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Esta é a história do dia da Rádio Observador: quem é o homem que atacou a Marcha pela Vida?

Ontem foi detido, por suspeitas de crime de terrorismo, o homem que atirou um coquetel molotov contra a Marcha pela Vida.

O deputado do CDS, Paulo Núncio, falava ontem à tarde, durante o debate no Parlamento, de um caso que, sobretudo à direita, tem incomodado, não só pelo que aconteceu, mas também pela forma como o que aconteceu tem sido tratado.

Estranhamente, ou talvez não, este ato de terrorismo não provocou qualquer sobressalto cívico nos meios político-midiáticos.

Desde os primeiros dias, aquilo que para uns era um incidente grave e condenável, um homem que atirou um coquetel molotov contra os manifestantes da marcha contra o aborto e a eutanásia. Esse coquetel não pegou fogo e não houve feridos e, portanto, um incidente. Para outros, o mesmo episódio foi um ato de terrorismo. Agora, o atacante foi detido pela Polícia Judiciária e há mesmo suspeitas de crime de natureza terrorista. Eu vou falar hoje com o editor de sociedade do Observador, o Pedro Rainho, e com o Miguel Pinheiro Correia, o jornalista que tem acompanhado este caso, porque, entretanto, já há mais informações sobre este homem de 39 anos. Vamos saber quem ele é, o que pensa e o que defende, mas também vamos perceber quais foram as reviravoltas na investigação para que o mesmo homem, que estava a aguardar decisões da Justiça em liberdade, tenha agora voltado a ser detido e por crimes bastante mais graves. Eu sou o Pedro Benvides e esta é a história do dia de quinta-feira, 16 de abril. Olá, Pedro. Olá, Miguel.

Viva.

Olá.

Estamos aqui com os dois porque queremos olhar para duas perspectivas diferentes. Por um lado, os diferentes passos da investigação desta história. Por outro, percebermos quem é este homem, o que ele pensava, o que ele fazia, de onde é que ele veio, como é que isto tudo aconteceu. Pedro, eu vou começar contigo, porque há aqui uma dúvida que me parece mais ou menos imediata, que é: no dia em que isto aconteceu, a PSP estava lá, deteve o suspeito, mas depois ele foi libertado na segunda-feira. E agora a notícia que temos é que ele voltou a ser detido. O que aconteceu aqui neste intervalo para explicar isto?

Sim, há aí acontecimentos ao longo de duas semanas, mas nesse momento em que este suspeito é detido, ele é detido ainda durante a Marcha pela Vida, logo depois de ter lançado o que as autoridades chamam de coquetel molotov, um objeto incendiário. Lança-o contra alguns participantes da manifestação e é detido de imediato pela PSP, até com a ajuda de alguns participantes da manifestação. É detido, é identificado, é levado para a esquadra e aquela situação em que ele acaba de estar envolvido é qualificada como um crime de posse de arma proibida. E, portanto, o que acontece em seguida é: ele é identificado e acaba por ser libertado.

Porque o crime que lhe foi atribuído era apenas posse de arma proibida. Mesmo que ele tenha estado com uma garrafa cheia de gasolina, um objeto potencialmente incendiário que podia queimar, matar pessoas, e que o tenha lançado com essa intenção, crime de posse de arma proibida.

Precisamente. Decorrem cerca de uma semana e meia, duas semanas, em que há algumas investigações feitas pela PSP, que é quem tem o processo nas mãos, são ouvidas algumas testemunhas diretas daqueles acontecimentos e a determinada altura, o Ministério Público olha para aquilo que estava ali em causa, precisamente para um indivíduo, uma pessoa que tinha lançado um coquetel molotov para cima de participantes de uma manifestação, e chega à conclusão de que aquilo é bem mais grave do que um simples crime, entre aspas, claro-

Sim, mas de comparação

...exato, crime de posse de arma proibida. E, portanto, o processo é então passado para as mãos do DCIAP, um departamento do Ministério Público onde se investiga criminalidade violenta, particularmente violenta e complexa. E o que os procuradores do DCIAP fazem é retirar a investigação à PSP, que tinha estado as duas últimas semanas com esse caso, e passar a investigação para as mãos da PJ, em particular para a Unidade Nacional de Contra-Terrorismo, que é habituada a analisar, a investigar crimes bastante mais complexos, bastante mais violentos.

