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Estamos de volta com a "Guerra Traduzida" e com a jornalista Diana Rosa. Os destaques agora são da imprensa ucraniana. Diana, voltamos ao ataque em larga escala levado a cabo pela Rússia esta noite. Volodymyr Zelensky pede uma reação maciça.
Além de pedir também o reforço das sanções contra a Rússia, o presidente ucraniano adianta que no ataque foram utilizados 93 mísseis de cruzeiro, também mísseis balísticos, dos quais 81 foram abatidos pela Força Aérea do país. O líder menciona que pelo menos um míssil norte-coreano foi usado, assim como 200 drones. Zelensky escreve com ironia que este é o plano pacífico, aqui entre aspas, obviamente, de Putin, para destruir toda a Ucrânia. É assim que Putin quer as chamadas negociações aterrorizando milhões de pessoas. São as palavras do chefe de Estado ucraniano, que pede aos parceiros internacionais uma reação sem tréguas.
E a Rússia pode lançar novamente um míssil Oreshnik contra a Ucrânia já neste fim de semana.
A notícia é do New Voice of Ukraine, que cita o Financial Times. Essa hipótese está a ser considerada pela Rússia, de acordo com as informações avançadas por um representante do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos. O próprio Putin já tinha dito publicamente que a Rússia pretende lançar outro míssil experimental contra a Ucrânia. Espera-se que isso aconteça mesmo nos próximos dias. Moscovo quer usar esta arma para intimidar Kiev e os seus apoiantes, ainda que o Oreshnik não seja um divisor de águas no campo de batalha. Os Estados Unidos desconfiam que a Rússia provavelmente possui apenas meia dúzia destes mísseis experimentais. São mísseis que contêm ogivas nucleares, ainda que em menor número do que o outro tipo de equipamentos que a Rússia lança regularmente contra a Ucrânia, é o que afirmam as autoridades norte-americanas.
E Diana, no terreno, as tropas russas estão a 5 km do principal centro logístico ucraniano de Pokrovsk, em Donetsk.
É o que se pode perceber por imagens de satélite. A cidade, que tem sido palco de meses de intensos combates, continua a ser um dos poucos redutos que restam na Ucrânia contra as ofensivas russas na região de Donetsk. O mapa do campo de batalha mostra as tropas de Moscovo a conseguirem avanços no terreno. Ainda que sejam pequenos, são constantes. Lembro que Pokrovsk fica numa estrada importante que liga diversas cidades naquela região do leste do país, que formaram, entretanto, um arco defensivo contra os avanços de Moscovo. O comandante-chefe da Ucrânia, Oleksandr Syrskyi, descreve a situação em Pokrovsk como extremamente feroz e acrescenta que Kiev está a fazer o possível para reforçar as defesas com o objetivo de conter os avanços de Moscovo. A notícia é do Kyiv Post.
E Diana, a Comissão Europeia garante apoio ao setor energético da Ucrânia durante este inverno.
Um inverno, Luís, que se antevê difícil para a Ucrânia. É o aviso da diretora-geral adjunta de Energia da Comissão, que, citada pelo Ukrinform, promete apoio técnico, mas também financeiro e político à Ucrânia, assim como à Moldávia, durante esse mesmo período. Para a responsável europeia, este inverno vai ser o mais complicado da guerra para a Ucrânia e sublinha que a infraestrutura energética é, de facto, um dos principais alvos dos ataques russos. A dirigente da Direção-Geral de Energia da Comissão Europeia falou em conferência de imprensa depois de uma reunião em Viena com os ministros da Energia dos países europeus.
E Diana, o gabinete de Volodymyr Zelensky considera que a Ucrânia não está preparada para entrar em negociações com a Rússia.
Diz que não existe apoio ocidental suficiente para que Kiev se sente à mesa numa posição de força. São considerações que surgem numa altura em que, como sabemos, há uma grande ansiedade e expectativa com qual vai ser a postura de Donald Trump quando assumir a Casa Branca a partir de janeiro. O braço direito de Zelensky sublinha que a Ucrânia deve chegar a todas as negociações em pé de igualdade e rejeita ultimatos por parte do Kremlin. Garante ainda que não vai haver novos formatos dos acordos de Minsk ou da Normandia sob a liderança do presidente Zelensky. A Ucrânia frisa que tem necessidade de mais armas, também de um convite claro à adesão à NATO e garantias de segurança para evitar futuras agressões russas, para que um cenário como o que se está a assistir atualmente não se volte a repetir.
E fica por aqui mais uma edição da "Guerra Traduzida". Estamos de regresso na próxima semana.