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Guerra traduzida na Rádio Observador. Passamos em revista os principais destaques da imprensa russa, bem como da imprensa ucraniana, hoje com a jornalista Laura Figueiredo. Olá, Laura, boa noite. Começamos pela imprensa ucraniana. Donald Trump insiste que o maior problema para o preço do gasóleo é efetivamente a guerra na Ucrânia.

O presidente norte-americano insiste que são os acontecimentos na Rússia, e não a guerra no Oriente Médio, que têm maior impacto no mercado de gasóleo. Em declarações citadas pelo Ukrainska Pravda, Donald Trump afirma que o gasóleo está a ser muito mais prejudicado não pelo Oriente Médio, mas pelo que está a acontecer na Rússia, uma vez que as refinarias estão a ser desativadas a um ritmo bastante alarmante. Nas mesmas declarações aos jornalistas na Casa Branca, o presidente norte-americano afirmou ainda que sem os ataques às refinarias de petróleo russas, os problemas atuais com o gasóleo poderiam não existir.

Entretanto, Laura, a Rússia avisa que as fábricas europeias que produzem armamento para a Ucrânia são alvos militares.

Horas depois de ter ameaçado a NATO com o uso de armas nucleares, caso os membros da aliança tentem isolar a região de Kaliningrado, a Rússia lançou um novo aviso aos países europeus. Alerta que as fábricas europeias que produzem armamento para a Ucrânia são alvos legítimos. Citada pelo The Kyiv Independent, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo afirma que não se deve presumir que as fábricas militares fora da Ucrânia que produzem armas para Kiev estão seguras. Diz que quem pensa assim está enganado. Maria Zakharova acusou ainda os países europeus de estarem diretamente envolvidos no conflito na Ucrânia. O alerta do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo surge um dia depois de a Estónia ter afirmado que os serviços de informações russos estiveram por trás de um ataque que aconteceu em agosto contra um prédio de uma empresa de defesa em Tallin.

Olhemos agora para declarações de Zelensky, que anunciou o primeiro uso de mísseis balísticos ucranianos FP-7 em combate.

O presidente ucraniano traça agora como objetivo a produção destes mísseis. Nas redes sociais, Volodymyr Zelensky publicou um vídeo onde mostra o míssil a ser disparado e a ressaltar o feito. O míssil balístico tático FP-7 foi desenvolvido pela empresa ucraniana de defesa Firepoint e começou a ser testado em setembro. O FP-7 é um míssil de curto alcance que pesa cerca de 200 quilos e tem uma faixa de voo de até 250 quilômetros. Além do FP-7, um outro modelo de míssil balístico, o FP-9, está agora em fase de testes.

Laura, entretanto, um ataque russo causou três mortes em Kiev e atingiu também uma infraestrutura energética da capital.

Informação avançada pelo The Kyiv Independent, que adianta que as sirenes de ataque aéreo soaram sobre Kiev durante mais de 20 horas, num dos ataques mais longos que a capital enfrentou desde o início do conflito. A DTEK, a maior empresa privada de energia da Ucrânia, afirmou que o ataque russo durante a noite danificou a infraestrutura energética, tendo causado apagões. O ataque matou pelo menos três pessoas e feriu outras sete em Kiev. Na região circundante, os ataques mataram uma criança e feriram também uma mulher. Já esta manhã, as forças russas atacaram com drones a ponte Pivdennyi, no sul de Kiev, uma infraestrutura considerada vital pra cidade por unir as duas margens do rio Dnieper. Segundo o Ukrainska Pravda, o tráfego de composições do metrô e o transporte público de superfície na ponte foram interrompidos enquanto um grupo de especialistas fez a inspeção à estrutura.

São estes os destaques da imprensa ucraniana. Voltamos já a seguir com as principais notícias dos jornais russos.