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Segunda parte da Guerra Traduzida, agora com os destaques da imprensa russa e com um dos destaques da agência TASS. Diana, Donald Trump diz que há desenvolvimentos muito bons em relação à Ucrânia.
Vê-se coisas muito boas a acontecer, tanto na Ucrânia como na Rússia. É mais uma mensagem enigmática do presidente norte-americano. Donald Trump não respondeu diretamente sobre se está a considerar a ideia de um encontro pessoal com o presidente russo Vladimir Putin, em Budapeste, na Hungria. Mais detalhes ficam para depois. Estas declarações foram breves, enquanto o líder norte-americano se preparava para seguir numa viagem de trabalho, uma viagem interna.
A Hungria e a Eslováquia vão apresentar duas ações judiciais separadas contra a proibição das importações de gás russo, proibições feitas pela União Europeia.
E vão apresentar essas reclamações ao Tribunal de Justiça da União. O primeiro-ministro eslovaco diz que a ação não pode ser conjunta. Cada país vai apresentar a sua própria reclamação. De acordo com Robert Fico, citado pela TASS, a Hungria e a Eslováquia vão coordenar as respectivas ações. O primeiro-ministro eslovaco reiterou também a convicção de que o conflito ucraniano vai terminar antes da entrada em vigor da proibição das importações de gás russo no próximo ano. Acredita que depois do fim do conflito, todos vão correr para a Rússia à procura de negociações comerciais.
E a China, precisamente, Diana, está disposta a fortalecer a coordenação estratégica com a Rússia.
O ministro da Defesa da China, Dong Jun, afirmou esta terça-feira ao homólogo russo, Andrei Belousov, que Pequim espera aprofundar a relação com Moscovo para melhorar a capacidade de resposta ao risco. Não sabemos que risco é esse. De acordo com o ministro, a China está disposta a trabalhar com a Rússia para fortalecer a coordenação estratégica, enriquecer a cooperação e melhorar os mecanismos de intercâmbio. As relações entre Moscovo e Pequim têm vindo a melhorar de forma progressiva desde que a Rússia atacou a Ucrânia. O comércio bilateral atingiu um recorde de € 205.000 milhões em 2024, enquanto o comércio do Kremlin com os países do Ocidente enfrentava já sanções e proibições.
Vários jornais russos têm também em destaque, Diana, a ida de Vladimir Putin a São Petersburgo, onde depositou flores ao irmão que morreu no cerco a Leningrado.
Que era o antigo nome da cidade da qual Putin é originário. Todos os anos, a 27 de janeiro, Vladimir Putin chega a São Petersburgo. Todos os anos, deposita dois ramos de flores na pedra Rubezhny e no cemitério Piskaryovskoye. Para o presidente, o dia do fim do cerco é mais do que apenas uma das mais importantes comemorações do Dia da Vitória. É algo profundamente pessoal, diz este artigo que estou aqui a citar do Komsomolskaya Pravda. O presidente surgiu a segurar um buquê de flores amarrado com uma fita preta. Nesse local, um pequeno trecho de 3 km, o Exército Vermelho conteve as forças inimigas, numericamente superiores desde os primeiros dias do cerco, impedindo-as de se aproximarem da cidade. Entre esses militares estava o pai de Putin, Vladimir Spiridonovich. A segunda paragem de Putin nesta terça-feira fez-se então no cemitério, onde estão enterradas quase 500 mil pessoas, uma delas o irmão de Putin.
É o ponto final da Guerra Traduzida, que está de regresso já amanhã.