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A questão é difícil.

Eu acho que a sua questão é muito importante.

Eu não lhe vou responder essa pergunta porque não me apetece.

Ficará eventualmente a pergunta no ar.

É uma boa pergunta.

Está no ar o Ainda Bem que Fazessa pergunta da Rádio Observador. Paulo Ferrario e Júlio Magalhães. Esta sexta-feira falamos de lutos a mais, saltos angolanos, hesitações extraordinárias. Mas Paulo, começamos por ir direto ao assunto.

Vamos direto ao assunto.

Eu acho que sim. Justifica-se.

Quem é que não pode ver nada a ninguém e tinha que vir agora com umas manhãs 360?

São uns macaquinhos de imitação. Assim de repente, só me ocorrem dois nomes: Catarina e Diogo. Não sei se vos diz alguma coisa.

Não sei, vamos ver.

Um é loira, um é loiro, o outro é moreno.

E o melhor mesmo é deixá-los explicar como é que vão pôr, de facto, as manhãs da rádio de sábado e domingo a mexer. Catarina.

Ainda bem que faz essa pergunta, Diogo. Vou dizer isto. Primeiro que tudo, vamos acordar um pouquinho mais tarde do que vocês, mas temos um menu incrível. E já que estamos a falar de menu, se calhar vamos já avançar com o primeiro nome das nossas manhãs.

Eu não sei se o Júlio conhece um dos nomes que vai estar conosco. Não sei se já alguém disse alguma coisa. Júlio, não sabes nada.

Não, não faço a mínima ideia. Eu estou a chegar. Ainda está a abrir o computador.

Vamos ter Manuel Serrão por pratos nunca dantes navegados.

Isso é um grande reforço.

Já viste? Começam logo assim, a jogar forte.

Anda toda a gente aí a buscar gente ao Porto, até o governo.

O Manuel leva-nos de norte a sul, um pouquinho da sua experiência. Adora, obviamente, um belo restaurante, e vamos já começar no domingo. Podemos já revelar, no Algarve, um restaurante maravilhoso. Têm palpites?

O Júlio então tem imensos. Estas férias deu-me imenso.

Eu acho que até estive lá com ele.

Portanto, foi testado.

Foram testar.

Não é o Noélia.

É!

Eu posso já oferecer-me para ajudante dessa rubrica.

Olhem que o Paulo é um peso pesado nesta matéria.

Eu também, nas férias do Manuel Serrão, se quiserem, posso fazer uma prenúncio.

Mas já foram ao Noélia ou não? É porque lhe lançámos aqui um desafio.

Não.

Então Paulo e Júlio, já agora que foram os dois que foram ao Noélia.

Eu não fui com eles.

Não foi convidado.

Mas que garfo dariam ao Noélia? Nós temos aqui uma escala. O Manuel Serrão todas as semanas.

Estas estrelas têm garfos.

Temos garfos, exatamente. Temos um garfo de plástico, significa que não é assim grande coisa. Depois, a seguir, um de madeira, depois um de inox e terminamos com o prateado e o dourado. Que garfo é que tu darias ao Noélia?

Claramente entre o prateado e o dourado.

Eu também. É um belíssimo restaurante. Aliás, é difícil lá ir, de resto. É preciso marcar.

Marcações com semanas de antecedência.

Com semanas de antecedência.

Portanto, se quiser ir em outubro, é começar já a marcar, é isso?

Exato. O Manuel Serrão teve que contar com uma cunha, se quiserem ouvir o programa de domingo.

Para saber marcar.

Amanhã vão pôr tudo em pratos limpos.

Amanhã vamos pôr tudo em pratos limpos, exatamente. Amanhã não, no domingo.

É no domingo.

No domingo, sim.

Entre o meio-dia, não é?

Não. Nada disso.

Eu sei que é muita coisa. São muitas novidades.

A seguir ao jornal das 10.

Vamos ter tempo para partilhar ao longo da manhã as várias novidades.

Não sabem os horários. Quem é que contratou esta gente?

Esta gente, realmente.

Eu ainda não ouvi a que horas começa o programa.

Depois do jornal das 10. Mas atenção, informação de forma confiável.

Estás a ver? Nós acordamos às 04:00.

Não, o programa começa mesmo às 10:00, atenção.

Começa às 10:00.

Sim, o do Manuel Serrão começa depois das 10:00.

Estava de domingo até que horas?

Até à 13:00.

O Júlio está a pensar: "Eu quero mudar para as manhãs de fim de semana".

Ó Júlio, não sei se te disseram, mas tu também fazes parte.

Pois, era isso que eu também ia dizer. Coiso Júlio.

