Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Guerra Traduzida na Rádio Observador. Estamos no dia 645 da invasão. Hoje começamos com os destaques dos jornais da Ucrânia. É um trabalho do jornalista Rui Casanova, com a colaboração de Tânia Olinico. O Rui está aqui conosco. Rui, boa tarde.

Boa tarde.

Vamos começar hoje com Volodymyr Zelensky, que continua a visitar tropas no terreno.

Sim, ontem esteve em Odessa, desta vez a visita foi a Kupyansk, na região de Kharkiv. O presidente da Ucrânia encontrou-se com militares e mais uma vez distribuiu medalhas. Ouvimos aqui esse momento em fundo, momento que foi partilhado nas redes sociais do presidente da Ucrânia. Volodymyr Zelensky dirige-se aos soldados, agradece-lhes pela defesa do país, promete a vitória e pede, sobretudo, que não desanimem. Depois, faz continência, entrega uma medalha a cada um destes soldados e dá-lhes um aperto de mão. Uma cerimônia que já vai sendo habitual nestas visitas de Volodymyr Zelensky ao terreno. É uma informação, a esta hora, em destaque no jornal ucraniano Pravda.

O canal TCN faz hoje um resumo das principais batalhas desde o início da guerra.

Sim, é um longo artigo com uma compilação das principais batalhas desde o início da invasão até hoje. E este artigo começa logo com a batalha por Kiev, logo no início da guerra. O canal TCN lembra que Kiev era o principal alvo das tropas russas no início da invasão. Um alvo que falhou, porque as tropas ucranianas conseguiram manter a resistência da capital ucraniana. Depois a batalha por Kherson, também no início da guerra, e segue-se a batalha por Kharkiv, Mariupol, Chernihiv, a Ilha das Serpentes, que também foi uma batalha bastante falada, principalmente no ano passado. E mais recente, Avdiivka e Bakhmut. O canal TCN lembra quantos soldados tiveram de cada lado, o que as tropas russas pretendiam, como é que atacaram estas regiões, que ataques tiveram sucesso e fracassaram. Não vou aqui entrar muito em detalhe, porque é um longo artigo do TCN, mas é um artigo bastante completo, com muitos dados, muitos números e é um artigo também bastante atualizado e que faz aqui um ponto de situação também da situação no terreno atualmente, porque, como sabemos, muitas destas batalhas ainda continuam, principalmente estas mais recentes, as de Avdiivka e Bakhmut, que de resto têm sido os pontos mais quentes da guerra nos últimos meses e temos dado destaque a isso mesmo aqui na Guerra Traduzida.

Olhamos agora para a economia e pra um dado eventualmente surpreendente, Rui. Quase 8 mil empresas mudaram-se para a Ucrânia desde o início da guerra.

Sim, de fato, foi um título que me chamou a atenção nos jornais ucranianos de hoje. É uma notícia em destaque no jornal Pravda, na seção de economia do jornal Pravda. É surpreendente, não é? Por que tantas empresas se mudam para um país em guerra? E aqui é curioso, porque o jornal Pravda não dá muitos detalhes, não encontra, no fundo, uma explicação, nem diz ao certo de onde é que vêm estas empresas. Os dados são muito superficiais. O jornal diz apenas que Kiev e Odessa concentram o maior número de empresas, segue-se Dnipropetrovsk e Donetsk. As principais áreas são comércio, no topo, depois construção e imóveis. Os dados estão assim disponíveis no jornal Pravda, que, como disse, não dá grandes explicações. Lembra apenas que há apoios do governo ucraniano para a fixação de empresas deste gênero nestas regiões da Ucrânia.

E vamos terminar este episódio com Olena Zelenska, a primeira-dama ucraniana, entrou no top das 25 mulheres mais influentes do mundo.

Sim, é uma notícia aqui do Financial Times e é citada pelo canal ucraniano TCN. A primeira-dama Olena Zelenska foi incluída na lista deste ano das 25 mulheres mais influentes do mundo. O Financial Times destaca que Olena Zelenska é descrita atualmente como um símbolo mundial de resiliência. É também destacado o trabalho da primeira-dama, a mulher de Volodymyr Zelensky, no campo da saúde mental, no âmbito desta guerra que já dura 645 dias.

E esta notícia marca o fecho deste episódio de Guerra Traduzida, versão Ucrânia. Já a seguir passamos em revista a imprensa russa.