Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

"Guerra Traduzida", trazemos agora os destaques da imprensa ucraniana, ainda com a jornalista Diana Rosa. E Diana, Volodymyr Zelensky reagiu à reticência russa quanto ao plano de cessar-fogo. O presidente ucraniano acusa Moscovo de querer prolongar a guerra caso não aceite esta trégua.

Já aqui falámos das reservas da Rússia quanto a uma paragem temporária do conflito e não um acordo de paz definitivo. O Kremlin acredita que essa pausa vai favorecer a Ucrânia. Zelensky diz que há mais de um ano que o mundo não ouviu uma resposta significativa da Rússia às propostas apresentadas. Não se dirigindo diretamente às declarações do Kremlin, o presidente ucraniano diz que a postura de Moscovo demonstra que a Rússia procura prolongar a guerra e adiar a paz o mais possível. Espera, no entanto, Volodymyr Zelensky, que a pressão dos Estados Unidos seja suficiente para obrigar a Rússia a pôr termo à guerra.

E entretanto decorrem as negociações com os Estados Unidos da América. A Rússia tem intensificado os ataques à Ucrânia. Tem aumentado consequentemente o número de mortos. Nas últimas 24 horas, cinco pessoas morreram, quase 30 ficaram feridas.

Falamos de civis que morreram e não de militares. A informação foi avançada pela Força Aérea Ucraniana, citada pelo Kyiv Independent. A Rússia lançou perto de 120 drones durante a passada noite sobre o território. Foram abatidos pouco mais de 70. Terá ainda sido enviado um míssil balístico Iskander a partir de Kursk, mas as autoridades de Kiev não adiantam que tipo de estragos terá causado. Ao todo, os ataques durante a noite provocaram cinco mortes, três das quais na região de Donetsk, onde também se registaram 14 feridos. Outro dos ataques mais violentos deu-se na região de Dnipropetrovsk, sendo que quatro pessoas ficaram feridas também em Dnipro, depois de explosões em instalações energéticas dos caminhos de ferro estatais e nos prédios residenciais das imediações.

Em contrapartida, a Ucrânia reivindica o ataque a uma fábrica russa de produção de drones.

De acordo com os serviços secretos militares ucranianos, foi atingida uma instalação camuflada na região russa de Kaluga, tendo Kiev recorrido também a drones para fazer este ataque. Ao Kyiv Independent, fontes ucranianas revelam que esta linha de produção de drones estava localizada nos terrenos de uma fábrica de betão celular na aldeia de Obukhovo, no distrito de Dzerzhinsky. Estes relatos sucedem-se aos do governador de Kaluga, que afirmou esta manhã que 25 drones ucranianos foram abatidos sobre a região durante a noite, tendo os destroços incendiado uma instalação industrial não especificada também no mesmo distrito. Um funcionário sofreu ferimentos ligeiros e o incêndio acabou por ser extinto.

E Vladimir Putin vai tratar os prisioneiros de guerra ucranianos como terroristas.

É essa a ordem dada pelo presidente russo para os soldados ucranianos capturados em Kursk. Nesta primeira visita à região, desde a ocupação parcial ucraniana, Putin quer ser tudo menos brando. Diz que todos os militares que caírem nas mãos da Rússia vão ter o tratamento mais severo possível. Putin acrescenta que os combatentes estrangeiros não recebem proteção sob o direito internacional, à notícia do Kyiv Post.

E fica por aqui este episódio da "Guerra Traduzida" está de regresso amanhã.