Deixa-me perguntar-te relativamente a isso. Não era isso que faria sentido logo no início? Porque a polícia que tem como especialização a investigação, efetivamente, normalmente costuma ser a Polícia Judiciária ou a Polícia Judiciária só entra quando os crimes são efetivamente com um determinado nível de gravidade ou de complexidade?

Vou responder-te olhando até para este caso em concreto e na sequência de algumas conversas que tive com inspetores da PJ e com elementos habituados a este tipo de criminalidade. O que está ali em causa? Um ativista, que seja um cidadão que está nas imediações de uma manifestação, que tem um objeto incendiário na sua mão e que o lança contra pessoas que participam na manifestação. Ora, aqui temos uma sequência de acontecimentos que nos levam a concluir que podem estar aqui em causa crimes de ofensa à integridade física qualificada, crime de incêndio, eventualmente tentativa de homicídio e, por último, tudo isto somado, além da posse de arma proibida e uso, um possível crime de terrorismo. Somando todas estas parcelas, a conclusão parece relativamente clara, que é: teria de ser o DCIAP a pegar neste caso e teria de ser a PJ, em particular a Unidade de Contra o Terrorismo, a investigar estes acontecimentosDemorou-se um pouco a chegar a essa conclusão, é verdade, mas quando esta transição é feita, também há aqui precisamente um agravamento dos crimes em causa. Em vez de ser só uma posse, volto a pôr isto entre aspas, uma posse de arma proibida, já há uma série de crimes, como eu referi agora, de ofensa à integridade física qualificada, risco de incêndio, o crime de incêndio, tentativa de homicídio, que concorrem para uma situação de potencial terrorismo e portanto, faz todo o sentido que seja o NCT a investigar este caso.

E por que isso demorou tanto tempo a chegar de um sítio para o outro?

Eu gostava de ter uma resposta muito clara a essa pergunta. Não tenho, mas a pergunta é absolutamente pertinente, porque de facto há aqui consequências que decorrem deste tempo que se perdeu, e a expressão é tempo que se perdeu, enquanto o processo esteve nas mãos da PSP até passar para a PJ. Por exemplo, logo depois deste suspeito ser detido, ele é libertado, o telemóvel não lhe é apreendido e não é feita uma coisa que agora parece relativamente simples, que é: não foram verificadas as comunicações que ele tinha feito antes daquele ataque, não foi verificado que tipo de propaganda ele fazia, por exemplo, nas suas redes sociais. Há um dado curioso que é logo a seguir a ser libertado, a conta no X deste homem desaparece, é apagada. Não as do Facebook, não as do Instagram, mas a do X. Isto lança-nos aqui alguma dúvida sobre o que é que estava ali em causa, que tipo de conteúdos eram propagados ali. Houve, de facto, informações que se perderam, outras também, por exemplo, como o tempo que se demorou a ouvir-se mais do que dois ou três intervenientes naqueles acontecimentos. Por exemplo, uma das informações que sai logo nas primeiras horas é: houve o ataque, o autor do ataque está devidamente identificado, mas há ali suspeitas de que mais duas ou três pessoas poderiam ter participado de alguma forma naquele ataque.

Não seria uma coisa de um lobo solitário.

Não ser um lobo solitário. Essas pessoas não foram ouvidas, pelo menos enquanto a investigação estava nas mãos da PSP. Foi tempo que se perdeu, efetivamente, de investigação, de acesso a informações que podiam ser preciosas para chegar a conclusões.

