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Às notícias É o jornal das 18h, com José Rafael Lopes. José, começamos com as acampadas sobre a habitação. Um grupo de representantes da sociedade civil deixou um apelo para a realização de uma reunião entre manifestantes, autarquias e comerciantes.
São eles Teresa Violante, Luís Aguiar Conraria, Susana Peralta, Ana Martins Gomes, João Paulo Batalha e Ricardo Sá Fernandes. Pedem que se respeite a decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa, direcionado não só à Câmara Municipal de Lisboa, mas também ao movimento da acampada. Na carta, apelam a que não se comece qualquer remoção, sem que a compatibilização tenha sido efetivamente tentada e, caso se revele inviável, que seja disponibilizada a localização alternativa que o tribunal previu. Na Rádio Observador, a economista e uma das assinantes desta carta, Susana Peralta, apela à capacidade de criar consensos. Isto sobre a questão entre os protestos pela habitação e a instalação do mercado natal no Rossio.
Não é por mudar do Rossio para outra praça que tenha a mesma centralidade e o mesmo simbolismo, que as manifestações perdem o seu simbolismo e a sua força política e que, de resto, o mercado natal também não é eterno. Portanto, é aqui um bocadinho de apelar à capacidade negocial de ambas as partes para se sentarem. Aliás, das três partes, também da Associação de Comerciantes de Lisboa, para se sentarem e encontrarem uma solução que proteja os direitos de toda a gente, para permitir o mercado natal. E realmente o país não vai fechar depois do Natal, portanto, cá estaremos para o que vai seguir.
Susana Peralta, economista e uma das assinantes desta carta, em declarações na Rádio Observador. Relativamente ao Porto, o grupo considera que existe margem para encontrar uma localização para a pista de gelo prevista para a Praça Dom João I, que não interfira com o protesto. Pedem aos manifestantes também que aceitem o convite da Câmara Municipal do Porto para uma reunião.
E a União das Associações do Comércio e Serviços quer respostas concretas para responder ao impasse entre a Câmara Municipal de Lisboa e os protestos pela habitação.
Um impasse provocado pela instalação do mercado natal no Rossio, que a autarquia argumenta ter preponderância sobre o protesto pela habitação. Na Rádio Observador, o vice-presidente da União das Associações do Comércio e Serviços, Jorge Nuno Sá, pede que sejam salvaguardados os direitos de quem contribui diariamente para a economia e para a vida da cidade e, por isso, pede mais consideração à acampada de Lisboa.
É preciso haver um equilíbrio para que esta acampada, defendendo um direito, não prejudique o direito de muitos outros e traga miséria e dificuldades a muitos que podem cair em situações de desemprego e de absoluta insolvência econômica. Estamos a falar de pequenas, médias, microempresas de raiz familiar, com muitos anos, que depois isso repercute. São milhares de trabalhadores nesta circunstância. Isto sim, devia preocupar também os manifestantes e terem este fator em consideração.
Jorge Nuno Sá, vice-presidente da União das Associações do Comércio e Serviços, que diz que os comerciantes da Baixa de Lisboa estão a enfrentar dificuldades acrescidas. Sem apresentar números concretos, fala em quebras de faturação acima de 30%.
Carlos Moedas insiste na instalação do mercado de Natal na Praça Rossio e dá três alternativas à acampada de Lisboa.
O despacho assinado pelo presidente da Câmara de Lisboa aponta aos manifestantes o Largo de São Domingos, a Praça do Martim Moniz ou os Restauradores como palco para a continuação dos protestos. A decisão baseia-se num parecer da PSP, que não vê forma de conciliar o mercado natal e os protestos pela habitação no Rossio. As autoridades dizem que o mercado tem preponderância face à manifestação. A defesa de Renata Cambra avançou com uma providência cautelar para suspender a decisão do autarca lisboeta.
Seguimos com as notícias. O secretário-geral do PS quer explicações do governo sobre as duas mortes no Algarve por alegada falta de assistência médica.
José Luís Carneiro disse estar preocupado com os relatos que chegam do Hospital de Portimão, onde pelo menos duas pessoas morreram, alegadamente enquanto esperavam por assistência médica. O líder do PS diz que há uma clara falta de médicos nas urgências de Portimão e que o Executivo tem explicações a dar, sobretudo às famílias.
Tivemos notícia que morreram dois cidadãos no Hospital de Portimão, no Algarve, por falta de assistência médica e por falta de funcionamento das urgências hospitalares. E eu entendo que o primeiro-ministro tem o dever de explicar publicamente o que é que se passou para termos tido duas mortes por falta de assistência médica naquele hospital de Portimão. O senhor presidente da Câmara Municipal de Portimão, com quem já pude falar, pôde transmitir-me que as informações que tem são muito preocupantes, porque está havendo uma falta de médicos na urgência. As pessoas esperam horas e horas por assistência médica e temos a notícia de duas mortes para as quais é preciso uma explicação, que é devida às famílias.
José Luís Carneiro, em Vila Nova de Gaia. Em causa estão dois casos, um doente que terá estado cerca de 24 horas sem observação médica e que acabou por morrer, que se junta à morte de um homem de 87 anos que esteve alegadamente 12 horas à espera de atendimento médico. Já hoje, o presidente da Câmara Municipal de Portimão pediu que estas denúncias sejam levadas muito a sério.
E na Madeira, os voos marcados para hoje estão a ser cancelados e desviados devido aos efeitos da depressão Bruna.
