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Começa agora mais uma edição da Guerra Traduzida, edição especial para acompanhar o conflito no Irão. A edição de hoje é da jornalista Teresa Freire. Teresa, começamos com as mais recentes declarações de Marco Rubio, o secretário de Estado norte-americano afirma que houve algum avanço nas negociações com o Irão.

Fala num ligeiro progresso no sentido de um acordo com Teerão, mas admite que não quer exagerar. Marco Rubio está hoje presente numa reunião da NATO que decorre na Suécia. Numa conferência de imprensa, o secretário de Estado explica que os princípios fundamentais permanecem os mesmos, o Irão nunca poderá ter uma arma nuclear. Falou ainda da questão do urânio enriquecido e também da resolução dos Estados Unidos e do Bahrain, que foi apresentada no Conselho de Segurança das Nações Unidas e que obriga o Irão a abrir o estreito de Ormuz e parar os ataques na região. O secretário de Estado norte-americano diz que há países a querer vetar a proposta.

Declarações que surgem, Teresa, depois de o Irão ter conversado com Oman sobre a possibilidade de os dois partilharem os lucros com as portagens do estreito de Ormuz.

O The New York Times avança que o plano poderá incluir uma partilha das receitas com este país, aliado dos Estados Unidos no Golfo. De acordo com as fontes citadas pelo jornal, nas conversações está um eventual pagamento de serviços prestados às embarcações em trânsito e não à imposição de portagens pela simples passagem no estreito. Inicialmente, Oman terá rejeitado a ideia de cooperar com Teerão nesta matéria. No entanto, segundo os responsáveis iranianos citados pelo The New York Times, Muscat passou, entretanto, a encarar este projeto como potencialmente vantajoso do ponto de vista económico e mostrou abertura para discutir a proposta com outros países do Golfo e com os Estados Unidos.

E os Estados Unidos precisamente explicam que a suspensão da venda de armas a Taiwan está relacionada com a guerra no Irão.

O secretário da Marinha norte-americano confirmou que Washington suspendeu uma venda de armamento a Taiwan no valor de 14 mil milhões de dólares para garantir o abastecimento de munições no conflito com Teerão. Durante uma audiência no Senado, o secretário explica que a medida responde à necessidade de garantir reservas suficientes de mísseis intercetores para a Operação Fúria Épica.

E ainda nos Estados Unidos, republicanos da Câmara dos Representantes conseguiram adiar a votação de uma proposta dos democratas que, caso fosse aprovada, poderia levar Donald Trump a ter de acabar com a guerra no Irão.

A Câmara dos Representantes tinha previsto votar uma resolução apresentada ao abrigo da Lei dos Poderes de Guerra. No entanto, perante a possibilidade de não reunirem votos suficientes para chumbar a proposta dos democratas, os líderes republicanos optaram por adiar a votação para junho. Uma situação semelhante está a decorrer no Senado, onde na Câmara Alta do Congresso, os republicanos estão a procurar garantir apoio suficiente para bloquear outra resolução do mesmo tipo.

Vamos ainda à imprensa do Médio Oriente. O The Times of Israel avança que o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros esteve reunido com o ministro da Administração Interna do Paquistão.

O encontro decorreu em Teerão com o objetivo de debater propostas para pôr fim ao conflito entre os Estados Unidos e o Irão. De acordo com as agências Tasnim e IRNA, o encontro acontece dois dias depois do ministro paquistanês ter entregue às autoridades iranianas uma nova mensagem dos Estados Unidos relacionada com as negociações que estão em curso. A IRNA explica que o governante paquistanês está a desempenhar um papel de mediação entre as partes com o objetivo de alcançar um entendimento que permita terminar com a guerra.

E antes deste encontro, a Al Jazeera adiantou que o Irão e os Estados Unidos estão a preparar um esboço de uma proposta para a paz.

A fonte que a Al Jazeera cita explica que os enviados especiais dos dois países estão a trabalhar indiretamente, estão a trocar propostas para estabelecer uma estrutura formal de acordo. Por esta altura, fala-se de divergências reduzidas, mas não as suficientes para alcançar um acordo. À Reuters, um alto responsável iraniano explica que os pontos de divergência estão relacionados com o controle do estreito de Ormuz e com o urânio enriquecido.

E a Guarda Revolucionária do Irão avança que nas últimas 24 horas passaram pelo estreito de Ormuz 35 navios.

A informação consta de um comunicado da Marinha da Guarda Revolucionária. Entre os 35 navios, há petroleiros e navios porta-contentores. As autoridades garantem que estes movimentos ocorreram com autorização e em coordenação com a Marinha.

Entretanto, Israel voltou a atacar o sul do Líbano. A Agência Nacional de Notícias do país confirma até ao momento seis mortos.

Entre as seis vítimas mortais, está uma menina e dois paramédicos. Há ainda registo de mais seis pessoas feridas, incluindo três paramédicos e uma mulher. Mas antes deste ataque com drones, houve um outro. Primeiro morreu um motociclista e depois um novo bombardeamento ocorreu quando as equipes de socorro tentavam retirar esta vítima do local. Um dos paramédicos acabou por morrer e os outros três foram levados para o hospital porque também ficaram feridos.

Fica por aqui mais uma edição da Guerra Traduzida do Irão. Desta vez contou com a edição da jornalista Teresa Freire. A Guerra Traduzida está de regresso na próxima semana.