Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
"Guerra Traduzida", dia 31 de março. Vamos olhar para a imprensa da Ucrânia. É o trabalho do jornalista Rui Casanova, como sempre, em colaboração com a Tânia Odynyk. E Rui, a Ucrânia assinala esta sexta-feira um ano da libertação de Bucha, uma efeméride em destaque em toda a imprensa ucraniana.
A Ucrânia assinala um ano da libertação desta cidade, que esteve sob a ocupação russa durante 33 dias no ano passado e onde foram descobertos corpos de civis nas ruas e nas últimas horas Zelensky lembrou isso mesmo e passo a citar: "Nunca perdoaremos". É o que afirma o presidente ucraniano sobre a ocupação russa de Bucha. Zelensky, no habitual discurso diário, lembra este massacre. Fala em 33 dias de ocupação com mais de 1400 mortes, incluindo 37 crianças. Lembra Zelensky que mais de 175 pessoas foram encontradas em valas comuns e em câmaras de tortura nesta cidade. O presidente ucraniano destaca que já se passaram também 365 dias desde que Bucha voltou a ser uma cidade ucraniana livre, um símbolo das atrocidades do exército russo. "Jamais perdoaremos e puniremos todos os culpados", garantia do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. São declarações em destaque a esta hora em toda a imprensa ucraniana, um ano desde a libertação de Bucha.
E as autoridades da Ucrânia fizeram as contas e apontam para 9 mil crimes de guerra em Bucha.
Sim, durante a ocupação, os militares russos cometeram mais de 9 mil crimes de guerra nesta cidade da região de Kiev. Se fizermos as contas, dá cerca de 270 crimes por dia, durante os tais 33 dias de ocupação russa. São dados do Procurador-Geral da Ucrânia, aqui citado pelo jornal Pravda, que garante que as autoridades não vão descansar até que todos os autores destes crimes de guerra sejam devidamente punidos e condenados pela Justiça ucraniana.
E Rui, tudo isto aconteceu há um ano. Um ano depois, a guerra continua. Ainda na última noite houve ataques em várias cidades ucranianas.
Sim, durante a última madrugada, os russos atacaram Zaporizhzhia, Kramatorsk e Kharkiv. As autoridades ucranianas falam no disparo de mísseis e também no uso de drones nas últimas horas. É uma notícia em destaque também no jornal ucraniano Pravda. As informações sobre danos e possíveis vítimas ainda estão a ser apuradas. Contamos detalhar melhor esta notícia aqui ao longo desta tarde na Rádio Observador.
Vamos fechar este episódio com desporto. Atletas ucranianos não vão poder participar na qualificação para os Jogos Olímpicos se tiverem de competir contra russos, Rui.
Sim, é uma espécie de boicote, uma polêmica que está a marcar a atualidade neste momento, no que diz respeito a este conflito entre Rússia e Ucrânia. Ora, o ministro do Conselho de Ministros ucraniano anunciou, em declarações a uma televisão ucraniana, que foi tomada uma decisão protocolar, é a expressão utilizada, de impedir os atletas ucranianos de participar na fase de qualificação para os Jogos Olímpicos do próximo ano, que se realizam em Paris, isto se tiverem de competir contra cidadãos russos. A decisão surge depois de uma proposta do ministro do Desporto, que também é presidente do Comitê Olímpico da Ucrânia. As federações ucranianas que ignorem a decisão podem mesmo vir a ser sancionadas. Esta poderá ser, de resto, uma resposta à recomendação do Comitê Executivo do Comitê Olímpico Internacional, que pretende que os desportistas russos e bielorrussos sejam incluídos a título individual nas competições globais sob bandeira neutra. Portanto, também aqui a guerra a chegar aos Jogos Olímpicos de 2024.
E é desta forma que fechamos mais um episódio de Guerra Traduzida com Rui Casanova, em colaboração com a Tânia Odynyk. Estamos de regresso na próxima semana.