Que começa a atingir o país e vai trazer chuva e mau tempo nos próximos dias. O arquipélago da Madeira está com aviso amarelo do IPMA e durante a manhã o nevoeiro já condicionou a chegada de aviões à ilha. Apenas oito voos aterraram no aeroporto da Madeira. A partir das 18h, o arquipélago está já em aviso laranja, que se vai prolongar até à meia-noite, devido ao mau tempo ligado a esta depressão Bruna, que vai passar por Portugal nos próximos dias. Até às 11h30 já tinham sido cancelados cerca de 13 chegadas e 11 partidas, devido ao vento e à chuva previstos para o fim do dia de hoje. A agitação marítima também vai piorar devido à passagem da depressão Bruna.
E na Polónia, um ataque na praça principal de Cracóvia provocou pelo menos seis mortos e mais de uma dezena de feridos.
O número foi revisto em alta na última hora, devido ao ataque de um atirador que disparou sobre civis na praça central da segunda maior cidade da Polónia. Entre os feridos estão também agentes da autoridade. O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, já confirmou que o caso está a ser investigado. A TVN24 confirma que o atirador foi detido pela polícia no local. Depois de ter sido alvejado, foi transportado para o hospital para receber acompanhamento médico. De acordo com os testemunhos recolhidos pela imprensa local, algumas das pessoas conseguiram barricar-se dentro de lojas antes da polícia chegar. O suspeito agiu sozinho, estava vestido com roupa militar e as autoridades conseguiram apreender várias armas e munições do carro que foi utilizado. A identidade deste atirador ainda é desconhecida.
E no desporto, o Benfica joga amanhã contra o Estrela da Amadora. Marco Silva diz que é necessário gestão, mas que isso não vai servir de desculpa.
O encontro está marcado para as 20h30, na Amadora. O Benfica está numa série de sete vitórias seguidas em todas as competições. Em conferência de imprensa, Marco Silva admite que jogar na Amadora é complicado e que há alguma fadiga devido ao calendário apertado de jogos.
Em sete dias jogar três jogos e será o que teremos pela frente. Tentamos não sobrecarregar alguns jogadores, dentro das posições que conseguimos fazer isso mesmo. E temos vindo a fazê-lo de uma forma que tem sido possível e esperamos que a equipa esteja fresca o suficiente para amanhã dar a resposta que temos que dar, que é lutar pelos três pontos, vencer mais um jogo, sabendo nós que será muito difícil. Uma equipa que é aguerrida, que quer disputar o jogo, joga em casa, naturalmente, também terá o apoio dos seus adeptos e quer dar uma excelente resposta.
Marco Silva antes do jogo com o Estrela da Amadora. Do outro lado, Pepa admite que o jogo vai ser complicado para a equipa da casa.
O que queremos mesmo é desfrutar do jogo, competir e agarrarmo-nos àquilo que controlamos. Pela frente, uma equipa, em um jogo, temos tempo depois para dissecar e falar sobre o Benfica, que é muito fácil até de identificar e perceber as diferenças que tem em relação ao passado, sendo que o passado para aqui pouco interessa. O que interessa realmente é o presente. E a verdade é que o Benfica está muito bem, está muito forte, com muitas opções.
O jogo está marcado para amanhã. Arranca quando forem 20h30 da noite. Há relato e análises aqui na Rádio Observador.
Já o Futebol Clube do Porto visita amanhã Guimarães e Francesco Farioli quer somar a décima vitória consecutiva para o campeonato frente ao Vitória.
O jogo começa às 18h. O Futebol Clube do Porto ainda não sabe o que é perder, mas o treinador dos azuis e brancos não quer falar sobre os resultados do passado. Francesco Farioli prefere manter o ritmo e seguir em frente.
Sinto que o jogo de há uma semana no Estoril parece que foi há dois meses e o jogo contra o Nápoles, que foi há três dias, parece que foi há um mês. Isto tem a ver com a forma de pensar, o estado de espírito, chamem-lhe o que quiserem. É preciso, depois do jogo, arquivar e deitar no lixo o que fizemos, porque temos que seguir em frente. E esta, para mim, é a única forma que conheço de manter este ritmo, que é tão exigente para todos.
O treinador do Futebol Clube do Porto, Francesco Farioli, em conferência de imprensa para o jogo de amanhã. Do lado do Vitória, Tiago Margarido diz que a equipa do Vitória até conhece a forma de jogar do Futebol Clube do Porto e que o jogo está a ser bem preparado.
A forma de jogar do Porto é uma forma de jogar bem padronizada, facilmente identificável, mas muito difícil de contrariar. Posso confessar que preparamos algumas formas de defender diferentes durante o jogo para criar desadaptação à forma que o Porto tenta explorar aquilo que tem pela frente, sabendo de antemão que são muito fortes a fazê-lo e tentaremos contrariar dessa forma. Depois também temos a outra parte, que é a nossa parte ofensiva. Vamos tentar ser fiéis àquilo que temos feito até então, obviamente, com outro ponto estratégico para aproveitar a forma como o Porto pressiona.
As palavras de Tiago Margarido, treinador do Vitória, antes do jogo de amanhã frente ao Futebol Clube do Porto, que começa às 18h, vai ter relato e análise aqui na Rádio Observador.
E ao ponto final no jornal das 18h, com edição de José Rafael Lopes. Eu, Rita Camarnê, estou de saída. Até amanhã, José. Tu voltas às 18h30. A emissão segue com Vicente Figueira.