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Sete horas. As notícias com Miguel Gato.

Pedro Passos Coelho volta a pedir ousadia ao governo de Luís Montenegro e responde às críticas da vice-presidente do PSD, Leonor Beleza, que disse esta semana não compreender as críticas do antigo primeiro-ministro à governação da AD. Passos Coelho esteve ontem numa conferência sobre fé em Lisboa e Hugo Fortunato de Oliveira, o antigo chefe de governo, voltou a pronunciar-se sobre a vida política.

Depois de ter feito críticas e de ter sido criticado, Passos Coelho responde.

Respeito que as pessoas possam ter outras opiniões e às vezes até alguma incompreensão, admito isso. Tenho estima pela doutora Leonor Beleza e reconheço que ela pode ter o seu direito de pensar de outra maneira, mas da mesma forma que essas pessoas podem ter uma opinião diferente, eu também posso ter as minhas e isso é a coisa mais natural do mundo.

O antigo primeiro-ministro social-democrata que rejeita mal-estar com o partido.

Eu sou do PSD e não ando em aventuras de fazer partidos, nem coisas dessas. Não sinto nenhuma necessidade disso, nem de estar a estimular, nem a apoiar qualquer coisa parecida com essa.

Apesar do tom reconciliador, Passos Coelho volta a deixar recados.

Mas o futuro, como eu digo, sempre chega e quando pensamos pouco nele, depois às vezes não gostamos daquilo que temos. Era importante que ousasse mais nessa matéria e oferecesse às pessoas boas razões para acreditar que se hoje não têm as condições que são necessárias para fazer as reformas que são precisas, então se calhar vamos ter de lhes dar um futuro.

Ainda assim, manifesta um desejo.

O que eu desejo é que ele possa, apesar das circunstâncias difíceis, ser bem-sucedido.

Depois de quase três horas a falar sobre fé, Passos Coelho termina a depositar fé no PSD de Luís Montenegro.

A reportagem é do jornalista da Rádio Observador, Hugo Fortunato de Oliveira, que acompanhou as declarações de ontem à noite do antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. E o ex-ministro das Infraestruturas, João Galamba, diz que todas as partes, governo e oposição, poderiam fazer melhor face à resposta à crise energética que a Europa atravessa. Em entrevista à SIC, ontem à noite, o também antigo secretário de Estado da Energia deixa críticas ao governo, mas também ao próprio partido, ao PS, acusa os partidos de não priorizarem neste momento o debate que está a acontecer sobre o plano de ação europeu para fazer precisamente face a esta crise no setor da energia.

A Comissão Europeia apresentou agora em julho o seu plano de ação para a edificação, que é apresentado como resposta à crise energética para aumentar a resiliência da economia europeia e proteger as famílias. É um pouco estranho que tendo esse plano sido apresentado em julho deste ano, e é um plano bastante abrangente e bastante ambicioso, eu ainda não vi nem da parte do governo, nem do Partido Socialista, nem da Iniciativa Liberal, nenhum partido, nenhuma palavra, nenhuma medida, nenhuma iniciativa, nenhum debate sobre. Foi agora em julho, não foi há muito tempo. Acho que se podia fazer melhor, de todos os partes.

As críticas do ex-ministro das Infraestruturas, o socialista João Galamba, isto no momento em que a Comissão Europeia alerta que as perturbações na energia relacionadas com a guerra no Médio Oriente e também o impacto dos fenômenos meteorológicos extremos deverão pesar sobre a economia europeia este ano. Os Estados Unidos chegaram a um acordo com a Dinamarca para o controle permanente da segurança da Gronelândia, de acordo com o que escreveu o presidente norte-americano na rede social Truth Social. O acordo vai impedir que países rivais instalem bases militares ou realizem investimentos estratégicos na ilha sem autorização de Washington. Trump diz que houve um trabalho conjunto com representantes da Dinamarca e da Gronelândia para garantir que os Estados Unidos terão para sempre total capacidade para fazer o que for necessário no território. Diz também estar orgulhoso de ser o presidente que resolveu de forma permanente e definitiva a questão da Gronelândia, após mais de um século de tentativas de líderes norte-americanos para adquirir a maior ilha do mundo. Entretanto, a Dinamarca confirmou a assinatura deste acordo através de um comunicado no site oficial da primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen. Fala num grande acordo para a Gronelândia, a Dinamarca e também os Estados Unidos, que fortalece a segurança comum no Ártico e na região Atlântico Norte. A líder da Dinamarca classifica ainda este acordo como vantajoso para a NATO e para toda a Europa. O acordo entre os três países deverá ser assinado na próxima semana na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Ainda nos Estados Unidos, Donald Trump baniu a CNN, o Político e a MSNBC Now da Casa Branca. A decisão tem efeitos imediatos, é o que dá conta o presidente dos Estados Unidos. Na sala oval da Casa Branca ontem, o presidente norte-americano detalhou esta decisão de banir estes órgãos de comunicação social da Casa Branca.