Vamos saber mais sobre este homem, nomeadamente quem é este suspeito, quando regressarmos. E estamos de regresso à conversa com o editor de sociedade do Observador, o Pedro Rainha, e também com o jornalista Miguel Pinheiro Correia, que tem estado a seguir este caso do homem que atirou um coquetel molotov contra a manifestação pela vida, contra as pessoas que lá estavam naquela altura. Miguel, nós já percebemos que esta investigação teve aqui algumas reviravoltas. Tu não sendo nem da PSP nem da Polícia Judiciária, também tens feito a tua investigação jornalística, sobretudo sobre a vida deste homem. O que nós sabemos sobre ele?

Estivemos a falar com alguns colegas ou pessoas que se cruzaram a determinado momento e em diferentes fases da vida com Nelson, que é o nome deste detido, um homem de 39 anos que se dedicava ao design. Ele estudou na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, chegou a estudar também em Nova Iorque e é pelos Estados Unidos que vai passar grande parte do seu percurso profissional. Ele começa a trabalhar, ou pelo menos dos dados que ele publica no próprio LinkedIn, tem uma descrição muito prolongada do seu vasto currículo, começa a trabalhar no público como web designer e a partir daí vai saltitando, descrevem-nos assim algumas pessoas que o conheciam, vai saltitando entre trabalhos. Curiosamente, e olhando para este currículo, ele nunca passa muito tempo em cada sítio. Só num dos locais, num dos trabalhos de design em Nova Iorque, é que ele está há pouco mais de dois anos, mas de resto anda tudo à volta de meia dúzia de meses, um ano, pouco mais.

Experiências curtas, portanto.

Exatamente. E até nos poderia levantar aqui alguma questão, tendo em conta os atos pelos quais foi detido, alguma questão sobre o temperamento dele, mas olhando ou falando com as pessoas que contactaram com ele, descrevem-nos um designer excepcional, um profissional. Um dos colegas deles chegou a descrever mesmo um dos melhores com quem ele trabalhou, uma pessoa muito criativa e que terá sido essa criatividade que o terá levado a aborrecer-se em determinado momento de certos trabalhos e quando achava que já não estava a ser estimulado criativamente por determinado trabalho, abandonava. E isso fez com que fosse, por exemplo, para os Estados Unidos, nomeadamente para Nova Iorque, chegou a passar por Munique, regressou a Portugal e entretanto voltou outra vez a Nova Iorque. Estava em Portugal há cerca de três meses. Dedicava-se nos últimos tempos mais ao trabalho de freelancer, mas esteve em várias empresas ao longo dos últimos anos.

E nós sabemos o que ele fazia do ponto de vista não profissional, ou seja, o que ele acreditava, porque olhando para as notícias que saíram na altura do ataque propriamente dito, falava-se de um grupo anarquista. Nós temos alguma noção de qual é a filiação política dele?

Os colegas que trabalharam com o Nelson não mencionaram uma afiliação política, mencionavam apenas que ele tinha uma inclinação política à esquerda e que não o escondia, ele assumia e até alguns brincavam com isso, ele era natural do Barreiro, com a presença comunista no município.

E esta questão repete-se ao longo dos vários empregos em que ele está. Dizem que mesmo que ele é muito ativista e que está nas redes sociais sempre ativo a partilhar protestos e manifestações, não era conhecida até há pouco nenhuma afiliação partidária, mas entretanto o Partido Socialista confirmou.

Estamos aqui a olhar para o computador, porque Pedro tu estavas a teclar furiosamente enquanto nós falávamos. Já agora, para quem nos estiver a ouvir, são 19h22m de quarta-feira, é a hora que estamos a gravar isto e, portanto, ainda há muita informação que vai sendo divulgada neste momento. Qual foi a informação que tu recebeste?

