Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
7 do 7, 7 de julho de 2025, está com a "Guerra Traduzida". Vamos nos próximos minutos detalhar as principais notícias dos jornais russos, com a ajuda do José Rafael Lopes. Começamos essa revista de imprensa com o ataque ucraniano à região de Moscovo. Diz a Rússia que abateu mais de 90 drones que partiram de Kiev.
É o que adianta. O Ministério da Defesa da Rússia, a maioria destes drones terá sido abatida ainda nas zonas perto da fronteira com a Ucrânia. No entanto, houve vários destes equipamentos que foram neutralizados perto de São Petersburgo, uma cidade que não é próxima da fronteira, mas também acaba por ser uma das cidades mais perto da fronteira. Os ataques causaram constrangimentos na ferrovia, com destroços que acabaram por cair e provocar o atraso de vários comboios na região de Voronezh. Houve ainda danos em telhados, danos em carros e num prédio de apartamentos que estava a ser construído. Não há registro de vítimas deste ataque ucraniano. De acordo com a TASS, o tráfico ferroviário já terá sido restaurado na Rússia.
E por falar em tráfico ferroviário, Vladimir Putin demitiu hoje o ministro russo dos Transportes. Há a informação, detalhámos isto há pouco no noticiário, que-
Na última hora.
Sim, na última hora foi encontrado morto.
Precisamente, a notícia foi avançada há instantes pela agência RIA, diz que o governante se suicidou horas depois de ter sido demitido por Vladimir Putin. Sobre essa decisão, as razões concretas não foram reveladas. No entanto, a decisão foi tomada depois de uma série de interrupções nos setores da aviação e do transporte marítimo da Rússia. Houve ainda cerca de 300 voos cancelados nos principais aeroportos russos este fim de semana, na sequência de ameaças à segurança causadas por ataques de drones ucranianos. É o que se pode ler na imprensa russa. Há ainda o registro de uma explosão a bordo do petroleiro Echo Wizard, no porto de Ust-Luga, na região de Leningrado, que causou um derrame de amoníaco, que ainda ontem obrigou uma resposta de emergência. O despacho oficial com a demissão do ministro dos Transportes, que hoje foi encontrado morto, foi publicado no portal de informações jurídicas da Rússia. Este responsável tinha sido também sancionado pela Ucrânia e por países ocidentais quando era governador de Kursk, pelo papel que desempenhou na guerra. Ele que foi demitido por Vladimir Putin ontem, hoje encontrado morto, diz a imprensa russa que terá sido suicídio.
O ministro russo dos Negócios Estrangeiros deu hoje uma entrevista em que falou de vários pontos obrigatórios para o Kremlin, se a Ucrânia quiser a paz. Um cessar-fogo, neste momento, diz o ministro, está fora de hipótese.
Está fora das hipóteses porque a Rússia considera que dessa forma a Ucrânia pode utilizar esse cessar-fogo para restaurar a força de guerra, o que não é do interesse do Kremlin. Sergei Lavrov ironiza quando a Europa diz que a Rússia é uma ameaça, diz que o Ocidente quer saber mais das intenções do Kremlin do que o próprio Kremlin. Questionado pela imprensa húngara, pelo jornal Magyar Nemzet, e citado depois pela imprensa russa, Sergei Lavrov nega qualquer intenção de ocupar outros países europeus que não seja a Ucrânia.
Nesta entrevista, o chefe da diplomacia russa mostra também certeza de que qualquer país que se preze teria invadido a Ucrânia se estivesse nas mesmas circunstâncias em que estava a Rússia.
Lavrov critica a relação entre os dois países nos últimos anos. Sublinha que, no final de 2021, o Kremlin pediu aos Estados Unidos e à NATO que dessem garantias de segurança à Rússia sem alterar o estatuto não vinculativo da Ucrânia. Esta iniciativa foi rejeitada, diz o ministro Sergei Lavrov, que acusa também o Ocidente de ter continuado a encher a Ucrânia de armas enquanto procurava uma solução violenta para as questões do Donbass e da Crimeia, que é a península que a Rússia ocupou em 2014.
Quanto a um acordo propriamente dito com a Ucrânia, daqui para a frente, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo afirma que o documento tem de abordar as causas principais que preocupam Moscovo.
Para começar, Ucrânia fora da NATO e o respeito pelo que diz ser a minoria russa, que Lavrov justifica como uma questão de direitos humanos. O alargamento da Aliança Transatlântica também está fora das hipóteses. Existe também uma ideia que Vladimir Putin tinha lançado para também justificar a invasão da Ucrânia, que é a desnazificação e a desmilitarização da Ucrânia. Uma Ucrânia que, segundo o ministro, depois dos protestos Maidan em 2014, destruiu tudo o que estava relacionado com a Rússia. Fala na língua, na cultura, nas tradições, a ortodoxia canônica e também os meios de comunicação social. Esta é uma entrevista citada pela Agência TASS.
E a Rússia diz que conquistou pela primeira vez uma localidade em Dnipropetrovsk.
É o que afirma o Ministério Russo da Defesa, garante que foi capturada a aldeia de Dakne. A imprensa ucraniana não confirma oficialmente esta captura, mas diz que a situação em torno da localidade é bastante complicada. As forças ucranianas terão mesmo enviado reforços, mas as unidades russas têm vantagem numérica e acabaram por levar a cabo ataques constantes de infantaria e conseguiram, de acordo com a imprensa russa, romper as defesas ucranianas nessa zona. Pode ver-se no Deep State, o mapa ucraniano de guerra. E Miguel, é esta a notícia de fecho para o que vem disposto na imprensa russa.
Destques na "Guerra Traduzida".