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Guerra traduzida na Rádio Observador, o espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa em tempo de guerra. Hoje, um trabalho da jornalista Laura Figueiredo. Laura, boa noite.

Boa noite, Maria.

Vamos começar pela imprensa ucraniana. Volodymyr Zelensky diz que Vladimir Putin está a preparar uma nova mobilização de até 500 mil pessoas depois das eleições.

Sim, de acordo com o Ukrainform, o presidente ucraniano alerta que Vladimir Putin planeia convocar entre 300 mil e 500 mil pessoas para a guerra logo depois das eleições para a Duma, o Parlamento russo. Citando relatórios dos serviços de informações, Zelensky afirma que o líder do Kremlin não está preparado para parar a guerra. Numa entrevista citada pelo mesmo jornal ucraniano, o presidente diz que recebeu o relatório dos serviços secretos que revela que Putin está a preparar-se para a mobilização, pretendendo fazê-lo logo depois das eleições de 21 de setembro. Zelensky afirma que Putin quer intensificar a mobilização na Rússia, mas não de forma muito aberta por ter receio da população. O presidente ucraniano afirma, por isso, que é necessário criar ao Kremlin problemas a nível de logística, petróleo e gasóleo, pedindo também sanções totais dos parceiros ucranianos à Rússia.

Laura, Zelensky acusa Moscovo de aprofundar a coordenação militar com o Irão.

O presidente ucraniano alerta que a Rússia está a intensificar a cooperação militar com o Irão, com a Coreia do Norte e também com a China. Numa entrevista à Sky News, Zelensky revela que a Coreia do Norte poderá até enviar até 30 mil soldados para o território russo, enquanto o Irão prepara o fornecimento de mísseis adicionais a Moscovo. Questionado sobre o risco de um ataque direto por parte do Irão, o líder ucraniano sublinhou que Teerão já está envolvido no conflito apenas pelo envio contínuo de armamento. Zelensky afirma que embora Kiev queira evitar a abertura de uma nova frente de guerra, os iranianos e os norte-coreanos já atacaram a Ucrânia.

A União Europeia estará a estudar o fim dos grandes pacotes de sanções a Moscovo para travar os vetos.

É o que adianta a imprensa internacional, que diz que a União Europeia pondera mesmo mudar o modelo de aprovação de sanções contra a Rússia. Isto acontece depois da Grécia ter bloqueado o pacote mais recente para garantir exceções a uma transportadora. Agora, Bruxelas discute a possibilidade de passar a aprovar medidas de forma individual ou em pequenos blocos. Para os defensores da mudança, o novo modelo permitirá aprovar sanções de forma mais rápida e sem a atenção pública gerada pelos grandes pacotes.

Laura, contas feitas, a Ucrânia atacou mais de 150 centrais elétricas na Crimeia desde o início deste mês.

Sim, Kiev atacou com drones 154 centrais elétricas na Crimeia desde o início de julho, 14 delas entre sábado e hoje. A informação é avançada pelo comandante das Forças Armadas Ucranianas. No Telegram, o responsável adianta que foram atacadas duas centrais em Sudak, na cidade de Simferopol, e outras em localidades como Feodósia e Novoozerne, junto ao Mar Negro. As forças ucranianas atacaram também duas centrais em Kherson, uma em Lugansk e uma em Donetsk.

São estes os principais destaques dos jornais ucranianos com a Laura Figueiredo.