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Esta é a Boa Moeda, uma moeda sempre com o Paulo Ferreira. Paulo, dispararam os pedidos de especialistas em arranjo de telhados nas regiões afetadas. Os pedidos e os orçamentos, não é?

Os orçamentos não sabemos, não temos indicação sobre isso, mas os pedidos e também os técnicos disponíveis. Isso são dados revelados pela Fixando. A Fixando é uma daquelas plataformas que põem em contacto pessoas que precisam de todo tipo de arranjos e profissionais disponíveis para esse tipo de arranjo.

É uma aplicação.

É uma aplicação, a Fixando. Precisas de um canalizador ou de um arranjo elétrico em casa, qualquer coisa, vais lá, procuras, depois há um contacto entre ambos para verem o orçamento, para chegarem a acordo ou não, e assim vai. A Fixando revelou dados do período entre 26 de janeiro e 8 de fevereiro, e mostram de facto um aumento muito significativo na procura por serviços de reparação, manutenção, segurança, sobretudo obviamente nas regiões de Leiria, Coimbra e Santarém. Em Leiria, por exemplo, a procura cresceu 275% num único dia, a taxa de resposta também. Muitas famílias, obviamente, precisam de intervir, de fazer obras agora em casa com urgência, mas também, diz esta plataforma, há cada vez menos profissionais disponíveis para responder porque vão estando ocupados. Provavelmente os orçamentos também vão subindo por causa disso.

Ontem li uma notícia sobre isso, a reparação dos telhados.

Claro. Dispara a procura.

Era como dizia ontem o Bruno, há quem se aproveite até desta crise para isso.

E aqui os maiores aumentos percentuais em termos de pedidos são: claraboias 1900%, portanto 20 vezes mais. Estamos nessa escala, como é evidente. Depois várias classes aqui, reparação, manutenção de telhado, telhado ou cobertura, instalação ou substituição de telhado. Enfim, várias classes de escolha de serviços também com crescimentos entre os 370% e os 128%. E depois a reparação de janelas também aqui na casa dos 80%. Portanto, estamos a falar de pedidos para intervenção em casa, mas também pedidos para intervenções nas áreas exteriores às habitações, que têm a ver também com a prevenção, eventualmente, e serviços de poda e manutenção de árvores, 310%. É normal, não só porque há muitas árvores no chão que é preciso limpar de alguma maneira, mas também é preciso prevenir aquelas que não caíram, cuidar delas para que o risco de problemas futuros diminua. Obras em casa de uma forma genérica, 55%. Há especialistas que respondem rapidamente ao aumento da procura também, embora não cheguem para os pedidos, para as encomendas, como se costuma dizer. E há aqui também os profissionais disponíveis nas intervenções nos telhados, mais 163%. Estamos sempre a falar de mais de duplicações. Nas questões dos jardins e quintais, poda e manutenção de árvores, mais 235% disponíveis e a responder. Depois outras intervenções nos telhados, obras em casa e por aí fora, também com crescimentos aqui tudo acima dos 40%, isto basicamente de uma semana para a outra. Leiria, Lisboa e Coimbra concentram o maior volume dos pedidos. Se olharmos para o mapa todo do país, os pedidos 20% concentrados em Leiria, Lisboa 18%, Coimbra 12% e Santarém 12%. Portanto, aqui uma clara concentração de pedidos para este tipo de serviços nas regiões afetadas, como é evidente.

Desculpa, ainda parei nos aumentos exponenciais desses valores, quando pensamos nas linhas de apoio do governo, que já eram muito otimistas.

Os € 10 mil para a intervenção na casa.

Vai ser uma gota.

Em muitos casos é possível que seja, mas há a questão do seguro também, e isso é um problema cultural.

Este seguro tinha aquela cláusula, tinha, não é?

Pois, é isso. A questão dos seguros é fundamental. Nós só nos lembramos disso nestas alturas.

Isto era bom rever, não era?

Claro, é melhor rever as cláusulas que temos e eventualmente contratar outras, não só nas questões da habitação, quintais e por aí fora. Enfim, as empresas imagina-se que a um certo nível estarão mais protegidas, porque há muitos milhões por ali fora, as de maior dimensão. E outra questão é a agricultura, também é uma questão que nós discutimos muito há décadas em Portugal, e é o seguro de colheitas, que não funciona porque o risco é muito elevado para as seguradoras e, portanto, não há produtos que tenham prêmios que os agricultores possam pagar e a intervenção do Estado também se faz de uma forma não eficaz, ao contrário de outros países, em que o Estado organizou isso de alguma maneira e permite que haja seguros comportáveis para a área agrícola também.