Sim, é uma informação que caiu há três minutos, um comunicado não é tão curto assim do PS, mas em que há três ou quatro informações que são interessantes. Uma é o PS dizer claramente que esta informação de que o tal suspeito do ataque na Marcha pela Vida é militante do PS, surpreendeu o partido. Esse é um ponto. O segundo ponto é que o próprio secretário-geral do partido, José Luís Carneiro, remeteu um comunicado à Comissão Nacional de Jurisdição, uma comunicação interna, com esta informação e dando indicações de que devia ser instaurado um processo disciplinar. O que o PS diz sobre o caso em concreto? Que se os factos que são imputados ao tal suspeito, Nelson, forem confirmados, isso dará lugar à expulsão da condição de militante. Para já, e enquanto esse processo decorre, o que o PS fez foi suspender preventivamente o militante. E depois, claro, o comunicado termina com uma nota que me parece lógica, que é a de condenação de qualquer tipo de violência, não compactuar com qualquer tipo de violência.

Sensatamente deste desastre natural, sendo que isto ainda por cima foi um caso que, de certa forma, criou alguma tensão entre a esquerda e a direita. Pedro, só para terminarmos, uma pergunta: a investigação já terminou ou ainda se esperam mais desenvolvimentos?

As informações mais recentes que nós pudemos apurar vão no sentido de que a investigação continua. Ou seja, houve esta detenção na manhã de terça-feira, na casa do tal Nelson, foram apreendidos uma série de documentos, mas a investigação não termina. E por quê? Porque há pouco falávamos da questão do lobo solitário ou de um ataque concertado ou com mais cúmplices, pelo menos. A PJ tem uma suspeita forte ou pelo menos suficientemente forte para nos dizer que esta investigação vai continuar e é possível que nos próximos dias até venhamos a assistir a mais detenções relacionadas com este caso. Portanto, a investigação continua, claramente.

E nós continuaremos atentos aos desenvolvimentos deste caso. Miguel, Pedro, obrigado.

Obrigado.

Eu falei com o Pedro Raínho, o editor de sociedade do Observador, e com o Miguel Pinheiro Correia, que não têm largado este caso desde o início. E desta conversa há duas dúvidas para as quais não conseguimos resposta. Primeira: se o que está aqui em causa é a ação de um homem que encheu uma garrafa de gasolina e deliberadamente a atirou contra 500 pessoas que estavam frente ao Parlamento, incluindo crianças e bebês de colo, se é isto que está aqui em causa, por que inicialmente se resumiu tudo a posse de arma proibida? Por que se demorou tanto tempo a entregar o caso à PJ? E depois a outra dúvida, que se mantém agora que conhecemos melhor o suspeito: o que leva uma pessoa a fazer uma coisa destas, a atentar contra a vida de quem se manifestava pacificamente, a atirar um objeto incendiário à espera de vê-lo arder em cima de várias pessoas, famílias inteiras, nalguns casos? Talvez tenhamos resposta a isto tudo nos próximos tempos, quando a investigação ou a Justiça fizerem o que têm de fazer. Esta foi a história do dia. A sonoplastia é do Bernardo Almeida, a música do genérico do João Ribeiro. Eu sou o Pedro Benevides. Até amanhã.

