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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Trazemos os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana. Hoje com a Laura Figueiredo e vamos começar com a imprensa ucraniana. Laura, a Rússia usou um míssil Oreshnik com capacidade nuclear num ataque a Lviv.
A confirmação é do Ministério da Defesa russo, num comunicado citado pelo The Kyiv Independent. O ministério diz que as Forças Armadas russas lançaram um ataque massivo com armamentos de alta precisão e longo alcance, tanto terrestre quanto marítimo. Esta é a segunda vez, desde o início da guerra, que Moscovo ataca a Ucrânia com este míssil, uma das armas mais avançadas, capaz de viajar até 10 vezes a velocidade do som e com um alcance que lhe permite atingir toda a Europa. De acordo com a Força Aérea Ucraniana, o míssil viajava a uma velocidade de 13 mil km/h. Terá sido uma resposta ao alegado ataque ucraniano não confirmado a uma das casas do presidente russo. De acordo com o presidente da Câmara de Lviv, a região atacada esta noite, as forças russas atingiram a infraestrutura crítica da cidade.
E os serviços secretos da Ucrânia acusam a Rússia de ter cometido um crime de guerra no ataque a Lviv.
De acordo com o The Kyiv Independent, a agência governamental diz ter identificado a localização dos destroços do míssil hipersónico utilizado no ataque russo a Lviv. Para os investigadores dos serviços secretos ucranianos, o uso desta arma na infraestrutura civil da Ucrânia configura um crime de guerra por parte da Federação Russa. A agência diz ter encontrado até agora uma unidade de estabilização e orientação, peças do motor, fragmentos do mecanismo de orientação, entre outros detalhes que pretendem usar como provas. Na mensagem divulgada no Telegram, os serviços secretos ucranianos afirmam que o Kremlin tentou destruir a infraestrutura de suporte de vida da região nas condições de uma deterioração acentuada das condições climáticas.
E Laura, a última noite ficou marcada por vários ataques. Pelo menos quatro pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas na sequência do ataque russo a Kiev.
A cidade, que enfrenta nesta altura cerca de 10 °C negativos, ficou com a eletricidade e o fornecimento de água corrente interrompidos. O Kyiv Post alerta que há mais de 6 mil casas afetadas. O presidente da Câmara já pediu aos habitantes para que deixem a capital. Vitali Klitschko pede aos moradores que se dirijam para áreas com energia elétrica e aquecimento. O governante alerta que em breve vai ser impossível permanecer nos edifícios devido ao frio intenso. Para os próximos dias, esperam-se temperaturas de -20 °C.
E na última noite, as forças russas lançaram mais de 240 drones e 36 mísseis contra a Ucrânia.
É o que avança o Pravda, que cita a Força Aérea da Ucrânia. A maioria dos drones utilizados foram do tipo Shahed, de fabrico iraniano. Foram também lançados 10 mísseis de cruzeiro Kalibr e oito mísseis balísticos Iskander-MS 400. A Ucrânia detalha que foram registados ataques com 18 mísseis e 16 drones em 19 locais diferentes do país.
Fica por aqui a primeira parte da "Guerra Traduzida". Voltamos já a seguir com a imprensa russa.