Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

"Guerra Traduzida" é o programa da Rádio Observador em que falamos sobre o que está em destaque na imprensa russa e também na imprensa ucraniana. Temos hoje conosco a jornalista Diana Rosa. Diana, começamos hoje pelos jornais ucranianos e com essa notícia que faz manchete no Kyiv Independent com Antony Blinken e também o ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, que já chegaram à capital ucraniana.

Sim, estão em Kiev para se reunirem com Volodymyr Zelensky e com o governo. Num comunicado do Departamento de Estado norte-americano, pode ler-se que os chefes diplomáticos vão discutir o apoio contínuo à defesa da Ucrânia contra a agressão russa. Vão também conversar sobre como garantir que a Ucrânia possa prosperar nos setores militar, econômico e democrático a longo prazo. Antony Blinken e David Lammy foram recebidos esta manhã na estação de comboios, foram acompanhados pelo embaixador da Ucrânia no Reino Unido e também ex-comandante das Forças Armadas Ucranianas. É uma viagem que acontece no meio de crescentes apelos para que os Estados Unidos suspendam as restrições a ataques de longo alcance a território russo, para desta forma permitir que a Ucrânia responda melhor aos ataques que surgem de Moscou.

E simultaneamente, Diana, chegam ainda outros líderes mundiais à Ucrânia.

É o caso, por exemplo, do presidente lituano, ainda da primeira-ministra letã e do presidente do Senado checo. Chegou também, entretanto, o primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Croácia. Vão participar na cúpula da Plataforma da Crimeia. Juntam-se a Volodymyr Zelensky e aos outros líderes internacionais durante esta visita. A cúpula da Plataforma da Crimeia pretende abordar a situação atual na península. É um encontro que decorre desde ontem. Por causa da chegada destas delegações internacionais, o trânsito no centro de Kiev foi parcialmente interrompido. Registraram-se atrasos e congestionamentos em toda a cidade. É uma notícia do Kyiv Post.

E nesse mesmo jornal, Diana, em manchete está o debate entre Kamala Harris e Donald Trump, com especial atenção para a ameaça nuclear referida pelo candidato republicano.

Neste artigo, a vitória do debate é dada a Kamala Harris, apontada como a mais forte. É um texto que faz um resumo da hora e meia em que os dois candidatos tiveram frente a frente, mas aqui obviamente com um separador especialmente focado no tema da guerra na Ucrânia. Lembramos do alerta deixado por Kamala Harris, que diz que se Donald Trump fosse presidente, Putin estaria sentado em Kiev agora mesmo. A vice-presidente norte-americana acredita ainda que a razão pela qual Donald Trump diz que conseguia acabar com a guerra em 24 horas é porque simplesmente desistiria da Ucrânia. Kamala Harris sublinha que sem o apoio dos Estados Unidos, a Ucrânia já não seria um país livre e independente e ataca Donald Trump, lembrando os laços que manteve enquanto presidente com ditadores, são as palavras da candidata democrata. Ora questionado sobre se a Ucrânia devia ou não vencer a guerra, Trump não teve resposta, disse apenas que o interesse dos Estados Unidos é que a guerra termine, e ponto final. O candidato republicano acrescentou ainda que se fosse presidente, Putin estaria sentado, sim, em Moscovo, mas muito mais feliz. Trump lembrou ainda que Putin tem nas mãos o botão das armas nucleares.

E Diana, o Ocidente quer que a Ucrânia estabeleça metas de guerra realistas para o próximo ano.

Uma notícia que está em destaque no Kyiv Independent cita, no entanto, um artigo original do Wall Street Journal. Diz o texto que mesmo que apoiando publicamente o plano de Kiev para reaver todos os territórios, as autoridades ocidentais também querem que a Ucrânia estabeleça objetivos claros para 2025. De acordo com fontes oficiais não reveladas, podemos ler que os países do Ocidente pedem a apresentação de uma estratégia pragmática que possa ser mais facilmente vendida aos eleitores, numa altura em que as pessoas estão cansadas de pagar a guerra. Com as eleições norte-americanas à vista, o apoio dos Estados Unidos também é um fator essencial. Há agora, por isso, discussões sobre um acordo negociado à medida que a Rússia avança no Donbass, com poucos sinais de que Kiev consiga retomar o território perdido num curto período de tempo. Altos funcionários europeus disseram ao Wall Street Journal que uma vitória total da Ucrânia iria exigir que o Ocidente se comprometesse com milhares de milhões de dólares ou de euros em ajuda e que os parceiros não estão prontos para isso.

E foram estes os destaques da imprensa ucraniana. Voltamos já a seguir com o que dizem os jornais russos.