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Sejam bem-vindos. Este é mais um "Boa Moeda: Investir", todas as semanas com o Pedro Lino. Pedro, bom dia, bem-vindo mais uma vez. Hoje vamos falar de fundos de investimento, que são um instrumento coletivo que muita gente utiliza. Antes de mais, vamos defini-los precisamente. O que é um fundo de investimento?
Bom dia, Paulo. Bom dia a todos. Uma das formas de investir é através de fundos de investimento. O que é isso? É um conjunto de dinheiro de vários investidores que é gerido por profissionais e que pode ser investido em diferentes ativos. Por exemplo, ações, as obrigações, que são títulos de dívida, em imóveis ou outros investimentos. No fundo, é quando vários investidores se juntam e criam um bolo de dinheiro que é investido de uma forma diversificada e cada um passa a ter uma fatia proporcional ao capital investido. Pode receber dividendos ou então apenas a valorização do fundo de investimento.
Queres dar exemplos práticos?
Sim. Um exemplo prático é a diferença entre investir, por exemplo, numa ação da EDP, da Microsoft ou numa obrigação alemã, a título individual, ou então participar naquilo que é uma sociedade que junta o dinheiro de milhares de investidores e o aplica de forma diversificada. No fundo, diminui o risco e em vez de estar concentrada em um, dois ou três títulos, permite ter uma diversificação maior, um risco menor e com isso um horizonte temporal de maior longo prazo, porque diminui a ansiedade e a emoção. As principais vantagens é que consegue com pouco dinheiro, neste momento, aceder a fundos de investimento, por exemplo, com 10, 15 € consegue-se comprar uma unidade de participação de um fundo de investimento, consegue beneficiar de uma gestão profissional, da diversificação, como referi, às vezes ações, obrigações, imóveis ou tudo, depende. Há fundos que têm um pouco de tudo. E depois, no caso do que são fundos abertos, que são fundos que investem em títulos que estão sempre cotados, por exemplo, as EDPs, os BCPs, as Apples, etc, têm liquidez diária. Ou seja, as pessoas não pensem que por investirem no fundo de investimento, não têm liquidez. Têm, e no caso destes fundos, basta se pedirem o resgate das unidades de participação, três a quatro dias depois têm o dinheiro na conta. Ou seja, não há a questão do problema da liquidez.
Portanto, podem ser transacionados a qualquer momento. Pedro, podemos perceber ainda que tipos de fundos existem?
Existem fundos para todo o tipo de gostos. Para quem quiser uma gestão mais agressiva, ou seja, mais exposta às ações, existem os fundos de ações, que são mais voláteis, mas a longo prazo têm um maior potencial de retorno. Por exemplo, este ano os fundos de ações europeias são bastante positivos, os fundos de ações americanas são negativos por conta do dólar, mas a longo prazo são fundos que apresentam muito melhor rentabilidade. Os fundos de obrigações ou fundos de títulos de dívida, que investem em títulos de dívida das empresas ou dos governos, são mais estáveis, tendem a ter um rendimento mais fixo, mas bastante menor a longo prazo do que as ações. Os fundos mistos congregam o investimento em ações e em obrigações. Ou seja, temos aqui um misto de valorização a longo prazo, mas também de estabilidade, que é componente do investimento de títulos de dívida das empresas ou dos governos. Depois temos também, são mais dois exemplos, há imensos, fundos de tesouraria ou mercado monetário. O que isso significa? São fundos que investem em dívida de muito curto prazo das empresas ou até dos governos e que têm baixíssimo risco, praticamente nulo de perder dinheiro e são os fundos vocacionados mais para o curto prazo, ou seja, preservação do capital. E depois temos os fundos tipicamente, que também os portugueses gostam, fundos imobiliários. São fundos que investem em imóveis. E quais são os rendimentos? Os rendimentos desses fundos são as rendas de alugar os imóveis ou então a valorização. E o problema desses fundos imobiliários é que muitas vezes podem ter períodos de imobilização de capital, ou seja, não são fundos que possam ter liquidez e às vezes é necessário até períodos de seis meses para resgatar o dinheiro que está nestes fundos.
Muito bem.
Estes são apenas alguns exemplos.
Alguns exemplos e é um tema, certamente, Pedro, que voltaremos a ele ainda na próxima semana, porque há muito mais a dizer sobre fundos, avaliação de riscos, por exemplo, e também o processo de escolha. Mas para já ficamos aqui. Pedro Lino, obrigado mais uma vez. Este foi o "Boa Moeda: Investir" todas as semanas com o Pedro Lino. Até para a semana.
Obrigado, até para a semana.