode reabrir esta rota marítima dentro de sete dias, isto se os Estados Unidos aliviarem a pressão militar na região e levantarem o bloqueio aos portos militares iranianos. É o que avança a agência Reuters, que adianta que a delegação do Irão, que vai participar na Assembleia Geral da ONU, tem também autoridade máxima para restabelecer a via diplomática com os Estados Unidos. Do lado da Casa Branca, ainda não há reação oficial a estas notícias, veiculadas nas últimas horas pela agência Reuters.

Também no âmbito da Assembleia Geral da ONU, o presidente do Irão afirma que vai defender as posições de Teerão.

Declarações de Masoud Pezeshkian nas últimas horas, antes de partir para Nova Iorque, onde vai decorrer esta cimeira internacional de líderes. O presidente iraniano criticou o fato de esta reunião decorrer sob o tema da confiança, isto enquanto os princípios do direito internacional e os direitos das nações estarem a ser desrespeitados, devido ao poder político, militar e económico exercido por certos Estados. São declarações do presidente do Irão. Afirma ainda que esta Assembleia Geral da ONU oferece uma plataforma para demonstrar tanto a força do Irão como as dificuldades enfrentadas diariamente pelo povo iraniano, face aos ataques constantes dos Estados Unidos. Esta é uma notícia em destaque a esta hora na agência estatal iraniana IRNA, que cita assim estas declarações de Masoud Pezeshkian, presidente do Irão.

O embaixador de França nas Nações Unidas exige aos houthis que interrompam imediatamente a escalada militar e se comprometam seriamente com as negociações de paz.

Jérôme Bonnafont descreve a expansão militar dos houthis no Iémen contra a Arábia Saudita e contra a navegação no estreito de Bab al-Mandab como uma situação inaceitável. São declarações do embaixador de França nas Nações Unidas, em entrevista ao site de notícias Arab News. É, de resto, a notícia que faz manchete a esta hora no site online. Afirma que a opção militar não é uma opção e desafiar a autoridade de um governo legítimo por meio do uso de armas não é uma opção aceitável. O embaixador francês nas Nações Unidas exige aos houthis que cessem esta escalada do conflito e se comprometam seriamente com as negociações de paz e com a reconciliação internacional. Insiste Jérôme Bonnafont que a diplomacia com o Irão deve continuar, apesar do aumento das tensões no estreito de Ormuz.

Em Israel, um homem foi condenado a quatro anos de prisão por espionagem a favor do Irão.

Falamos de Fares Abu Al-Hija, tem 32 anos, é natural de uma pequena cidade do norte de Israel. Foi agora condenado pelo Tribunal Distrital de Haifa a uma pena de quatro anos de prisão. Em causa, as acusações de trabalhar como espião para o Irão entre outubro de 2025 e janeiro de 2026. De acordo com a Justiça israelita, este homem chegou a gravar uma conversa perto da casa do ex-ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant. O tribunal destaca que não tinha antecedentes criminais e que em tribunal se mostrou arrependido. Ainda assim, este julgamento culminou na condenação por quatro anos de prisão por espionagem a favor do Irão. É uma notícia em destaque no site Times of Israel.

Termina assim mais uma Guerra Traduzida, especial Irão. Hoje com Rui Casa Nova. Voltamos amanhã com uma nova revista de imprensa.