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Boa moeda, má moeda com o Paulo Ferreira. Paulo, é segunda-feira e isso significa...
Estás muito contente com isso.
Estou.
O João é a pessoa mais contente de estar numa segunda-feira.
É porque tenho que atestar e isso é bom sinal.
Eu também.
Nesta segunda-feira.
Isso.
Não tem sido sempre assim. Se tens que atestar o carro, vais poupar algum dinheirinho em relação àquilo que teria acontecido até ontem. Por quê? Porque hoje estamos aqui a assistir a uma queda meio substancial do preço dos combustíveis, uma descida de 11 cêntimos por litro no gasóleo e de cinco cêntimos na gasolina. Estamos a falar de preços médios de referência, portanto vejam lá depois as bombas que têm preços mais baratos ou mais caros, não está tabelado. Depois desta descida, devemos ter o preço médio da gasolina simples 95 a situar-se em volta do 1,86, 1,87 por litro.
A gasolina.
A gasolina. E o gasóleo na casa de 1,74, 1,75 por litro. Ainda estamos relativamente longe do que estávamos no início do conflito, portanto quatro meses atrás, se não me engano, mas também já não estamos assim tão longe e já estamos longe, felizmente, da casa dos € 2, acima dos € 2.
Como andou até há pouco tempo.
Como andou durante algum tempo e até há pouco tempo.
Que susto.
Esta descida, obviamente, segue aquilo que se passou no mercado de matérias-primas na semana passada. O Brent chegou a estar na semana passada ali na casa dos $ 77, $ 78. Eu estive a ver ontem, ao fim do dia estava nos $ 80, porque entretanto ontem, para variar, houve mais notícias de encerramento, de novo, do Estreito de Ormuz. Isto parece de facto uma brincadeira com abre e fecha. Mas pelo menos, aparentemente, o petróleo está estabilizado agora ali na casa dos 80, mais dólar, menos dólar, o que significa que provavelmente ainda vai haver mais uma descida de combustíveis proximamente.
Muito bem. Olha, Paulo, e o que está a acontecer com os certificados de aforro?
Os certificados de aforro estão a beneficiar daquilo que para muita gente é negativo, isto é, da subida das taxas de juro. As Euribor, quando sobem, provocam a subida dos créditos à habitação, como nós sabemos. Isso é mau para quem paga, mas depois para quem tem poupanças e as coloca também em certificados de aforro, isso é positivo, porque os certificados de aforro têm a taxa indexada à Euribor a três meses. Em maio, a taxa base de certificados de aforro subiu para já muito próximo dos 2,2%, o que compara, por exemplo, com uma taxa média de 1,44% nos depósitos. E atenção, num caso como no outro, estamos a falar de taxas brutas, isto é, depois o Estado ainda vai buscar 28% do juro que for obtido nestas aplicações. Em maio, já esteve próximo dos 2,2%. Em junho, já vão subir para 2,2% a taxa de juro dos certificados de aforro, daí estar também a atrair cada vez mais poupanças. Em maio, bateu-se mais um recorde de poupanças líquidas que foram atraídas para os certificados de aforro. É aproveitar, pelo menos enquanto as Euribors estão tão elevadas. Mesmo assim, atenção, com a inflação acima dos 3%, obviamente, quem deixa dinheiro nestas aplicações está a perder rendimento real, porque quando recebe o juro, depois de passado o prazo da aplicação, já não compra, mesmo com o juro, aquilo que comprava hoje. Portanto, façam bem essas continhas.
Contas bem feitinhas no Boa Moeda, Má Moeda.