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As notícias com Teresa Freire.
Bom dia. A Assembleia da República vota hoje, na generalidade, a proposta do Orçamento de Estado para 2027. A aprovação está garantida, uma vez que o Partido Socialista já anunciou que se vai abster. O debate hoje retoma às 10h, com as questões econômicas em destaque, depois de um primeiro dia de discussão em que o documento ficou para segundo plano. Ontem à tarde, depois de mais de uma semana em silêncio, o primeiro-ministro defendeu a atuação da polícia. Miguel Viteiro Dias.
Onze dias depois do silêncio.
A Polícia de Segurança Pública tem sido especialmente cuidadosa e competente na reposição da normalidade sempre que se verificam excessos.
Luís Montenegro defendeu a atuação da polícia, apesar de não gostar do que viu.
Não são imagens que nós gostemos de ver. Claro que não, senhora deputada, eu também não gosto de ver. Daquilo que eu observei, as forças de segurança só intervieram mesmo em última, última ratio.
O primeiro-ministro a responder ao Livre perante um José Luís Carneiro, do PS, a acusar o governo de ter dado orientações para a carga policial.
O uso da força é uma última e uma derradeira opção. As forças policiais cumprem orientações do poder político.
Montenegro rejeitou a acusação e contrapôs com o passado de Carneiro no Ministério da Administração Interna. Já André Ventura quis saber por onde tem andado o chefe do governo.
Onde é que andou quando o país se debatia com manifestações em todas ou muitas das suas cidades, em que polícias eram agredidos e o país não sabia do seu primeiro-ministro?
Onde é que o primeiro-ministro andou? Andou a trabalhar. Todos os dias o primeiro-ministro esteve por dentro de tudo.
A resposta do primeiro-ministro. As críticas à intervenção policial foram consensuais à esquerda, mas Paulo Raimundo lembrou também outras polêmicas.
Insistiu, inclusive, naquela teoria dos egoístas. Eu só espero que também não alimente aquela ideia de que os jovens têm feito poucos sacrifícios.
Mas Luís Montenegro, que acusou os partidos que compuseram a geringonça de terem faltado às chamadas nos últimos 10 anos, insistiu.
Espero que esses partidos não caiam na tentação, por razões meramente egoísticas, importar para Portugal climas de instabilidade e contestação que não encontram respaldo na sociedade.
O primeiro-ministro a responder à oposição sobre as polêmicas dos últimos dias, num debate em que o Orçamento do Estado ficou mesmo para segundo plano.
Miguel Viteiro Dias, com os destaques do primeiro dia do debate do Orçamento do Estado para 2027. Hoje o Parlamento vota o documento na generalidade. Depois segue-se a discussão na especialidade. A votação final está agendada para dia 24 de novembro. Esta noite não houve acampada em frente à Assembleia da República e hoje os manifestantes voltam ao Rossio. O protesto junto ao Parlamento começou quando ainda se debatia o Orçamento do Estado dentro de portas e reuniu milhares de pessoas. Os manifestantes acabaram por dispersar. A organização admitiu que não estavam reunidas as condições para pernoitar junto ao Parlamento. Miguel Pina Andrade.
A decisão de não montar tendas nem sequer foi a votação. Foi, sim, Priscila Valadão, uma das porta-vozes do movimento Acampada de Lisboa, que desfez qualquer dúvida que houvesse. No final da assembleia popular, ouviu-se nas colunas que não estavam reunidas as condições de segurança para acampar à frente do Palácio de São Bento. Ao longo da noite, os momentos de maior tensão foram acontecendo apenas quando os cinco agentes da PSP, que vigiaram a manifestação nas escadarias do Palácio de São Bento, eram rendidos. Mas destacar que, fora estes momentos, foi um protesto bastante pacífico. São os últimos sinais de vida de uma manifestação que contou com muitas milhares de pessoas, mas que não terminou com uma acampada à frente da Casa da Democracia, apenas com essa garantia da organização da acampada, que esta quarta-feira vai acontecer nova assembleia popular no Rossio. Está marcada para às 19h.
O retrato da manifestação desta terça-feira à tarde à frente da Assembleia da República, trazido pelo jornalista Miguel Pina Andrade. A observadora, porta-voz do protesto, Priscila Valadão, confirmou que está agendada para hoje uma nova assembleia popular. Os manifestantes vão regressar à Praça do Rossio às 19h. Já no Porto, apesar de terem votado a permanência sem tendas na Praça Dom João I, a multidão desmobilizou. À 01h, a PSP também já tinha abandonado a praça. Quanto aos manifestantes, as centenas de pessoas começaram a desmobilizar quando terminou a assembleia popular. E perante um mar de gente em protesto em Lisboa, o líder parlamentar do PS criticou as cargas policiais. Eurico Brilhante Dias insistiu que não se carrega em manifestantes pacíficos.
O que nós dizemos é: aos manifestantes, o seu direito à manifestação é um direito constitucional, deve ser respeitado e deve ser pacífico. Às forças policiais: garantam a ordem, mas a ordem não se garante carregando em cima de manifestantes pacíficos.
As palavras de Eurico Brilhante Dias, que foi um dos vários deputados socialistas que se juntaram aos manifestantes em protesto quando terminou o debate do Orçamento do Estado. O líder parlamentar socialista pediu novamente ao governo que recue na Lei das Rendas. Já José Luís Carneiro garante que o PS está disponível para conversar, mas rejeita viabilizar esta Lei das Rendas. Ontem à noite, já depois do debate do Orçamento do Estado, o secretário-geral socialista respondeu ao pedido de diálogo por parte do Presidente da República.
