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Este é o som da Boa Moeda, uma moeda das manhãs 360. Paulo, começamos com um alerta sobre vendas agressivas.

É verdade, um alerta que vem da Direção-Geral do Consumidor, oficialmente no final da semana passada. E a Direção-Geral alerta para vendas agressivas de aparelhos auditivos, planos de saúde e purificadores d'água, que sobretudo lesam e têm como vítimas os consumidores mais idosos. Porque alguns destes produtos, nomeadamente os aparelhos auditivos, destinam-se precisamente a eles. A dificuldade em compreender os termos dos contratos, a exposição que este segmento da população tem a abordagens agressivas, que no fundo pressionam a compra de bens que muitas vezes eles não precisam. Depois, o que leva a uma adesão a contratos que muitas vezes envolvem créditos de alto valor, porque aqueles produtos não são, muitas vezes-

Não são baratos, não é? E é preciso pagar, muitas vezes.

Exatamente. E estão inflacionados, muitas vezes também. A falta de conhecimento sobre os direitos que eles têm nestas transações, e há leis que regulam isto, como é evidente, nomeadamente para devolução. E a dificuldade que eles encontram no cancelamento de contratos, são as principais queixas destes consumidores. Diz a Direção-Geral que o contrato com os consumidores é feito muitas vezes ou domicílio, são pessoas que contam com eles, porta a porta, mas também através de telefone ou nos próprios estabelecimentos comerciais, onde as pessoas são muitas vezes atraídas. É frequente a celebração de contratos de crédito, cá está, associados a isso, ao contrato de compra e venda, por idosos que são muitas vezes analfabetos. A Direção-Geral do Consumidor chama a atenção para a importância de proteger estes cidadãos mais velhos. É preciso muitas vezes explicar-lhes, isso acontece muitas vezes dentro da família. Que são alvos mais fáceis de burla, que têm limitações físicas e cognitivas, muitas vezes dificuldade no acesso à informação e estão, às vezes, em isolamento social. Há um relato concreto: um consumidor de 75 anos foi atendido num estabelecimento que aparentava ser uma clínica, diz ele, por uma senhora com bata branca que era tratada por doutora, portanto, logo aí dando a entender que seria médica, especialista em audição, no caso, que o pressionou a celebrar um contrato para a compra de dois aparelhos. O consumidor, apesar de ser analfabeto, sabia assinar o nome, confiou nas informações que lhe foram transmitidas. Mais tarde, percebeu que os aparelhos, afinal, não funcionavam como era esperado. Tentou, obviamente, desistir da compra, mas não conseguiu diretamente com a loja, com a empresa que vendeu. E a Direção-Geral do Consumidor conta que este consumidor acabou por procurar ajuda num centro de arbitragem, que ouviu as partes envolvidas, ditou o fim do contrato, dando aqui razão ao consumidor. Estamos a falar aqui num equipamento que custou 3.000 €. E, portanto, a Direção-Geral não só alerta para a necessidade de algum acompanhamento deste segmento da população, mais vulnerável, que deve ser feito, sobretudo, dentro da família, de alguma forma, por filhos ou netos, com mais literacia nestas matérias, mas também para a importância de entidades de resolução alternativa de litígios de consumo, isto é, entidades arbitrais, que se substituem ao tribunal, à ida para tribunal, que têm os centros de informação autárquica ou consumidor também fazem isso. Portanto, integram aqui uma rede que resolve rapidamente estes conflitos.

Ainda bem que esse senhor recorreu a isso.

É, isso, exatamente, porque de outra forma não conseguiria.

Senão não se faz nada.

Exatamente. Insiste então a Direção-Geral na autorização desses centros de arbitragem, mas inicialmente, alguma literacia e alguma atenção a estes contratos ou a estas vendas.

E as famílias têm aqui um papel importante.

Sim, eu acho que sim. Eu conheço alguns casos próximos, de facto, que foram os filhos que acabaram por resolver o assunto devolvendo o colchão d'água ou os aparelhos.

Uma tia minha que comprava essas coisas, tudo o que impingiam, ela comprava. Achava que era maravilhoso.

Há um discurso muito forte para a venda disso.

Resolvia as dores todas.

Sem dúvida.

E muita agressividade na abordagem.

Sem dúvida.

Paulo, segundo a FARO, hoje mudam os preços de referência dos combustíveis.

Mudam, mas mudam muito, muito pouco.

Pouquinho? Sempre cima ou para baixo?

Há uma subida de um cêntimo no gasóleo e na gasolina não há mudança nenhuma, portanto, vai manter-se o preço de referência. Portanto, praticamente estáveis esta semana os preços de referência dos combustíveis.