Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Eu ouvi a pergunta, mas ela não é pergunta.
Eu percebo as vossas perguntas, mas vamos com calma, está bem? Não quero que ninguém se magoe.
Eu respondo-lhe a isso quando me disser aqui olhos nos olhos.
Eu às vezes tenho mais para fazer do que estar a responder diariamente.
Calma, Jesus.
Jesus. Paulo, não foi para este centralismo que se fez o 25 de Abril.
É que não foi mesmo. E Rui Tavares foi o porta-voz desse tic, aquele tic de querer tudo em Lisboa, de preferência entre o Campo Grande e as Amoreiras, porque assim é muito longe. O deputado do LIVRE, no discurso que fez na sessão solene do 25 de Abril, criticou o facto de o Museu do 25 de Abril estar previsto agora para a Pontinha. A Pontinha é mesmo ao lado de Lisboa, é no concelho de Olivelas, mas faz fronteira ali encostado ao concelho de Lisboa, até porque foi na Pontinha que os capitães de Abril instalaram o seu posto de comando. E na altura, eles não o acharam longe. Numa altura em que a mobilidade ainda era mais complicada. Mas para tornar tudo ainda mais difícil, Santarém reclama também o Centro Interpretativo do 25 de Abril, diz que está preparada para isso e também faz sentido, porque foi de Santarém que partiu a coluna de Salgueiro Maia, que viria a tomar o poder em Lisboa. Ou seja, há ótimas opções para instalar esta recordação de Abril, todas elas melhores do que o centro de Lisboa. Agora, no fundo, é só convencer Rui Tavares de que há vida para além de Sacavém.
Olha, ainda sobre o poder de Lisboa, Paulo, todas as formas são boas para tirar uns trocos aos municípios?
Todas são boas e desta vez é através da Autoridade Tributária, essa máquina poderosa de cobrança massiva.
E criativa.
E criativa. Cá está mais uma. Nós de vez em quando olhamos para cada decisão da Autoridade Tributária sobre os impostos que incidem aqui e ali em produtos semelhantes e, de facto, há ali muita criatividade. Ontem foi clarificado que os juros dos depósitos a prazo dos municípios são tributados em IRC, com retenção na fonte, portanto, os bancos onde essas contas estão sediadas e que pagam os juros que as contas vão rendendo, ficam logo à cabeça com 19% e a caráter definitivo. Portanto, não há cá acerto de contas depois com outras contas do município. As entidades públicas estão, por lei, isentas de IRC, mas há esta exceção que a Autoridade Tributária encontrou. Portanto, mesmo que o município depois no fim do ano seja deficitário, mas tenha ganho uns trocos ali numa conta bancária onde estão depositados os dinheiros para o fundo de tesouraria do município, o município que trate lá é de entregar ao cara do passe quase um quinto do rendimento dos juros. De facto, a Autoridade Tributária está sempre atenta a tudo. A única coisa que lhe vai escapando são as barragens. São pequenas.
Paulo, para tudo há uma teoria da conspiração.
Para tudo. E no mínimo uma, porque depois há várias para cada evento. E o facto alternativo a esta tentativa de atentado contra Donald Trump e outros responsáveis norte-americanos já está bem desenvolvida. Tudo terá sido uma encenação promovida pela própria Casa Branca. Por quê? Porque há aqui muitos dados, a malta abre o olho e fica aqui dados que apontam para isso. Vamos lá ver. Primeiro, o facto do sujeito ter entrado por ali facilmente, o facto de não haver controle de armas no hotel, e também porque a porta-voz da Casa Branca se lembrou, isto pouco tempo antes da cerimônia, de dizer naquelas conversas de antecipação que Donald Trump ia ser igual a si próprio e ia disparar uns tiros verbais. Então, a partir do momento em que ela utiliza essa metáfora, está-se mesmo a ver.
E depois aquele senhor continuou a comer lá sentadinho.
Ele sabia.
Sabia, estava feito.
Não há uma encenação que me vai estragar a salada.
Estava com um ratito.
Claro, obviamente. Portanto, tudo serve agora para uma boa versão de factos alternativos e já sabemos que nas redes sociais estas coisas são fogo em palha. Eu ouvi a pergunta, mas ela não é pergunta.
Eu percebo as vossas perguntas, mas vamos com calma, está bem? Não quero que ninguém se magoe.
Eu respondo-lhe a isso quando me disser aqui olhos nos olhos.
Eu às vezes tenho mais para fazer do que estar a responder diariamente.
Calma, Jesus.