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Guerra Traduzida, estamos de regresso com a Diana Rosa, desta vez com os destaques da imprensa da Ucrânia. Começamos, Diana, com a gigante norte-americana Northrop Grumman, que quer fabricar munições em território ucraniano.

Um fabrico financiado com o dinheiro da Ucrânia. Atenção, é a notícia que faz manchete no Kyiv Post, cita um responsável pela empresa. Kiev tem feito vários apelos a produtores de armas ocidentais num esforço para localizar a produção interna e diminuir a dependência de fornecimentos estrangeiros. Este é o primeiro acordo conhecido deste gênero entre uma empresa de defesa dos Estados Unidos e o governo ucraniano para a produção de armas na própria Ucrânia. As munições a fabricar são de médio calibre, pelo menos pra já. Esta empresa está envolvida nos setores de defesa aeroespacial, produz também aviões, neste caso, bombardeiros, que são usados pelos militares dos Estados Unidos, assim como drones de vigilância.

E, entretanto, a Dinamarca já anunciou um novo pacote de ajuda à Ucrânia.

E é focado no envio de aviões F-16 e outros apoios na indústria da defesa. Este é o 19° pacote de assistência dinamarquesa à Ucrânia. Prevê-se que os primeiros F-16 cheguem ainda este verão, sendo que Kiev espera receber aviões também da Holanda, Bélgica e Noruega. Como parte do compromisso de Copenhague em apoiar a Ucrânia durante os próximos 10 anos, o país desenvolveu um modelo de doação através da indústria da defesa ucraniana para ajudar a desenvolver diretamente a produção militar da Ucrânia. Este 19° pacote vai permitir a utilização de mais de 170 milhões de dólares para satisfazer rapidamente as necessidades da Ucrânia, diz o ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, citado aqui pelo Kyiv Independent, que a Europa está num momento fatídico e a situação no campo de batalha é terrível. Por isso, investir na indústria de defesa ucraniana é uma forma eficaz e sustentável de apoiar a capacidade de combate da Ucrânia, tanto agora como a longo prazo.

E entretanto, no terreno, as tropas russas atacaram um hospital em Kherson.

Um ataque com recurso a artilharia, o que diz um artigo da Ukrinform, que cita a administração militar de Kherson. Pelo menos três projéteis foram disparados contra um hospital. Foi atingida a garagem onde estavam várias ambulâncias estacionadas, que ficaram danificadas. A explosão atingiu também janelas do hospital. De acordo com as autoridades locais, há registro de um ferido. Este foi apenas um dos 19 ataques russos a esta região nas últimas 24 horas. Ainda ontem um homem morreu na cidade de Kherson, depois de um ataque a um dos parques da cidade.

E a fechar, os serviços secretos ucranianos detiveram um informador russo bem perto de Kharkiv.

A Rússia preparava novos ataques com mísseis e drones, assim como o avanço de grupos de reconhecimento e sabotagem pra periferia norte da cidade, é o que diz o New Voice of Ukraine. Os serviços russos utilizaram um informador, que vive nos subúrbios de Kharkiv, para recolher alguns dados sobre a estratégia ucraniana. E como é que ele foi apanhado? Pergunta-se tu, João. Foi apanhado através de um chat de encontros, uma vez que o oficial de ligação russo fingiu ser um cidadão comum, tentou seduzir uma residente de Kharkiv através do Telegram. A ucraniana aproximou-se deste homem, gradualmente acabou por ajudá-lo através do fornecimento de informações de dados confidenciais. Seguindo as instruções que lhe foram dadas, o homem percorreu os territórios do norte de Kharkiv, onde registou secretamente os locais onde se reunia o pessoal das Forças Armadas Ucranianas. Acabou por ser detido enquanto filmava um transporte especial de soldados. O suspeito está agora em prisão preventiva. Pode ter uma pena de até oito anos de prisão.

E fica por aqui este episódio de Guerra Traduzida. Nós regressamos já amanhã.