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A questão é difícil.
Eu acho que a sua questão é muito importante.
Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.
Ficará eventualmente a pergunta no ar.
É uma boa pergunta essa.
E hoje falamos de casas muito engraçadas. Ai, que graça! Controlo de danos.
O que se passa naquela casa?
Pais e filhos. Mas começamos pela corrida presidencial. Paulo Gouveia e Melo está a deixar as direcções partidárias sentido.
É que está mesmo. Estás um bocado esquisito.
Maria João está.
Hoje está com um speed.
Hoje o João está muito esquisito. E se vissem a João.
A Carla é que spinou, mas tu é que estás com o speed todo, Maria João.
É verdade.
Nós temos esta ligação.
Mas vamos lá. Siga a Marinha.
Pois, vamos.
Siga a Marinha. É verdade, o almirante está, pelo menos, a obrigar os partidos a pensar mais um pouco na estratégia para as presidenciais. Ainda sem qualquer candidato declarado, nem ele nem ninguém, nesta corrida para Belém, Gouveia e Melo vai aparecendo a liderar as sondagens de uma forma cada vez mais folgada. É evidente que ainda é cedo. Falta mais de um ano para as eleições, mas estes dados podem começar já a condicionar a lista de possíveis candidatos. Por outro lado, os partidos têm aqui também muita matéria para reflexão. Como é que um possível candidato, cujo pensamento político é praticamente desconhecido de toda a gente, aparece agora a liderar as preferências dos eleitores? E por que um almirante cujo currículo público mais visível é apenas a liderança do processo de vacinação, consegue, nessa altura, ter tanto crédito eleitoral? Provavelmente, isto já dizemos nós, porque executou essa missão com eficácia, característica que tem faltado ao Estado em quase todas as áreas. Portanto, há aqui muita matéria para os partidos se ocuparem nos próximos meses.
Pois há. E entretanto, o que o filho de Joe Biden disse ao pai?
Isso podia ser o início de uma anedota.
Pois é.
Eu acho que ele disse: "Pai, perdoa-me, porque eles não sabem o que fazem." Se não foi isto, podia ter sido. Hunter Biden, filho do ainda presidente norte-americano, teve uns problemas com a justiça, foi considerado culpado por mentir numa compra de armas e também por crimes fiscais. A sentença estava para ser lida daqui a pouco tempo.
Sim, agora 16 deste mês, acho que era 16.
Sim, uma ou duas semanas. E Joe Biden, que sempre disse à Justiça o que é de Justiça, mas em inglês, claro.
Estava a pensar que estava a apaixonar o inglês.
Parece que esteve em Angola.
Claro, se calhar até disse.
Podia ter aprendido. Ele disse sempre que não ia interferir nem usar a prerrogativa de indultar o filho, mas como dizem os ingleses, o sangue é mais espesso que a água e Joe Biden indultou mesmo o filho e explicou a decisão ao povo americano com o argumento de que Hunter Biden só foi investigado e considerado culpado por ser filho de quem é. O presidente culpou a oposição republicana no Congresso pela investigação e agora que está a chegar ao fim do seu mandato, perdoa o filho, garantindo também que o presidente eleito, Donald Trump, não poderá reverter a decisão.
É o que vamos ver.
Faz sempre lembrar aquela história, quando se questiona o nepotismo e alguém pergunta: "Mas quem é que Deus enviou à Terra?" Escolheu o filho.
Ah.
Isso já tem uma justificação bíblica.
Já tem.
Assim é difícil rebater. Já está na Bíblia.
É um belo argumento.
É o argumento do controle de danos. É o que André Ventura também está a tentar fazer, Paulo.
É o que parece, essa ligação, enfim, depois temos que trabalhar melhor as vezes.
Fiz o meu melhor.
As dobradiças.
Já que vocês não se preocupam com isso.
O Paulo.
Não, é o que parece, de facto. Depois daquela arruaça do Chega na sexta-feira com as faixas na fachada do Parlamento, André Ventura veio ontem dizer que ele é o único responsável pelos cartazes e que foi ele que fez tudo. Pensou, idealizou, preparou, executou. Portanto, a responsabilidade é dele e só dele. Bom, pelo menos toda a gente viu, teve mais 49 cúmplices naquela bancada, uma vez que todo o grupo parlamentar estava divertidíssimo com aquela brincadeira e muitos deputados até ajudaram depois a retirar as faixas ali mesmo à frente da cara dos bombeiros. Mas o líder do partido, perante a ameaça de problemas judiciais com esta brincadeira, está já a tentar limitar o problema a si próprio. Diz que está de consciência tranquila, seja lá o que isso for, num caso destes. Vamos ver como é que acaba este caso, porque a Justiça ainda agora começou o seu trabalho.
Olha, e por falar em trabalho, em obras. Viste esta passagem incrível?
Muito efícaz.
Agora vamos ver se o Bruna recebe bem ou se é como o Paulo.
Tira aí.
Maria João.
A casa de Montenegro era uma casa muito engraçada.
Era uma casa muito engraçada, tinha um teto e foi arquivada. Não, a casa não foi arquivada, mas o processo do Ministério Público, que foi aberto na sequência de uma denúncia anônima e que tinha sido anunciada em dezembro do ano passado, portanto, ainda antes das eleições. Como o tempo passa. Parece que foi ontem que havia suspeitas relativas ao processo de licenciamento, construção e atribuição de benefícios fiscais da casa de Espinho de Luís Montenegro. Aquele tipo de questões que despertam paixões nos portugueses, que adoram uma boa polêmica com a SISA, o IMI ou o IVA da reabilitação de casas e casinhas. Tínhamos os casos e casinhos, temos as casas e casinhas com Luís Montenegro. O Ministério Público averiguou, realizou as necessárias diligências, isto dito pelo próprio Ministério Público, e não detetou indícios de crime. Montenegro pode dormir descansado.
Em casa?
Em casa, na casinha, com teto e tudo. E quem fez a denúncia também pode dormir descansadinho, porque sempre foi um aninho de averiguações e suspeitas.
Montenegro tinha ali um espinho encravado.
A questão é difícil.
Eu acho que a sua questão é muito importante.
Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.
Ficará eventualmente a pergunta no ar.
É uma boa pergunta essa.