Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Vamos falar sobre o que vem, quais são os destaques da imprensa russa. Temos conosco o jornalista André Maia. André, vamos começar esta revista de imprensa pelos jornais russos com um jornal estatal, o Izvestia, que escreve que a Ucrânia está prestes a interromper as negociações de paz e vai, sim, investir em mais ataques.

Exatamente. E a primeira questão que o jornal faz é: a mando de quem? A mando de quem é que a Ucrânia está a investir nestes ataques? Diz o jornal que Kiev está a intensificar os ataques, principalmente às fábricas nucleares, também aos portos, às cidades russas. E depois deixa também uma pergunta: como é que Moscou também está pronto para responder a estas provocações? Há aqui alguns dados, que é preciso também fazer um pouco o fact check. No fim de semana, realmente as Forças de Defesa Russas abateram vários drones, principalmente junto a Kursk, que também é o porto de Ust-Luga, que foram atacados. Kiev lançou vários ataques também a alvos civis. Há aqui um aumento do número de ataques, é o que dizem as Forças Armadas Russas. Diz que as Forças Armadas Ucranianas aumentaram de 300 para 430 os ataques por dia. É o que foi dito pelo embaixador do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, relativo a crimes cometidos pelo regime de Kiev, é o que diz o jornal Izvestia. Agora, há aqui um motivo para isso.

E qual é, André?

Que é supostamente a cimeira entre Trump e Putin será o que está a levar a Ucrânia a aumentar o número de ataques. O jornal Izvestia diz que antes da cimeira no Alasca, havia os tais 300 ataques por dia, desde aí o número aumentou para 400, e diz também o Izvestia que às vezes os ataques aumentam para 420 a 430 ataques por dia. Diz também que houve mais baixas por causa do aumento do número de ataques massivos com drones. Diz que cerca de 90% das vítimas são vítimas de drones. Enquanto isso, diz o jornal Izvestia, Kiev demonstra completamente sua relutância em fazer as concessões territoriais, de que já falamos também no episódio ucraniano da "Guerra Traduzida". E diz também que no dia de ontem, declarou que a Ucrânia nunca mais vai ser forçada à vergonha que os russos chamam de compromisso. Isto é uma citação de Volodymyr Zelensky. É um artigo também muito extenso, que mostra então o porquê de, no entender do Izvestia, a Ucrânia não estar muito interessada em negociações de paz, mas sim em querer aumentar os ataques.

Vamos avançar, falar sobre a Agência TASS, até porque hoje é notícia que um militar ucraniano foi processado por ter participado num bloqueio na Rússia.

Exatamente. Falamos de Ivan Sharutin, que terá cruzado ilegalmente a fronteira entre a Ucrânia e a Rússia, ou seja, invadido o território da Federação Russa, é assim que escreve a Agência TASS, e que depois terá disparado contra vários objetos civis e também a tentativa de ter disparado sobre alguns civis no distrito de Sudzhansky, na região de Kursk. Foi aberta uma investigação pelo Comitê de Investigação, foi aberto um processo criminal contra este militar ucraniano, sendo que este militar ucraniano também, pelo que diz a Agência TASS, terá usado a ajuda de alguns militares da Federação Russa. Ele terá feito esta viagem com militares das Forças Armadas da Rússia, num veículo de combate, precisamente, dos russos. Terá cruzado depois a fronteira do Estado e, lá está, aqui entre aspas, invadido o território da Rússia. Nesta vila onde depois acabou por sair, acabou por, no entender do Comitê de Investigação, ter tentado disparar sobre algumas pessoas, disparou contra instalações de infraestrutura civil e diz também que houve mesmo um disparo que atingiu uma pessoa e que até, naquilo que é o depoimento no processo, terá criado risco de morte para as pessoas, impedindo que pudessem fugir. Como resultado deste crime, vai ser então processado. Isto está entregue ao Comitê de Investigação, também ao gabinete das Forças Armadas da Federação Russa para investigar aquilo que aconteceu, mas é algo estranho falarmos aqui de um processo a alguém que invadiu o território da Rússia quando o que está em causa é precisamente uma invasão.

Não deixa de ser um dos destaques precisamente da imprensa russa. André, por último, vamos ao jornal TSN. A notícia mais lida do dia aponta que o encontro entre Zelensky e Putin está em risco de não acontecer.

Exatamente, é o que diz o jornal, que cita declarações do próprio Volodymyr Zelensky, diz que os russos estão a fazer de tudo para impedir que as negociações aconteçam. Há muitas citações relativas a Zelensky. Zelensky classificou a visita a Washington no dia 18 de agosto como historicamente significativa, em particular durante a reunião. Diz que no encontro foram discutidos vários formatos, sendo que há aqui uma particularidade muito interessante. Diz que houve vários encontros entre Putin e o ditador ucraniano, a forma como se dirigem a Zelensky. De resto, aquilo que diz o jornal TSN é que Zelensky acredita que seria preferível realizar primeiro uma reunião trilateral. No entanto, se o presidente americano insistir em manter conversas entre os líderes da Ucrânia e da Rússia, diz que estão prontos também para fazer uma reunião apenas bilateral, seguida da tal trilateral também com Donald Trump. De resto, de acordo com o jornal, se Moscou recusar a diplomacia, vão ser necessários pacotes de sanções. Resta esperar, porque já andamos há muitos dias a falar nisto, se vai haver reunião, se não vai haver reunião. Por enquanto, ainda não há nenhuma informação sobre isso.

Esperamos também por novos desenvolvimentos que podem chegar amanhã, quem sabe. Para já, ponto final em mais uma edição da "Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Nós voltamos amanhã com mais destaques da imprensa russa e também da imprensa ucraniana.