O governo devia ter essa capacidade de diálogo com os partidos da oposição. E entendo que o senhor presidente da República tem razão
Quando diz que é necessário haver um diálogo construtivo. Não podemos é concordar com o governo quando avança com uma lei de rendas que cria dificuldades aos jovens, às famílias e aos idosos, que vão criar instabilidade e insegurança na vida das pessoas. Por outro lado, também não posso estar de acordo com o governo, quando o governo estabeleceu uma lei de rendas de €2300.
O secretário-geral do PS em declarações aos jornalistas esta noite em Setúbal. Passamos para as eleições israelitas, com mais de 50% dos votos apurados, Benjamin Netanyahu segue em frente, mas Gantz aproxima-se. Os resultados continuam a cair a conta-gotas. Por esta hora, o bloco da oposição aproxima-se do liderado pelo Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu, que ainda só garantiu 56 lugares no Parlamento israelita. Ainda não chegou aos 61, que são necessários para formar uma maioria. Em Israel, a acompanhar as eleições, está o enviado especial do Observador, Pedro Jorge Castro, que relata como correu a noite de hoje.
Todos os partidos desse bloco de oposição já tinham declarado vitória e a derrota de Benjamin Netanyahu, acima de tudo, mas o primeiro-ministro israelita esperou, por volta da 01h30, uma projeção atualizada acabou por lhe dar a vitória ao bloco dele, à coligação que apoia o governo, e ele fez os seus apoiantes esperar até às 03h30 para decidir aquilo que iria dizer e afinal pôde aparecer como vencedor, ou pelo menos, ignorando o apelo que tinha sido feito por Gadi Eizenkot horas antes, que tinha apelado à criação de um governo quase de salvação nacional, integrando o Likud, o partido de Benjamin Netanyahu, mas exigindo a demissão de Benjamin Netanyahu do governo. Benjamin Netanyahu apareceu então pouco depois das 03:00, a falar aos apoiantes, ignorando completamente isto e a falar do Irão. Os primeiros minutos do discurso dele são a falar do Irão, da importância de eliminar de vez o Irão e da forma como pretende fazer isso com o seu maravilhoso amigo Donald Trump, ele utilizou mesmo esta expressão, o que indicia que esse ataque ao Irão deverá estar para muito breve, depois das midterms nos Estados Unidos na próxima semana. Repara como isto vai criar uma enorme instabilidade política no país, porque será mais complicado gerir esta questão da governabilidade com o país em guerra. Na sequência disto, disse também três vezes que é proibido ter partidos árabes no governo. Ora bem, este é proibido, no entendimento dele, claro. Fez a campanha toda com isto. Dizia que ou era direita ou Palestina, era a opção que se colocava aos israelitas, mas está a tentar condicionar a opinião pública para a única opção que haveria aqui aberta a Gadi Eizenkot para conseguir a maioria dos 61 deputados, que passaria por este apoio dos partidos árabes. Partidos árabes que, aliás, mandaram recados esta noite de que estariam disponíveis para conversar com Gadi Eizenkot, porque o mais importante era, de facto, derrotar Benjamin Netanyahu e afastar de vez Benjamin Netanyahu do governo. Com esta premissa de Benjamin Netanyahu, de que é proibido ter partidos árabes no governo, de facto, fica mais difícil o caminho de Gadi Eizenkot, que não tem muitas alternativas para conseguir a tal maioria dos 61 deputados.
O enviado especial do Observador, Pedro Jorge Castro, que está em Israel a acompanhar as eleições. Entretanto, o presidente norte-americano disse que o apoio a Netanyahu foi fundamental para a corrente virar. Na rede social Twitter, Donald Trump escreve que em vez de uma derrota decisiva para o Primeiro-Ministro, parece ter sido um momento de reviravolta ou mesmo uma vitória para Netanyahu. Diz o presidente norte-americano que tudo isto aconteceu depois do apoio do presidente Trump, que só quer o bem para o Médio Oriente, Israel e os Estados Unidos. Por enquanto, os resultados em Israel ainda não estão fechados. Pode continuar a acompanhar todas as atualizações ao longo desta manhã no site do Observador. Terminamos com o desporto. O Sporting está na Final Four da Taça da Liga. Venceu esta noite o Marítimo por 2 x 1. Após o encontro em Alvalade, o técnico dos Leões, Rui Borges, disse que a equipa podia ter evitado o sofrimento final.
Sabíamos também que era uma equipa que iria tentar contra-ataque, ataque rápido, que é isso que as equipas têm tentado aproveitar. Fomos conseguindo anular e acabamos por fazer um gol até numa perda de bola nossa, numa etapa de construção. Uma perda que claro, não pode existir, mas faz parte o erro do jogo e acabamos por acabar aqueles últimos dois minutos com um bocadinho de sentimento de incerteza, escusadamente.
A análise do técnico dos Leões, Rui Borges, à vitória frente ao Marítimo, 2 x 1. O Sporting segue em frente para a Final Four da Taça da Liga. Ponto final neste jornal das 06:00. A frequência está de regresso às 06:30. Antes temos conferência de imprensa e vamos à bola.