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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Passamos em revista os principais destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana. Hoje com a Laura Figueiredo. Laura, muito boa noite. Começamos pela imprensa ucraniana. Volodymyr Zelensky diz que a Rússia quer empurrar a Ucrânia para o caos e acusa a China, a Índia e o Irão de estarem a ajudar Putin a contornar sanções.

O presidente ucraniano acusa a Rússia de intensificar os ataques contra Kiev com o objetivo de paralisar a capital e levar a população a abandonar a cidade. De acordo com o líder ucraniano, Moscovo procura atingir infraestruturas civis e serviços essenciais para dificultar a vida quotidiana dos habitantes. Zelensky diz que os ataques procuram impedir as pessoas de ir trabalhar ou de levar os filhos à escola, além de dificultarem a logística, o fornecimento de alimentos, os hospitais, a agricultura e as instalações educativas. O líder ucraniano relacionou ainda a intensificação dos ataques russos com as eleições intercalares dos Estados Unidos. Para Zelensky, o presidente russo poderá aumentar a pressão militar à medida que se aproximarem as eleições norte-americanas, numa tentativa de demonstrar força e influenciar a posição de Washington. O presidente ucraniano afirmou também que países como a China, a Índia e o Irão continuam a ajudar a Rússia a contornar as sanções e a reforçar as capacidades militares. Segundo Zelensky, Teerão tem contribuído particularmente para o desenvolvimento das capacidades russas na utilização de drones.

E Volodymyr Zelensky, Laura, defende também ações contra unidades de produção de armamento russo.

Sim, o presidente ucraniano deu hoje conta de que pelo menos uma pessoa morreu na Ucrânia na sequência de um ataque do exército russo contra Kiev. Volodymyr Zelensky defende neste seguimento ações contra as unidades de produção de armamento na Rússia. Numa mensagem divulgada nas redes sociais, Zelensky denunciou o lançamento de mais de uma centena de drones pelas forças russas. Na mesma nota, o chefe de Estado ucraniano diz que a produção de drones e mísseis russos depende de componentes estrangeiros e de cadeias de abastecimento provenientes da Europa, dos Estados Unidos, da República Popular da China e também do Japão, acrescentando que o que falta é a vontade política destes países para estancar a produção de armamento na Rússia. As Forças Armadas Ucranianas deram conta esta sexta-feira de que a Rússia lançou um total de 108 drones contra a Ucrânia na última noite. Por outro lado, o Ministério da Defesa russo reivindicou ataques contra instalações de infraestruturas portuárias e de produção de energia da Ucrânia, bem como contra embarcações ao serviço das Forças Armadas Ucranianas.

Vamos avançar nesta guerra traduzida, até porque drones ucranianos atacaram o maior depósito de combustíveis da Europa.

O ataque da Ucrânia com drones visou esta sexta-feira uma refinaria e um grande depósito de combustível, considerado mesmo o maior da Europa, pertencente ao consórcio estatal Transneft. Testemunhas relatam ter ouvido explosões durante a noite nas instalações de armazenamento da Transneft, localizadas na região de Samara. Estas instalações incluem aquele que a própria empresa considera o maior parque de tanques do continente, com capacidade para mais de 1,6 milhões de metros cúbicos de petróleo. O Ministério da Defesa russo confirmou apenas que Samara foi alvo de ataques com drones, enquanto as autoridades locais noticiaram o encerramento do aeroporto regional. Vladimir Putin admitiu ontem que estes ataques custaram à Rússia aproximadamente 1% do PIB nacional, reconhecendo assim que Kiev tinha atingido parcialmente o objetivo.

E na última noite a Rússia voltou a atacar Kiev e atingiu outra vez a ponte Pivdenny.

Segundo as autoridades ucranianas, as forças russas atacaram Kiev durante a noite, tendo atingido novamente a ponte Pivdenny e danificado um prédio de 25 andares. Esta infraestrutura fundamental tinha sido já atacada na noite anterior. De acordo com o presidente da Câmara de Kiev, foram também registadas quedas de destroços no espaço aberto. Segundo o governante, os destroços danificaram janelas de um edifício e vários carros. Não há para já registro de vítimas mortais ou feridos, nem de incêndios provocados pelo ataque.

Foram os destaques da imprensa ucraniana, curados pela jornalista Laura Figueiredo. Nós voltamos já a seguir com as principais notícias dos jornais russos.