Isso é uma novidade.

Contratado indireto.

Amanhã sei que tenho que participar lá no Campeão é.

É, lá está. Também vai haver no e o Campeão é, e o Vencedor é. Copionas.

Não podes assinar documentos sem ler, Júlio.

Pois, nem me fales disso.

Mas vamos falando sobre isto ao longo da manhã. Júlio, tens outra pergunta, não é?

Muito bem, a eficácia conta para o discurso da comunicação?

Normalmente, permite chegar com maior compreensão às pessoas.

O ministro da Economia, António Costa e Silva, deu ontem uma boa demonstração do que deve ser uma comunicação eficiente. Aos recetores das medidas e aos comentadores especializados, cabe perceber se as medidas são justas, adequadas e suficientes. Pelo que ouvimos das reações aqui no Observador, não são de todo e não agradam a todos. Para o cidadão comum, ouvir o ministro dá outra segurança. Em pouco mais de 15 minutos, explicou como vai ser o montante de 1400 milhões de euros de ajudas distribuídos, com que objetivos e em que direção. Um discurso sério, sem caprichos linguísticos, próprios de quem tem alguma experiência de vida. As duas últimas ideias antes das perguntas são exemplares, diz ele, medidas que serão ajustadas se percebermos que não são as certas ou suficientes e ter a humildade necessária para podermos ajudar as empresas. Muitos não estão contentes, mas este é o outro discurso, isso é. Agora, como se sabe, isto não vai só com discursos eficientes.

Sem dúvida. Ainda sobre esse tema, o que é que impede o governo de tomar já uma decisão sobre a tributação dos chamados lucros extraordinários?

Paulo, os socialistas estão divididos. Entre os que apoiam o imposto especial e aqueles que são contra.

Estão muito divididos mesmo e, aliás, são cada vez mais as vozes que se pronunciam sobre o tema. O que não se entende é porque que o governo não toma já uma decisão, ou sim, ou sopas. Toda a informação que é necessária para decidir já é conhecida e a opção é apenas política. Se o governo acha justo, avança. Se acha desnecessário, então não avança. Que o governo não decida, mantendo tudo em aberto, é que já não se entende. A menos que se esteja à espera de ganhar coragem com o respaldo da Comissão Europeia. Mas isso não abona muito a favor da vontade própria do governo nesta matéria.

Olha, e pergunta sé é desta que Angola dá um salto em frente.

O presidente João Lourenço tomou posse, mas Júlio, ainda restam muitas dúvidas.

Ainda não está esclarecido o ato eleitoral e os números que deram vitória ao MPLA nestas eleições deixaram um sinal claro: há uma maior consciencialização política e cívica Por parte da população. A UNITA foi, apesar de tudo, a grande vencedora, ainda que tenha perdido, deixa pouca margem de erro ao atual presidente, que ficou aquém das expectativas que tinha prometido quando tomou posse do primeiro mandato. Ontem pode, como diz a canção, ter sido o primeiro dia do resto da vida deste país africano, que tem todas as condições, pelos recursos de que dispõe, de ser um país ativo e com voz no mundo. João Lourenço tem agora do outro lado uma força política com representatividade no povo angolano. Falhar é acabar com quase cinco décadas do poder vigente, que deixou Angola como um dos países mais pobres e mais corruptos do mundo.

E faz sentido decretar três dias de luto nacional em Portugal pela morte da Rainha de Inglaterra?

Três dias? Sublinhaste, isto estava em negrito: "Em Portugal, de Inglaterra". Porque três dias, temos reservado essa homenagem a muito poucos.

Foi o que decidiram os governos no passado, quando morreram, por exemplo, Mário Soares, Jorge Sampaio, Amália Rodrigues ou Eusébio. Sim, é verdade que Isabel II marcou profundamente a segunda metade do século XX e o primeiro quartel deste século XXI, como justificou o governo, e foi uma monarca considerada e muito querida, um pouco por todo lado, aliás, como se está a ver. Mas há que ter um pouco a noção das proporções. Mário Soares e Jorge Sampaio foram muito mais importantes para o nosso país, do que a Rainha da Inglaterra. Portanto, dá-me a ideia que o Bloco de Esquerda tem aqui razão. Há aqui algo de ridículo e de pacóvio.

Paulo Ferreira e Júlia Magalhães com as perguntas que marcam a atualidade. Hoje também com novidades sobre as manhãs 360 de fim de semana que estreiam amanhã, depois do jornal das 10.

A questão é difícil.

Eu acho que a sua questão é muito importante.

Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.

Ficará eventualmente a pergunta no ar.

É uma boa pergunta.

É essa