Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Passamos agora em revista os destaques dos jornais russos, um trabalho da jornalista Laura Figueiredo. Putin garante que a Rússia vai alcançar os objectivos na Ucrânia.

O presidente russo assegurou hoje, durante uma reunião com os deputados da Duma, que a Federação Russa vai alcançar os objectivos naquilo que o Kremlin denomina como operação militar especial na Ucrânia. Putin garante que Moscovo é capaz de repelir todas as medidas hostis. Na intervenção do Parlamento, Putin acusou os países ocidentais e Kiev de mudarem de tática perante as dificuldades no terreno. Citado pela agência russa TASS, o líder do Kremlin afirmou que os inimigos da Rússia, incapazes de a derrotar no campo de batalha, apostam agora em métodos abertamente terroristas. Vladimir Putin abordou ainda as restrições económicas aplicadas pelos aliados de Kiev, classificando as sanções do Ocidente como recorde, tanto em número como em inutilidade e prejuízo para os próprios autores.

Mas ainda assim, Laura, a Rússia diz estar receptiva a novas ideias sobre o processo de paz na Ucrânia.

São palavras da porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, desde que Moscovo está aberto a considerar novas ideias e propostas relacionadas com o processo de paz na Ucrânia. A porta-voz fez estas declarações depois de uma fonte ucraniana ter dito à Reuters, na semana passada, que responsáveis norte-americanos e ucranianos tinham estado a discutir uma proposta para um cessar-fogo aéreo com o objectivo de apresentar aos representantes russos no âmbito de uma nova ronda de conversas de paz. O Kremlin tinha afirmado anteriormente que ainda não tinha recebido qualquer informação específica sobre as novas propostas de paz antes de uma reunião que está prevista para terça-feira em Washington, entre o presidente dos Estados Unidos e o presidente da Ucrânia.

Vladimir Putin ordenou hoje um aumento de 27 mil efectivos nas Forças Armadas.

Isto acontece numa altura em que se intensificam os rumores sobre uma nova mobilização de reservistas para combater na Ucrânia. Este reforço inclui 25 mil militares e 2 mil funcionários administrativos. Com este aumento, as Forças Armadas russas passam a contar com mais de dois milhões de efectivos, dos quais mais de um milhão e meio são militares. Segundo o decreto publicado no portal oficial de informação jurídica do Estado russo, que entra em vigor a 1 de agosto, este aumento deve-se à criação de uma unidade de construção militar. Desde o início da guerra, o chefe de Estado russo ordenou por várias vezes o aumento do número de efectivos das Forças Armadas, como resultado que o efectivo militar passou já de 1,9 milhões de elementos em fevereiro de 2022, quando começou a guerra, para os actuais cerca de 2,5 milhões. A imprensa local, que cita o portal Medusa, noticia já há várias semanas que as autoridades têm estado a discutir a todos os níveis uma segunda mobilização, embora sublinhe que a decisão ainda não foi tomada e que, em qualquer caso, não será anunciada antes das eleições legislativas de setembro.

Entretanto, Laura, um ataque ucraniano matou pelo menos cinco pessoas no sul da Rússia.

Sim, de acordo com as autoridades regionais, para além das cinco vítimas mortais, quase 20 pessoas ficaram feridas. Na cidade de Rostov-on-Don, um importante centro de exportação perto do mar de Azov, um casal morreu num ataque a um prédio residencial. A informação é avançada pelo governador da região de Rostov, que mais tarde acrescentou que outros três corpos tinham sido encontrados debaixo dos escombros. Horas depois do ataque, a Russian Railways anunciou restrições ao transporte de cargas para o importante porto de Azov até 4 de agosto, aumentando assim a pressão sobre a infraestrutura de exportação de cereais da Rússia. Na cidade de Belgorod, um ataque com drone deixou 12 pessoas feridas, incluindo duas crianças, e provocou também um incêndio num prédio residencial.

Fica por aqui este episódio de "A Guerra Traduzida", edição de hoje, 27 de julho, um trabalho da jornalista Laura Figueiredo. "A Guerra Traduzida" está de regresso amanhã.