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Segunda parte da Guerra Traduzida, agora com os destaques da imprensa russa. A Rússia também se prepara para as conversações em Abu Dhabi. Consideram que o adiamento do encontro deveu-se apenas a um ajuste técnico ligado à agenda.
O jornal "Izvestia" garante que apesar das negociações terem sido adiadas, Moscovo continua a querer a paz. Contam que o representante especial do presidente da Rússia, Kirill Dmitriev, esteve reunido com a delegação americana nos Estados Unidos. O jornal considera que a pausa foi necessária para analisar os pontos levantados no encontro. Segundo o "Izvestia", as questões territoriais continuam a ser o principal ponto de discórdia entre Kiev e Moscovo.
Relativamente às ameaças energéticas de que a Ucrânia fala, o jornal "RIA Novosti" reforça que a ideia de que tanto a Europa como a Ucrânia estão a pagar pelo preço das escolhas que fizeram.
Num artigo intitulado "A Europa a sacrificar-se por causa da Rússia", o jornal sugere que a quebra de fornecimentos russos está a destabilizar as redes elétricas de vários países vizinhos e a expor vulnerabilidades da Europa. Num outro artigo intitulado "A Rússia apagou a luz em dois países de uma só vez", defende-se a ideia de que o poder energético de Moscovo alimenta a Europa e que o Ocidente está dependente e vulnerável.
A Rússia acredita que está a fazer avanços militares e a destruir o armamento ocidental.
Uma notícia da agência TASS, que dá grande destaque ao que considera serem sucessos operacionais na Ucrânia, afirma que as forças russas conseguiram destruir sistemas HIMARS e mísseis S-300 ucranianos e o ministro da Defesa russa fala em 24 localidades libertadas este ano. O artigo garante também que, apesar das dificuldades económicas e das sanções que Moscovo enfrenta, o exército continua a cumprir objetivos estratégicos e a desgastar o poder ucraniano.
O Moscow Times defende que o Kremlin continua a justificar a invasão à Ucrânia com argumentos repetidos.
O jornal russo discorda do governo de Moscovo ao alertar que as narrativas utilizadas são essenciais para manter o apoio interno à guerra. Em causa estão as mais recentes notícias russas, em que o Kremlin justifica a invasão à Ucrânia devido à ameaça da NATO e à necessidade de defender a Rússia.
É o ponto final da Guerra Traduzida. Está de regresso amanhã.