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Segunda parte da Guerra Traduzida, ainda com a jornalista Diana Rosa e o que diz a imprensa ucraniana. Diana, a União Europeia aprovou o 17º pacote de sanções contra a Rússia.
Foi o que fez saber hoje a alta representante da União Europeia para os negócios estrangeiros. As novas sanções foram aprovadas esta manhã pelos ministros europeus em Bruxelas. Na origem destas sanções estão quase 200 navios da frota-sombra de petroleiros da Rússia, assim como ameaças híbridas e também o desrespeito pelos direitos humanos por parte de Moscovo. Kaja Kallas garantiu que quanto mais a Rússia apostar na guerra, mais dura vai ser a resposta europeia. Precisamente em resposta, o vice-presidente do Comitê de Política Econômica da Duma Estatal, o parlamento russo, diz que as sanções contra a Rússia são uma ferramenta de complacência para a União Europeia. O deputado sublinha que os países que enfrentaram políticas de sanções de outros Estados responderam a essas medidas de forma adequada, ou seja, introduziram contra sanções de forma proporcional, ou então adaptaram-se construindo um novo sistema econômico de interação com os demais participantes na economia global.
E tal como o Zelensky, a Alemanha acusou hoje Vladimir Putin de brincar com o tempo sem qualquer intenção de chegar a um cessar-fogo na Ucrânia.
E é uma acusação, como falávamos há pouco, do ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, diz que as conversas de ontem entre Putin e o presidente norte-americano confirmaram mais uma vez que o lado russo fala muito, mas até agora não há provas de que as intenções de Moscovo sejam verdadeiras e construtivas. Em declarações aos jornalistas, à chegada ao Conselho de Ministros da Defesa da União Europeia, o governante alemão afirmou que Putin continua a não estar disposto a fazer concessões e só fala de um cessar-fogo nos seus termos.
E a maioria dos norte-americanos defende mais sanções à Rússia caso Putin não negoceie a paz na Ucrânia.
São mais de 60%, para sermos precisos, os norte-americanos que acreditam que o presidente russo está a travar as negociações de paz e defendem mesmo o envio de mais pacotes de armamento para a Ucrânia, assim como sanções adicionais se a Rússia se recusar a negociar esse acordo, é o que escreve o "Keev Independent", que cita aqui um estudo norte-americano divulgado ontem. Apenas 34% dos entrevistados acreditam que Putin quer genuinamente acabar com a guerra. Por outro lado, 62% acreditam que o presidente ucraniano tem precisamente essa intenção. Além disso, 62% dos inquiridos, para eles, a administração Trump deve continuar a fornecer armas à Ucrânia e impor mais sanções econômicas à Rússia. E ainda 38% que têm uma opinião contrária. Os resultados desta sondagem foram divulgados pouco depois, ontem, do telefonema de duas horas entre Trump e Putin. Um telefonema que seguiu de uma reação, como já ouvimos aqui, do presidente dos Estados Unidos a dizer aos jornalistas que, para já, não tem intenção de aplicar mais sanções à Rússia para não prejudicar as hipóteses de um acordo que tarda em chegar.
E a região de Sumy, na Ucrânia, está a ser alvo de uma retirada em massa por causa dos ataques russos.
Já foram retiradas desta região quase 60 mil pessoas, é o que avança o governador de Sumy, aqui citado pelo "Keev Independent". Nos últimos meses, a Rússia tem aumentado a pressão sobre esta zona do país, que está situada a norte da Ucrânia, junto à fronteira com a Rússia. As forças de Moscovo têm aumentado o uso de bombas guiadas e de drones contra a população civil e têm também apostado em grupos de assalto para entrar em território ucraniano. Atualmente, mais de 86 mil moradores estão sujeitos a ordens de evacuação obrigatórias na região. A mais recente extensão das zonas de retirada surge depois de um ataque russo a um autocarro na cidade de Bilopilia, que matou nove pessoas.
Fica por aqui esta edição da Guerra Traduzida. Está de regresso amanhã.