Porque são notícias falsas. E fico tão cansado de ler e ver notícias falsas. Quando olho para a CNN, é tudo falso. É por isso que as audiências deles não são boas. Quando olho para a NBC, que antes era a MSNBC, que até algumas pessoas chamavam de MSDNC, referindo-se a Comitê Nacional de Democratas, porque são notícias falsas. E olho para o político. O governo do presidente Biden deu-lhes oito milhões de dólares para mantê-los em pé. As histórias que eles escrevem são falsas. E talvez ainda venham mais notícias, e talvez fiquem melhores, e seria bom tê-las. Mas o nosso país tem que ter notícias honestas.

But our country has to have honest news

Declarações de Donald Trump ontem na Sala Oval da Casa Branca, após a administração de Trump ter banido a CNN, o Politico e a NBC da Casa Branca. Na Alemanha, as sondagens antecipam novas derrotas da CDU em eleições regionais este fim de semana. Na capital alemã, Berlim, as sondagens colocam a força de centro-direita, e que está neste momento no governo, com apenas 20% das intenções de voto, Beatriz Félix.

É uma inversão dos papéis que se tem verificado na política nacional alemã. A CDU costumava ser o partido da estabilidade e senso comum. Kai Wegner, do partido, foi presidente da Câmara de Berlim desde 2023, preparava-se para assumir um segundo mandato à frente da cidade-estado. Contudo, suas críticas à gestão da crise provocada por um ataque à rede elétrica de Berlim, em janeiro deste ano, resultaram numa queda nas sondagens que acabou por levar Wegner a retirar a candidatura. Mas a troca de Wegner por Stefan Evers, o Ministro das Finanças no governo regional, não foi suficiente para inverter a tendência. Uma sondagem da Wahlen para a ZDF, na semana antes das eleições, coloca a CDU com apenas 20% das intenções de voto. Wolfgang Muhno, professor de Ciência Política na Universidade Rostock, antecipa que se a CDU se sair mal em Berlim e perder o presidente da Câmara, então muita pressão vai ser exercida sobre o chanceler do mesmo partido, Friedrich Merz. Mas a CDU não quer iniciar uma manobra arriscada de trocar Merz no atual contexto internacional. Uma carta assinada por oito líderes regionais da CDU destaca que a Alemanha vai continuar a precisar de um governo federal estável e eficaz. Se este apoio interno sobreviver ao pior cenário possível, o mais provável é que Merz volte a empreender movimentações dentro do governo à procura de uma renovação. Mas esta ferramenta já foi utilizada e, como podemos ver agora, não assegura a sustentabilidade a longo prazo.

A jornalista Beatriz Félix, com a reviravolta que se antecipa nas eleições regionais da Alemanha, que têm lugar este fim de semana em Berlim. É o artigo que faz esta hora manchete no site do Observador, é assinado pela jornalista Madalena Moreira. No desporto, antes do clássico de domingo entre Futebol Clube do Porto e Benfica, o Sporting joga esta noite em casa contra o Arouca. Os Leões que vêm de um empate com o Famalicão na última jornada, estão neste momento no terceiro lugar, com 14 pontos, a quatro pontos da liderança dos Dragões. Na antevisão feita ontem Alcochete, o técnico Rui Borges desvaloriza os dois empates que os Leões já somam no campeonato e lembra aquilo que já conquistou ao comando do Sporting.

Temos dois empates com dois autogolos, coisas que não controlamos, muito honestamente, porque o resto é em termos daquilo que é consistência, e aí eu vou ter que puxar atrás da cassete e relembrar aquilo que tem sido o trabalho da equipe técnica Rui Borges. É perceber que a consistência é que foi campeão nacional, esteve em duas finais da Taça de Portugal, esteve numa final da Taça da Liga, esteve numa meia-final da Taça da Liga, disputou uma Supertaça, fez 82 pontos em duas épocas. Num ano foi campeão, na outra não chegou para ser campeão. É a equipa ou a equipa técnica que mais gols tem à frente do Sporting, gols marcados, logo por aí expõe também aquilo que às vezes possamos ou não, em alguns momentos, estar mais expostos.

A resposta de Rui Borges aos críticos em antevisão ao jogo frente ao Arouca. O técnico leonino informou ainda que o defesa central Ba está fora da convocatória e, em sentido inverso, o médio João Simões está de regresso e volta a ser opção para o Sporting. O encontro entre Sporting e Arouca está agendado para às 20h30, no Estádio José Alvalade. É um jogo, naturalmente, para acompanhar em direto com relato aqui na Rádio Observador. Já o Futebol Clube do Porto e Benfica é amanhã, no Estádio do Dragão, às 20h30.