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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Destaque agora para a imprensa russa com a Laura Figueiredo. Vladimir Putin admite, Laura, retomar negociações com Kiev o mais rapidamente possível, mas apenas nos termos decididos por Moscovo.

O presidente russo deixa claro que Moscovo só aceitará um acordo que esteja em conformidade com as condições do Kremlin. Citado pela agência estatal russa TASS, Putin disse estar pronto para iniciar as conversações e concluí-las o mais rapidamente possível, mas naturalmente em condições que sejam aceitáveis para a Federação Russa e para o povo russo. Entre as condições mencionadas estão a ocupação de todo o Donbass pela Rússia, a neutralidade da Ucrânia e também garantias de segurança para Moscovo. O presidente russo referiu ainda as conversações que manteve com o homólogo norte-americano, Donald Trump, no Alasca, afirmando que Moscovo aceitou as propostas apresentadas pelos Estados Unidos, apesar de estas incluírem, segundo Vladimir Putin, decisões difíceis para a Rússia. Putin afirmou ainda que Moscovo já estaria disponível para retomar as negociações em setembro, mas acusou Kiev de ter impedido o reinício do diálogo. Segundo Vladimir Putin, a Rússia propôs começar as conversações a 21 de setembro, depois das eleições para a Duma, mas acusa a Ucrânia de tentar perturbar o processo eleitoral russo através de ataques com drones.

E Laura, a Rússia pode mesmo vir a aliviar restrições à exportação do gasóleo.

Se os Estados Unidos ponderam proibir as exportações de gasóleo, a Rússia considera o contrário. Moscovo pode vir a aliviar as restrições impostas até ao final de outubro. Informação avançada pelo vice-primeiro-ministro russo na Câmara Alta do Parlamento. O governante diz, e passo a citar: "O mercado do diesel está equilibrado e os fornecimentos são suficientes. Embora tenhamos prolongado a proibição das exportações até outubro, há apenas alguns dias, continuaremos a acompanhar a situação e, se a produção de gasóleo exceder a procura interna, iremos considerar a possibilidade de reabrir parcialmente as exportações". São declarações do vice-primeiro-ministro russo. Porém, Vladimir Putin disse ontem que não iria fornecer o gasóleo russo aos mercados globais se as sanções contra a Rússia se mantivessem. A exportação de gasóleo russo começou a ser limitada durante o verão para responder à procura interna afetada com os ataques ucranianos a refinarias.

Vamos avançar nesta "Guerra Traduzida". Estamos a destacar os destaques da imprensa russa. E Laura, um helicóptero russo terá sido abatido por engano em Voronezh. Terá sido confundido com um drone ucraniano.

Um caça russo Su-35 terá abatido por engano um helicóptero Mi-8, também russo, nesta região. A informação é avançada por vários canais de Telegram russos e ucranianos, citados pelo Moscow Time. Os três membros da tripulação terão morrido. O incidente aconteceu ontem e o caça Su-35 estaria a responder a um falso alerta de drone ucraniano. A informação não foi confirmada por fontes independentes, nem pelas autoridades militares russas ou ucranianas. No entanto, o jornal russo Izvestia tinha avançado com a queda de um helicóptero, mas sem revelar a causa.

E o governo russo vai reforçar o orçamento de defesa para o próximo ano com cortes na saúde e novos impostos.

Sim, o governo russo planeia dedicar cerca de um terço de todo o orçamento federal do país às despesas de defesa e segurança em 2027, um valor que ascende a mais de 200 mil milhões de dólares. Para financiar o esforço de guerra, Moscovo está a preparar cortes orçamentais significativos em áreas sociais prioritárias. O setor da saúde, por exemplo, vai sofrer uma redução global superior a 5%, destacando-se um corte de 90% nos fundos destinados ao Programa Nacional de Combate ao Cancro, além de reduções na educação e também nos apoios sociais. Para cobrir o buraco nas contas públicas, estimado em cerca de 60 mil milhões de euros, o Kremlin vai avançar com um pacote de aumento de impostos. Estas medidas preveem novas taxas sobre os rendimentos de depósitos bancários, a aplicação de IVA em compras online no estrangeiro e ainda a tributação extraordinária sobre empresas mineiras.

São os destaques da imprensa russa. A "Guerra Traduzida" fica por aqui, hoje com a curadoria da Laura Figueiredo. A "Guerra Traduzida" fica, como sempre, disponível em podcast.