No seguimento do episódio do podcast "A História do Dia", emitido pela Rádio Observador em 16 de abril de 2026, no qual interveio o senhor jornalista Pedro Raínho, impõe-se, por dever de rigor e em estrita observância do direito consagrado na lei da imprensa, proceder à reposição da verdade material dos factos, manifestamente desvirtuada pelas afirmações então proferidas. Com efeito, a narrativa veiculada naquele espaço radiofónico assenta em pressupostos factuais erróneos, quando não frontalmente desconformes com a realidade objetiva, gerando uma representação pública profundamente distorcida da atuação da Polícia de Segurança Pública, PSP, cuja gravidade não pode ser subestimada. Importa, pois, restituir a sequência factual com o necessário rigor. Um: no dia 21 de março de 2026, a PSP procedeu à detenção de um indivíduo suspeito da prática de factos suscetíveis de integração típica em diversos ilícitos criminais, designadamente relacionados com o arremesso de um engenho incendiário improvisado. Tal detenção foi efetuada no exercício das competências legalmente atribuídas, tendo o detido sido conduzido aos locais de detenção e subsequentemente apresentado à autoridade judiciária competente no primeiro dia útil seguinte, em conformidade com os imperativos legais aplicáveis. Dois: no próprio dia da detenção, a PSP prontamente realizou diligências probatórias essenciais, incluindo a inquirição formal de três testemunhas presenciais, a identificação e salvaguarda de meios de prova relevantes, designadamente sistemas de videovigilância existentes na área e a apreensão do objeto em causa. Este foi sujeito a registro pericial preliminar e encaminhado para o exame técnico especializado em estreita articulação com as entidades competentes, laboratório de polícia científica. Três: todo o expediente foi remetido pela PSP ao Ministério Público no dia 23 de março de 2026, momento a partir do qual cessou nos termos legais a intervenção da PSP, passando a condução do inquérito a competir em exclusivo à autoridade judiciária titular da ação penal.Quatro: à luz desta factualidade, torna-se imperioso refutar de forma categórica as afirmações proferidas no referido programa. Cinco: é, desde logo, objetivamente falso que o suspeito tenha sido meramente identificado e libertado. Ao invés, foi formalmente detido, sujeito às diligências processuais legalmente previstas e apresentado a primeiro interrogatório judicial. Seis: igualmente destituída de fundamento é a alegação de que a investigação teria permanecido nas mãos da PSP durante um período de uma a duas semanas. Tal afirmação revela não apenas imprecisão, mas uma incompreensão substantiva do enquadramento jurídico-processual aplicável. A PSP limitou a sua atuação à realização das diligências urgentes e legalmente impostas, cessando a sua intervenção com a apresentação do detido ao Ministério Público. Sete: do mesmo modo, não corresponde à verdade que o processo tenha sido ulteriormente retirado à PSP ou que esta tenha conduzido uma investigação prolongada, posteriormente transferida para outro órgão da Polícia Criminal. Em nenhum momento a PSP assumiu a titularidade da investigação, para além do estritamente necessário à tramitação inicial, pelo que tal construção narrativa carece de qualquer suporte factual. Oito: por fim, deve ser liminarmente rejeitada a insinuação de inércia, atraso ou ineficiência na recolha de prova. As diligências essenciais foram desencadeadas com imediatismo e eficácia, tendo sido assegurada a preservação dos meios probatórios e a pronta formalização dos atos processuais relevantes, inclusivamente em período correspondente a fim de semana, com o propósito de garantir a célere apresentação do detido à autoridade judiciária. As afirmações difundidas no referido espaço mediático revelam-se assim não apenas inexatas, mas suscetíveis de afetar, de forma grave e injustificada, a credibilidade institucional da Polícia de Segurança Pública, ao insinuarem uma atuação negligente ou deficitária que não encontra qualquer correspondência com a realidade. Num Estado de direito democrático, o exercício da liberdade de imprensa, cuja importância se reconhece e valoriza, não se dissocia dos deveres de rigor, verificação e respeito pelo contraditório. A omissão de diligências mínimas de confirmação junto da entidade visada, aliada à difusão de informação objetivamente falsa, constitui uma falha que importa assinalar com a devida firmeza. Nestes termos, e tendo em conta a Lei n.º 2/99, de 13 de janeiro, alterada pela Lei n.º 78/2015, de 29 de julho, designadamente no seu capítulo 5, do direito à informação, secção um, direitos de resposta e de retificação no exercício do direito de resposta legalmente consagrado, procede-se ao presente esclarecimento com o propósito de repor a verdade dos factos e salvaguardar o bom nome, a honra e a integridade profissional da instituição PSP.